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Orientações para auxiliar na viagem pelo Blog :

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Obrigado e boas viagens ...


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Viajar e mudar de vida - algumas considerações

Olá! Esta postagem é um pouco diferente: refere-se uma análise sobre viagens.
Temos observado muitas pessoas ingressando na vida de viajante; seja com mochila e hostel/casa de família, motorhome, ou ainda carro/moto e barraca. Enfim, a variedade é imensa, basta digitar algumas palavras de busca na internet que aparecem centenas de blogs e sites relacionados ao tema.
Concordamos, pois é maravilhoso viajar! Conhecemos pessoas, acolhemos outras culturas, diferentes cidades,... somos forçados a mudar nossas “manias”, hábitos e “pré-conceitos”; aprendemos a viver com apenas o necessário e, reavaliamos o que realmente é importante, reelegemos nossas prioridades.

Porém, alguns destes viajantes, não conseguiram alcançar seus objetivos. Vários tiveram que pedir auxílio à amigos e parentes no meio do caminho para, ao menos, poder voltar para casa. E aí se dão conta que estão sem reservas financeiras, sem emprego, venderam carro e/ou casa, e ainda tem que ouvir o “eu disse que não daria certo”...

Para uma mudança de vida deste porte, é FUNDAMENTAL fazer programações de vida e financeira muito boas. Não apenas acordar de manhã e dizer “hoje mudarei de vida, peço demissão do emprego, vendo tudo e saio por aí”!.
São muitos os fatores e valores a serem analisados antes destas decisões. Vamos elencá-los como itens, para facilitar a compreensão:

a) Você é uma pessoa que gosta de tudo, come de tudo, adora novidades? Ou para você o melhor é estar em casa, com ar condicionado, comidinha caseira, olhos na novela, acessando a internet, tendo seu sofá predileto ou sua cama aconchegante como companhia? Adora roupas bem passadas e os amigos por perto?
Saiba que, ao decidir viajar, você não poderá exigir regalias ou luxos. Por vezes conseguirá um bom local para pernoitar (seja hotel ou camping), mas, em outras vezes, conseguirá um simples estacionamento, sem energia elétrica ou água, com calor (ou frio) quase insuportáveis. Ou terá que dormir num banco do metrô, aeroporto ou estação de ônibus... É conveniente analisar minuciosamente estes detalhes ou repensar sua pretensão de vida de viajante.





b) Você pode ausentar-se do trabalho? Tem uma boa reserva financeira? Quanto você pretende gastar por dia (combustível, alimentação, hospedagem, etc...)? Quantos dias esta sua reserva financeira suprirá seus gastos? Enquanto viaja, você pretende ter alguma renda? Caso sim, com qual atividade? Depende de internet? E se acontecer um imprevisto (seu motorhome/carro tiver uma pane ou você quebrar um braço/perna no exterior)?
Saiba que viajar e viver de postar blog ou site é algo bastante incerto. Nós fazemos nosso blog há oito anos; em todo este tempo conseguimos apenas três módicos patrocínios: 50 litros de combustível (de um posto em que sempre abastecemos), umas 10 caixas de 300g de produtos alimentícios, e apenas uma diária em um camping (na Bélgica!).
Portanto, se você pretende conseguir patrocinadores que manterão você na estrada: não aposte como única fonte.

