Orientações
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Orientações para auxiliar na viagem pelo Blog :
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Obrigado e boas viagens ...
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Viagem Julho/2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Viagem maio/2010
Viagem Março/2010
“A Cidade da Lapa originou-se de um pequeno povoado às margens da antiga estrada da mata – uma parte do histórico caminho que ligava Viamão (RS) a Sorocaba (SP). Um desses conhecidos "pousos" dos tropeiros recebeu a denominação de Capão Alto, no ano de 1731, quando a capitania de São Paulo resolveu criar um registro para cobrança de pedágio de gado que transitava à margem do Rio Iguaçu. A Lapa ficou conhecida como Registro, embora fosse Capão Alto o nome original. Passaram-se 239 anos e outras denominações até o nome Lapa.Foi palco do Cerco da Lapa – Revolução Federalista, em 1894, quando o sul do município foi invadido pelas tropas revolucionárias rio-grandenses. A calma cidade campesina foi transformada em autêntica praça de guerra, com sangrentos acontecimentos. Sob o comando de Gumercindo Saraiva, os revolucionários gaúchos haviam conquistado também grande parte do território catarinense e tencionavam apoderar-se das unidades legalistas, incluindo Curitiba.Em 8 de fevereiro os soldados do Regimento de Segurança foram informados da morte do seu comandante, coronel Dulcídio Pereira. Findava-se, também, quase à mesma hora, o general Gomes Carneiro, comandante-geral da Praça, o que tornava a situação extremamente grave. Diante disso, reunidos todos os comandantes de unidades, o coronel Lacerda propôs que assumissem todos o compromisso de honra, de defender a cidade, até que se esgotassem os últimos recursos. "De pé, braços estendidos e mãos sobrepostas”, - foi essa promessa solenemente feita.
Após o conhecimento da morte do general Gomes Carneiro, a desolação foi geral. O cadáver do grande herói, envolto na bandeira do 17o. Batalhão de Infantaria, foi sepultado na sacristia da Matriz de Lapa.
Na manhã do dia 11, um emissário dos sitiantes gaúchos trouxe um ofício do general Laurentino Pinto Filho, comandante do 2o. Corpo do Exército Revolucionário, dirigido ao coronel Joaquim Lacerda, propondo a capitulação.
A resistência se tornara impossível e a derrota rondava as fortificações da cidade. O ofício foi assinado. Terminou assim a histórica resistência que à pequenina e pacífica cidade de Lapa trouxe o galardão de heróica e legendária.”
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Viagem abril e maio/2009
“(…) formada em julho de 1951, no Município de Palmeira, resultou de um movimento colonizador espontâneo, realizado por reimigrantes menonitas (membros de uma seita religiosa protestante, surgida no século XVI na Europa, fundamentada na religião e no trabalho) que, anteriormente, se haviam estabelecido em Santa Catarina. Ocupa uma área de 7800 hectares e compreende cinco núcleos de povoamento, dispostos em torno de um centro administrativo comercial e social situado na sede da antiga Fazenda Cancela. A Colônia foi organizada no sistema de vida comunitária e de terras comunais, porém atualmente, as propriedades são individuais, com lotes rurais de 50 hectares, em média. Sua base econômica reside na agropecuária, desenvolvida sobretudo no setor da pecuária leiteira.”
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Gatos apaixonados por motorhomes
Resgate do Cabo
Em nosso motor home, eu e minha esposa viajamos bastante, vislumbrando fantásticos lugares e conhecendo pessoas não menos maravilhosas. Como além das atividades de professor universitário, durante 14 anos também dediquei-me ao Corpo de Bombeiros como Analista de Projetos de Prevenção, muitas vezes estacionamos em quartéis, onde os colegas, de tão nobre profissão, sempre nos recebem de forma elogiável.
E, em alguns casos, suas instalações são muito precárias, com diminuto efetivo, poucas viaturas (uma velha Caravan e um Mercedes antigo), equipamento obsoleto e ineficaz. Elementos estes agravantes a qualquer sinistro e que parecem ali estar para testar a capacidade inventiva dos seus intrépidos membros.
