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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Viagem Europa – parte 12

 

(Obs.: clique nas imagens para aumentá-las)

Olá!

Antes de iniciarmos esta, o mapa do percurso anterior (Colmar até Rocamadour - 964km)

mapa colmar ate rocamadour

Saímos da fantástica Rocamadour e seguimos por linda rodovia estreita e bastante sinuosa, até a autoestrada. Nosso destino é Toulouse, pois, pelas pesquisas, possui vários pontos interessantes para serem visitados.  Lá, fomos direto para o Camping Le Rupé. 

Cansados, não conseguimos dormir, pois pessoas que alugaram algumas cabanas do camping (a um metro do motorhome) ficaram até as 4h da madrugada conversando alto, gargalhando,… Não podíamos sair, pois o portão só abre às 8h da manhã. 

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Incomodados e sem outra opção estratégica, deixamos  Toulouse para outra vez.  A passagem por Tarbes foi complicada, pois todas as travessias são por baixo da linha férrea e, sem altura suficiente para o motorhome. Depois de muito ziguezaguear, conseguimos uma passagem com 3,2m, quase roçando a antena multidirecional e fixa!.

Pouco depois, na pequena cidade de Ibos, uma imensa igreja chamou a atenção: a Colegialle de Ibos. A igreja data do séc. XIV, com dimensões extraordinárias. Bastante preservada, pois é aberta somente em ocasiões especiais e com visitas guiadas.  Conseguimos entrar porque estavam descarregando um piano (!), para um concerto à noite.

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Após o almoço, muito calor, chegarmos em Salies de Bearn, no ótimo parking da cidade. Estacionados, fomos passear no centro.  A cidade, onde estivemos em 2014, continua com seus encantos, mas pode-se observar uma decadência (sujeira, lixo, pessoas fumando e bebendo em pontos turísticos), as fotos ficam um pouco difíceis.

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Após ótima noite silenciosa, acordamos com lindo dia de sol. Continuamos pela estrada que leva até a fronteira com a Espanha, passando por Saint Jean Pied de Port (França), principal ponto de partida do Caminho de Santiago.  Curvas e visuais belíssimos pela rodovia, chegamos ao ponto alto em Ibañeta, onde paramos para almoçar a bordo.

Mais tarde chegávamos em Pamplona (Espanha), onde há parking gratuito em Berriozar (5km do centro). Vários motorhomes passaram a noite ali.  Detalhe: estamos no país basco, onde o idioma local é incompreensível para nós, embora o oficial seja o espanhol.

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Novo dia e fomos passear (de bus) em Pamplona. O centro histórico é pequeno, pode-se fazer tudo a pé. Mas possui muito para ser visto, ou seja, é preciso escolher bem onde ir.  Nossa primeira visita foi à Catedral Sta. Maria la Real (séc. XIV-XV), seu interior é gótico, enquanto a fachada é neoclássica.

Todos os altares são belíssimos, trabalhos em madeira e mármore. No centro da nave estão os túmulos de Carlos III (o Nobre) e sua esposa Leonor, soberbas esculturas. O altar central possui lindo cadeiral e a bela imagem de Santa Maria, revestida de prata, completam a imensa obra.

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Retornamos para a Oficina de Turismo, ao lado do lindo Ayuntamiento (prefeitura), com vários elementos festivos em seu topo.  Ao lado fica a Igreja San Saturnino (ou San Cernin), séc.XIII, gótica, austera, fortificada, teve importante função defensiva para os habitantes. Sob o piso de madeira, estão 235 sepulturas e, caminhar ali faz um rangido. Na lateral, uma imensa e linda capela barroca à Virgen del Camino (imagem encontrada em 1487). 

Fomos na Plaza del Castillo (antigamente havia um castelo ali), depois na Igreja San Nicolas (séc XII), possui vestígios das transições medieval e gótica e um órgão datado de 1769, considerado o melhor da cidade.  Um colégio atual ocupa o antigo  Palácio Ezpeleta. 

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Continuamos nosso passeio pela Ciudadela (imensa fortificação amuralhada de 1571), em forma de pentágono com baluartes nos ângulos, com cerca de 500m de diâmetro. Possui algumas edificações preservadas, utilizadas para eventos e, desde o topo dos cantos do pentágono, se pode ter lindas vistas do restante da Ciudadela e de Pamplona.