No nosso caso, fazemos um controle total, absoluto e austero de nossos gastos (contabilidade diária), tanto quando estamos em casa, quanto em viagem. Isto significa que não gastamos em coisas que não seja estritamente necessárias. Mas não somos avarentos (pão-duro), pois nossas necessidades são plenamente satisfeitas.
Sempre escolhemos os produtos (e serviços) que tenham melhor relação custo-benefício: se um tênis de R$120 tem qualidade e atende nossas necessidades, não compramos um de R$500 porque tem “marca”, pois com este valor compraríamos quatro pares, e algumas meias... Ou percorreríamos centenas de km de estradas…
Outro exemplo: adoramos experimentar as comidas ou sabores locais. Mas, ao invés de ir a um restaurante que custe R$50 (ou mais) por pessoa, procuramos um que pesa a comida (por kg), com os sabores regionais, pois com R$30 ou R$40 comemos nós dois, saboreando os quitutes e sem sair empanzinados (empanturrados).
Da renda pelo nosso trabalho, ministrando aulas ou proferindo palestras (até via internet), cerca de 30% (ou mais) vai sempre para reserva financeira. Não temos luxos, nem empregada ou jardineiro. Não temos carro nem celular do ano, nem vamos a jantares ou festas caros. Tudo isso ajuda no planejamento da próxima viagem.



c) Você adora olhar e esmiuçar mapas? Gosta de ver fotos de viagens, ou acha isso chato?
Sabemos que, para bem projetar uma viagem, o mapa ainda é a melhor opção, embora tenhamos vários outros meios digitais disponíveis (complementares).
Mas imagine-se no meio da Patagônia, no Deserto do Atacama ou no interior da França: o celular e notebook fica sem bateria, ou sem internet. Ou seu GPS não abrange a área...
O mapa de papel SEMPRE estará disponível, a qualquer hora e lugar. Por isso, por mais que tenhamos auxílio de tecnologia, nada substitui o mapa de papel.
Quanto às fotos, sempre encontraremos viajantes e, claro, eles sempre terão fotos para mostrar. Nós adoramos ver fotos de viagens (dos outros e nossas), ouvir suas histórias, trocar informações. É muito construtivo, aprende-se muito. É fundamental estar aberto a estas novas vivências.







d) Não queira ser o centro do universo (egocêntrico). Mesmo que você tenha as características anteriores, ainda não estará preparado para “largar tudo e ir viajar”.
Precisará aprender a ouvir; saber pedir informações; perguntar sobre fatos, estradas, alterar conceitos anteriores,... Além disso, precisa compreender estas informações, interpretá-las apropriadamente.

Lembre-se das palavras que NUNCA saem de moda: “Por Favor, Com Licença, Senhor/Senhora, Obrigado, Desculpe”. Aprenda-as também em outros idiomas...
Evite gírias regionais que podem ter significados diferentes em outros locais. E, jamais utilize palavras vulgares ou obscenidades, mesmo que corriqueiras no seu ambiente restrito.
 

Mantenha uma relação estreita com seu Anjo da Guarda (Consciência, Sexto Sentido, Ser de Luz, ou Ser Supremo, como você preferir nominá-lo). Ouça-o e pratique boas ações. Agradeça à Deus pela benção de ter mais um dia, um alimento, uma viagem.

Por vezes, chegamos a algum local e nos sentimos muito mal (acesso difícil, atendimento ruim, o ambiente pernicioso,... ). Concluímos que ali pode não ser o lugar certo. Outras vezes, chegamos a uma cidade (hotel ou camping), onde tudo é colorido e lindo, tudo dá certo para chegar até ali; sentimos uma paz e alegria inexplicáveis.
Esta PERCEPÇÃO de lugares e pessoas boas (e outras nem tanto), aprende-se ao longo do tempo, com muita observação e atenção ao entorno. Uma boa dica, para começar, é analisar crianças e cachorros: eles conseguem sentir estes eflúvios melhor que nós...



e) Viajar é muito bom! Em nosso blog sempre procuramos colocar coisas boas!
Mas nem tudo são flores: temos períodos de muita chuva; dias para lavar roupa e faxinar a “casa”; muitos perigos nas estradas (motoristas imprudentes, afoitos, estúpidos, rodovias ruins, assaltos,...). Já acordamos na madrugada com um desocupado que “não sabe que tem alguém dormindo” e coloca ao lado o som do carro a todo volume; tem os dias que você acorda de mau humor e parece que nada dá certo...