Pois estava eu numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul, em pleno e rigoroso inverno, estacionado ao lado do minúsculo “quartel”. Lá havia uma humilde salinha de recepção com mesa e duas cadeiras, um apertado e indigno alojamento com dois catres e dois colchonetes no chão. Ao lado, uma cozinha com fogão a lenha, confortavelmente aceso e cinco bancos ao redor. Três soldados, um cabo e um amigo deliciavam-se a sorver o quente chimarrão, contando “causos” na comodidade térmica do ambiente, aguardando a troca de turno e rogando aos céus para que nenhuma emergência venha alterar aquela instável tranqüilidade.
Exemplo de antigo e preservado
Havíamos chegado ao entardecer e, após as apresentações de praxe, liguei o cabo elétrico (extensão) do motor home na cozinha, (única tomada de energia funcionando), tomei um chimarrão com os presentes e, graças ao frio e chuva fina, recolhi-me à nossa pequena casa rodante, onde jantamos e fomos dormir.
Pela manhã, dirigi-me à cozinha do “quartel”, onde a outra equipe que havia substituído a anterior estava absorta em seus “causos”, mitigando o frio com os pés sob o fogão fumarento e o corpo com o líquido mate amargo e quente.
Como eu não havia sido apresentado a esta nova equipe e, a informação da anterior possivelmente sido incompleta, um soldado levantou-se, surpreendido ao se flagrar invadido no ambiente íntimo, e inquiriu-me:
-“O que o senhor deseja?”
Esbocei um sorriso amistoso e, em patente ingenuidade, não imaginando uma possível segunda interpretação, respondi:
-Vim apenas resgatar o “cabo”.
O cabo (bombeiro) deu um salto de trás do fogão e, aparentando a mais inesperada situação, incrédulo, limitou-se a me encarar sem nada dizer.
Depois das explicações, gargalhamos juntos ao redor do fogão. Certamente eles terão mais um “causo” para as próximas trocas de turma.
Darlou D'Arisbo
domingo, 17 de outubro de 2010
Motor-home: conforto e liberdade
A cozinha pode incluir todo o equipamento convencional (fogão a gás, forno de microondas, refrigerador, freezer); os armários possuem recipientes apropriados para os alimentos e condimentos. Os suportes para pratos, copos e panelas são fixos e revestidos, impedindo vibrações ou deslocamentos acidentais. Gaveteiros abrigam talheres e demais utensílios necessários, também devidamente acomodados para evitar sonoras oscilações. Uma pequena e útil adega pode se fazer presente, para atender às especiais ocasiões (como um romântico jantar a dois).
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Viagem junho e julho/2008
“A história de Poços de Caldas começa pelos idos do século XVII. As águas raras e com poderes de cura prosperaram a cidade desde os seus primórdios, quando as terras começaram a ser ocupadas por ex-garimpeiros, desiludidos com o declínio da atividade aurífera na região das minas. Elas passaram a se dedicar sobretudo à criação de gado, sendo obrigados a percorrer longas distâncias em busca de pasto para os animais.Desde 1886, funcionava na cidade uma casa de banho, utilizada para tratamento de doenças cutâneas. Ela se servia da água sulfurosa e termal da Fonte dos Macacos. Em 1889 foi fundado, por Pedro Sanches, outro estabelecimento com o mesmo fim, captando água da Fonte Pedro Botelho, no local onde é o parque infantil Darcy Vargas. Ali, a água sulfurosa subia até os depósitos por pressão natural. O balneário não existe mais. Em seu lugar foram construídas, no final dos anos 20, as Thermas Antônio Carlos, um dos mais belos prédios da cidade.
Poços de Caldas recebeu seu primeiro visitante ilustre, o Imperador Dom Pedro II, em outubro de 1886. Ele esteve na "freguesia", acompanhado da imperatriz dona Tereza Cristina, para a inauguração do Ramal da Estrada de Ferro Mogiana.A prosperidade e o luxo tiveram seu grande momento em Poços de Caldas enquanto o jogo esteve liberado no Brasil. Pelos salões do Palace Casino e do Palace Hotel desfilava a nata da aristocracia brasileira e até de outros países. O presidente Getúlio Vargas tinha uma suíte especial no hotel, com a mesma decoração da que ele usava no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então capital do país. O quarto ainda hoje preserva os móveis e o estilo da época. Mas uma das maiores atrações do hotel continua sendo sua piscina térmica, construída num suntuoso salão sustentado por colunas de mármore de carrara.