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Caminhamos mais algumas quadras e fomos na Igreja San Lorenzo, sua nave é modesta, mas a capela lateral dedicada a San Fermin é exuberante.

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Dali, tomamos o ônibus para retornar a Berriozar, onde estava o motorhome. Aproveitamos o horário de pouco movimento nas estradas (“siesta” dos espanhóis), seguimos viagem e almoçamos (tardiamente) na estrada.

Fomos para Agurain, pequena cidade próxima. Havia indicação de parking nas imediações da sua muralha.

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O parking realmente é bom, mas a cidade parece fantasma, com aparência de decadente (o supermercado fechou, comércios faliram, muita pixação e vandalismo).  Caminhamos um pouco pelas ruas e decidimos por passar a noite em Vitoria Gasteiz, onde sabemos de bom e seguro parking, utilizado em viagem anterior.

Até a próxima!

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Viagem Europa - parte 11

 

(Obs.: para aumentar as imagens, basta clicá-las)

Olá!

De Donzenac seguimos para Brive-la-Guillard, ainda na França, com parada para abastecer a despensa e o motorhome.  Dali, fomos para a pequena Souillac, com indicação de parking gratuito e central.

Estacionamos e fomos passear (aproveitar o sol).  Nos surpreendemos com tantas antigas construções em pedra, em especial a Abadia, que se destaca pelas dimensões e cúpulas. A história da igreja começa nos séculos IX-X e, em 1140 a Abadía foi consagrada pelo Papa como Igreja.

Existem vestígios de pinturas do séc. XII, as esculturas sobre e ao redor da porta de entrada merecem especial atenção, com passagens bíblicas. Austera na decoração, mas ao mesmo tempo iluminada, com sensação agradável. É um ponto de passagem de peregrinos para Santiago de Compostela.

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Havia outro templo, mas após várias guerras e destruições, por séculos, sobrou apenas a torre do sino e relógio, atual Beffroi. O que restou do prédio foi recuperado e atualmente funciona como sala de exposições e teatro.

No Office de Tourisme, fomos muito bem recebidos pela Sra. Melanie (em espanhol), que discorreu sobre detalhes da cidade. Forneceu mapa e guia da região (que possui muitas cidades medievais e castelos, além de belezas naturais). Informou até sobre a previsão meteorológica dos próximos dias. Muito competente, gentil e atenciosa. Merci Melanie!

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Fomos na Place San Martin, tomar um sorvete e ler os muitos guias fornecidos, depois voltamos para o motorhome, descansarmos para os passeios do dia seguinte.

É comum, nos campings, usuários deixarem objetos que não mais necessitam (livros, folderes, utensílios,…), para que outros os possam utilizar.  E nós também assim o fazemos. Num camping (ainda na Alemanha), encontramos uma cadeira espreguiçadeira de ótima qualidade, descosturada numa lateral. Tentamos remendar com o que temos disponível, mas a linha não aguentou. Aqui em Souillac, encontramos uma costureira (Sra. Jennifer Peschel) que, embora não pudesse consertar imediatamente, gentilmente nos “presenteou” agulha e linha grossas. Fizemos o conserto, ficou ótima!  Merci Jennifer!

Dali fomos na Destilaria Louis Roque, fundada em 1905, está na 5ª geração, com pequeno museu contando a história da empresa. Curiosamente, os primeiros alambiques possuíam rodas, eram levados às cidades, próximos a um riacho, onde faziam o processo de destilação.  Possuem poucos funcionários, e quase todos os processos são manuais, incluindo o lacre das garrafas, feitos com cera derretida e carimbo de marca. Adquirimos um delicioso licor de nozes.

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Seguimos para a cidade de Martel, estacionamos no parking para motorhomes, fizemos almoço e depois fomos passear.

A cidade iniciou no séc. XII, por ser entroncamento entre Toulouse e Paris, também marcada pela passagem de peregrinos para Rocamadour. Várias construções da cidade datam deste período.

O Office de Tourisme fica no Palais de Raymondie (séc. XIII). Possui arcos e torres, bem como uma pequena praça no centro.  A Place de la Halle tem o mercado, alguns restaurantes e lojinhas.