Alguns pequenos procedimentos são também importantes: como lavar suas roupas íntimas (calcinha, soutien, meia, cueca,..) durante o banho, manter os objetos nos lugares próprios (para que os outros possam encontrá-los), cumprir fielmente suas tarefas (navegador, cozinheiro,...).
No nosso caso (motorhome), são inúmeros itens a serem conferidos antes de viajar: (mecânica, equipamentos, materiais, alimentos, toldo fechado, cabos elétricos, armários e baús trancados, e tantos outros). Nossa listagem impressa (check in) possui mais de duzentos itens, rigorosamente analisada antes de cada viagem.

Conhecemos vários casais que viajam de motorhome e, pasmem, suas esposas ou filhos desconhecem estes procedimentos; não sabem onde são guardados os calços, nem os disjuntores de segurança elétrica,.. limitam-se a sentar na poltrona e usufruir o deslocamento... Sempre ao encontrá-los, relatam-nos um rosário de problemas ocorridos, quando deveriam alegrar-se pelas benesses da viagem.
O sucesso de nossos treze anos de viagens e 200.000km com o mesmo motorhome, por nós construído e sem o menor problema, nem mecânico, estrutural, instalações,... nos faz concluir que a simplicidade e a comodidade são aliados deste êxito. Assim como já presenciamos modelos sofisticados e complexos que acabam por causar decepção, promovendo rusgas familiares e indesejada descapitalização.



Portanto, não se baseie apenas em poucos fatores para largar tudo e sair por este mundo. Se você tem esta intenção, questione outros viajantes, nos pormenores das dúvidas. E, muito cuidado ao processar as informações, pois o deslumbre e a pressa são inimigos do sucesso. Além disso, nosso cérebro pode selecionar apenas as conveniências, com alta possibilidade de frustrações.

Reiteramos nosso propósito: não somos “donos da verdade”, comprovadamente pelo contínuo aprendizado que recebemos. Mas, como algumas vezes já passamos por momentos desagradáveis, queremos auxiliar aos colegas viajantes, para que não incorram nos mesmos erros, para que sua viagem seja, esperamos, melhor que as nossas!

Continuamos com o preceito: Viajar é muito bom! Todos os lugares e pessoas que encontramos tem algo a nos oferecer (seja uma dádiva ou, uma lição). Rogamos ao Ser Supremo (Papai do Céu), que ilumine as opções de cada um de nós, mostrando os melhores caminhos e as acertadas escolhas .

Até logo


sábado, 21 de janeiro de 2017

Viagem janeiro/2017 (final)

 

Olá!

Em Pomerode, na bela Pousada Santa Felicidade, após três dias de descanso, com piscina para refrescar; chegou a hora de ir para estrada.  Mas não sem antes, nos emocionarmos na despedida dos queridos proprietários Zely e Décio.

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Fomos para Timbó, com rápida parada para abastecimento da despensa no Supermercado Schutze, e dali, seguimos pela BR-470, sentido Rio do Sul.  Em Ascurra, fizemos parada para fotografar o colégio e a igreja.

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Alguns quilômetros à frente, vimos grandes destruições causadas por vendaval na noite anterior (telhados arrancados, árvores caídas, máquinas e veículos cobertos de escombros).  Em Apiúna, estacionamos para almoçar.

Em Rio do Sul, visitamos o Parque Harry Hobus, uma área de estacionamento para motorhomes (sem oferta de serviços). Ali, recebemos, por telefone, o convite irrecusável de nossos padrinhos, e tivemos de alterar nossa rota: acertamos o leme para Florianópolis…

A estrada por Ituporanga, Alfredo Wagner, Rancho Queimado estava tranquila, bem mais livre do que esperávamos.  Porém, ao chegarmos em Santo Amaro da Imperatriz, fila e mais fila, demoramos duas horas para rodar 30km.   Mas chegamos, sãos e salvos à casa do Mauro  e Silvana… Uma agradável conversa e depois boa ducha, lanche e descansar…

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Ficamos dois dias, colocando os assuntos em dia, passeamos pela beira-mar à noite, fiz cuca para o lanche e, na sexta-feira, seguimos para Pomerode (novamente), pois lá começaria a Festa Pomerana.