“Em 1838 a progressista Vila de São João del-Rei torna-se cidade. Nessa época, possuía cerca de 1.600 casas, distribuídas em 24 ruas e 10 praças. Ainda no século XIX, contava com casa bancária, hospital, biblioteca, teatro, cemitério público construído fora do núcleo urbano, além de serviços de correio e iluminação pública a querosene.Desenvolveu-se ainda mais, com a inauguração, em 1881 da primeira seção da Estrada de Ferro Oeste-Minas, que liga as cidades da região a outros importantes ramais da Estrada de Ferro Central do Brasil. Em 1893 a instalação da Companhia Industrial São Joanense de Fiação e Tecelagem traz novo impulso à economia local, a tal ponto que a cidade foi novamente indicada para sediar a capital de Minas Gerais.A formação peculiar da cidade, que evoluiu de arraial minerador para importante pólo comercial da região do Campo das Vertentes, é responsável por sua característica mais interessante: uma mescla de estilos arquitetônicos que tem origem na arte barroca, passa pelo ecletismo e alcança o moderno. Em São João del-Rei, é possível apreciar a evolução urbana de uma vila colonial mineira, cujo núcleo histórico permanece bastante preservado em harmonia com as construções ecléticas do século XIX e as mudanças ocorridas no século XX.”
“ A cidade de Tiradentes originou-se do pequeno arraial da Ponta do Morro, no início do século XVIII. Desde o final do século XVII, o paulista Tomé Portes del-Rei explorava o direito de passagem às margens do Rio das Mortes, num ponto conhecido como Porto Real da Passagem. Em 1702 João de Siqueira Ponte chega à região e, em companhia de Tomé Portes, descobre ouro nos córregos da redondeza. O local, denominado Ponta do Morro, logo se transforma em arraial, com o afluxo crescente de garimpeiros. Pouco depois, passa a se chamar Arraial da Ponta do Morro de Santo Antônio, em louvor ao santo de devoção dos moradores que aí ergueram uma capela.No século XIX, os moradores da então já Vila de São José voltam-se para a agricultura e a pecuária, vendendo carne de porco, boi e carneiro para localidades de Minas e também para o Rio de Janeiro. Em 1831 a participação da mão-de-obra feminina na economia local é expressiva, especialmente no ramo da fiação e tecelagem. Em 1864 a localidade já possui 70 teares, conta com 108 fiadeiras e tecedeiras, além de 44 costureiras, e a produção atinge cerca de 30.000 varas de pano. No entanto, a atividade não chega a alcançar proporções industriais.Sem grandes alternativas econômicas, São José del-Rei, é elevada à categoria de cidade em 1860. Sua integridade patrimonial e paisagística assegura-lhe um dos perfis coloniais mais autênticos de Minas Gerais e do Brasil.Em 1889 recebe nova denominação: Tiradentes, em homenagem ao herói da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier. Dessa época em diante, a cidade experimenta certo ritmo de expansão comercial com a implementação do ramal ferroviário da Estrada de Ferro Oeste-Minas e, mais tarde, do sistema rodoviário.Hoje, uma das importantes fontes de renda da cidade é o turismo, mantido graças ao grande interesse por seu conjunto arquitetônico colonial, pouco alterado. A cidade foi tombada como Patrimônio Histórico Nacional em 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, resguardando-se não só seu conjunto arquitetônico como também áreas de seu entorno paisagístico, especialmente a imponente Serra de São José com agradáveis cachoeiras e vegetação remanescente da Mata Atlântica.”