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Seguimos pelas ruas observando as antigas construções, em madeira e pedra não revestida. Alguns locais encantadores…

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Visitamos a igreja St-Maur (séc. XII), erguida sobre parte de igreja românica, da qual restaram o portal de entrada e algumas poucas colunas; o restante já é do séc. XVI, cadeiral, vitrais, pinturas… Difícil de fotografá-la por falta de iluminação.

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Caminhamos mais algumas quadras, mais fotos,  retornamos para a praça do mercado, um chocolate quente para aquecer. Ficamos muito satisfeitos em conhecer esta bela cidade, mediaval, preservada, viva. 

Optamos por seguir para a estrada, chegando em Rocamadour (Rochedo de San Amadour).  A cidade surpreende desde a chegada: há uma parte alta e um penhasco, sobre o qual algumas antigas e imensas construções desafiam o equilíbrio.  Fomos para o Parking do Chateau (na parte alta). O parking para motorhomes é gratuíto, mas não é permitido na temporada alta (julho/agosto).  Estacionamos e fomos caminhar nos arredores, para conhecer. A vista é impressionante…

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Rocamadour tem vestígios de ocupação desde o período Paleolítico. No séc. X-XI, foi construída uma capela em homenagem à Maria numa das grutas e começou um período de peregrinação na cidade. A cidade desenvolveu-se com base nos peregrinos, foram construídas hospedagens e os santuários foram adornados com as oferendas.

No séc. XVI, Rocamadour foi devastada pelas guerras cristãs e, após, ladrões saquearam a cidade e destruíram os vestígios santos e móveis religiosos. Apenas no séc. XIX  a cidade começou a preocupar-se com a recuperação e preservação das construções e monumentos, voltando a ser a quarta maior peregrinação mundial (atrás de Jerusalém, Roma, e Santiago de Compostela).

Quando retornamos, conhecemos os simpáticos Willy e Jacqueline (Bélgica), que falam espanhol! Bate papo bastante agradável, com uma taça de vinho.

Pela manhã, chuva… ficamos no motorhome esperando uma trégua e escrevendo o blog. Após as 15h fomos conhecer a cidade.  Toma-se o ascensor inclinado para descer ao “meio” da cidade,  e chega-se ao Santuário em homenagem à Maria, que começou com a pequena gruta (dos antigos ermitões), e hoje é uma imensa obra, sobre a rocha.

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Depois de visitarmos os santuários, tomamos o outro elevador para ir à parte mais baixa, a cidade propriamente dita. O outro modo de descer (ou subir) é pela imensa Escada dos Peregrinos,  aconselhada para bons atletas, que não é o nosso caso…

A cidade é agradável, conserva vestígios dos séc. XV-XVIII,  algumas portas da antiga muralha, lindas vistas das rochas (santuário e castelo).  Aproveitamos para ir ao Office de Tourisme, onde Sr. Thomas também nos recebeu muito bem, explicando mais detalhes sobre a cidade e, nos indicou um simpático camping, em L’Hospitalet (próximo à parte alta de Rocamadour), denominado Le Paradis du Campeur. Merci Thomas!

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No camping reencontramos nossos vizinhos belgas.  Após o jantar, tomamos o “Petit Train” noturno, para vermos as luzes da cidade.  Ele faz o percurso até o centro e depois, até o outro lado do vale, subindo a outra montanha, onde pode-se ter visão privilegiada da cidade iluminada.  Passeio recomendado e encantador.

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Novo dia, chuva e sol se intercalaram.  Caminhamos um pouco por L’Hospitalet, há pequena capela, hotéis, restaurantes e alguns poucos comércios. A grande Maison de Tourisme também fica nesta área, bem como belvedere com ótima vista da cidade lá em baixo.

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À tarde fomos com o motorhome visitar o Chateau, na borda da parte alta, mas nos sentimos “logrados”, pois paga-se 2 euros para visitá-lo e, embora as placas dizem “aberto à visitação”, somente pode-se acessar a escadaria externa!  E, como o acesso é eletrônico, não há como reclamar.

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Retornamos, lavamos roupas (máquinas do camping),  bate-papo com alguns vizinhos de vários países.   À noite, fomos admirar mais uma vez a cidade iluminada, é um encanto aos olhos…

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Amanhã retornaremos para a estrada, em breve contaremos.   Até logo.

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