“O arraial de Congonhas do Campo surgiu em 1734 com a descoberta de ouro no leito do rio Maranhão e proximidades. O nome dado ao lugar tem origens nas palavras tupi-guarani "Kõ" e "Gõi" e refere-se a uma erva-mate muito comum na região, significando "o que sustenta e alimenta".A construção do majestoso Santuário do Senhor Bom Jesus do Matozinhos iniciou em 1757, na colina de nome Alto Maranhão, e deflagrou a ocupação da margem esquerda do rio. A iniciativa partiu do português Feliciano Mendes, devoto do Bom Jesus, que ergueu a igreja em pagamento a uma promessa. Os artistas mais destacados, como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manoel da Costa Ataíde, emprestaram sua genialidade às obras. Além da igreja, 12 profetas em pedra sabão e 64 esculturas em tamanho natural, representando os Passos da Paixão de Cristo, foram esculpidas por Aleijadinho e policromadas pelo mestre Ataíde. Em 1985, o conjunto arquitetônico e escultórico do Santuário foi elevado pela Unesco a Monumento Mundial e Patrimônio Histórico da Humanidade.Depois da Segunda Guerra Mundial, a exploração do minério de ferro renova a economia local e a população chega a 40.000 habitantes. Grandes empresas mineradoras colocam hoje a cidade entre as maiores arrecadações do Estado de Minas Gerais.” (http://www.cidadeshistoricas.art.br/congonhas/cgn_his_p.php)

A cidade de Ouro Preto nasceu com a descoberta do ouro
“Antes mesmo de 1700, o espírito de aventura e o ímpeto pela riqueza fácil levam à região centenas de aventureiros, em sua maioria portugueses e paulistas (os bandeirantes). Segundo a lenda, ao meter a gamela no Ribeirão Tripuí para matar sua sede, um homem encontra no fundo algumas pedras negras e resolve guardá-las. De volta a Taubaté, em São Paulo, de onde partira sua bandeira, repassa as pedras a outro homem, e estas chegam às mãos do então governador do Rio de Janeiro, Artur de Sá e Menezes. Num gesto despretensioso, o governador leva à boca uma das pedras e, trincando-a com os dentes, identifica o tão cobiçado metal.A atividade mineradora torna-se naturalmente a mais importante, e a inexistência de trabalho agrícola provoca fome fazendo com que muitos aventureiros abandonem seus achados e retornem às suas terras de origem, retardando a efetiva ocupação do território. Apesar dos problemas de alimentação, novos aventureiros alcançam o eldorado. Entre 1708 e 1709, paulistas — os primeiros descobridores da região — se revoltam contra os forasteiros, em sua maioria portugueses, baianos e pernambucanos.Ao longo dos anos, a preocupação com a preservação de Ouro Preto se concretizou através de sucessivas medidas oficiais. Em 1931, o prefeito João Batista Ferreira Velloso proíbe construções que alterem o 'facies' colonial da cidade. Dois anos depois, é decretada Monumento Nacional, sendo inscrita em 1938 no Livro de Tombo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. Em 1944, ano do bicentenário do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, a criação do Museu da Inconfidência reforça a relevância histórica e artística de Ouro Preto no cenário nacional. Em 1980, após importantes estudos feitos por uma equipe de especialistas vinculados à Unesco, a cidade é reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Mariana:
“Primeira vila, primeira capital, sede do primeiro bispado e primeira cidade a ser projetada em Minas Gerais. A história de Mariana, que tem como cenário um período de descobertas, religiosidade, projeção artística e busca pelo ouro, é marcada também pelo pioneirismo de uma região que há três séculos guarda riquezas que nos remetem ao tempo do Brasil Colônia.Além de guardar relíquias e casarios coloniais que contam parte da história do país, em Mariana nasceram personagens representativos da cultura brasileira. Entre eles estão o poeta e inconfidente Cláudio Manuel da Costa, o pintor sacro Manuel da Costa Ataíde e Frei Santa Rita Durão, autor do poema “Caramuru”.
Tudo isso faz da “primeira de Minas” um dos municípios mais importantes do Circuito do Ouro e parte integrante da Trilha dos Inconfidentes e do Circuito Estrada Real. Uma cidade tombada em 1945 como Monumento Nacional e repleta de riquezas do período em que começou a ser traçada a história de Minas Gerais.”
Saímos do camping de Ouro Preto, e fomos para Ouro Branco, passando por uma parte da estrada real.