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Após o almoço e compra de apetitosas conservas, fomos ao Parque de Eventos para estacionar, mas um pequeno “conflito” se instalou: o estacionamento foi terceirizado, e não permitiriam motorhomes no pátio da festa.  Nos comprometemos em estacionar em vagas de automóveis, sem abrir o toldo e, deste modo, a permissão foi concedida após o pagamento das taxas e ingressos.

No final da tarde, começou a festa: desfile de entidades, bandas, grupos folclóricos, carros alegóricos. Tudo lindo e encantador. Comidas típicas alemãs, chopp, alegria.

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Porém, o ruido (volume altíssimo) – em todos os ambientes – não permitia conversas, os ouvidos reclamaram e muito, a cabeça também…  Mas pior que isto, são as pessoas que, ao beber, mudam seu comportamento: passam a noite batendo na porta e janelas do motorhome pelo “prazer de incomodar”. E, com dezenas de vasos sanitários espalhados pelo parque, vêm urinar nas rodas do motorhome.  Lá pelas quatro horas da madrugada, ao acabar a música do pavilhão,  estacionaram ao lado do motorhome e ligaram o som automotivo a todo volume (com músicas de baixíssimo nível)…  Infelizmente, a tradição da cultura germânica deu lugar à baderna.

Enfim, depois das 5h da madrugada, cochilamos um pouco até as 8h, quando a movimentação começou novamente…    Decidimos por sair dali, antes que ficássemos trancados no estacionamento…

Estacionamos na praça e fizemos nosso café da manhã, tão silencioso… Dormimos mais uma hora, enquanto esperávamos outros colegas saírem do parque (pois também não aguentaram a noite ruidosa).  Ali, nos despedimos: eles seguiram para o litoral e nós retornamos para a Pousada Santa Felicidade (http://santafelicidadepousada.com.br/). 

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Fomos novamente muito bem recebidos; instalamos e mergulhamos na piscina…  Já citamos a pousada na postagem anterior:  é uma pousada familiar, muito simpática, com ótimas instalações; e com espaço que pode receber motorhomes (pequenos).  No entanto, sempre deve-se contatar antes, via telefone, para conferir disponibillidade e definição de horários de chegada.

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Ficamos novamente três dias, aproveitando a piscina para refrescar do calor; acompanhando os marrecos d’água e os patinhos recém nascidos; compartilhando frango assado e massa com galinha…

Mas, chegada a hora de retornar para a estrada, com mais uma emocionada despedida. O dia menos frio proporcionou belas imagens ao longo da estrada.  Seguimos por Jaraguá do Sul  (um caos para sair da cidade: mudaram o sentido das vias, mas não as placas), o GPS se perdeu, e demoramos meia hora para conseguir sair.  Em São Bento do Sul, uma parada rápida no supermercado e posto de combustível.

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Seguimos para Campo do Tenente e Lapa, onde lanchamos na Panificadora Zeni (delícias)  e tiramos fotos do casario…

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Como a estrada estava tranquila, optamos por seguir mais um pouco, chegando ao Posto e Restaurante Benedita às 17h.  Enchemos o tanque de diesel, fomos autorizados à estacionar e ligar o cabo de energia elétrica, tomamos boa ducha e fomos para o restaurante saborear um refrescante sorvete e acessar internet.

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Pela manhã, ao acordarmos, notamos que não havia energia elétrica; fomos conferir a tomada, e para nossa desagradável surpresa, estava desconectada e jogada ao chão!!!  Um motorhome (destes grandes e luxuosos, com família completa, ar condicionado, etc…) chegou durante a noite, DESCONECTOU nosso cabo e ligou  o deles, embora houvesse três tomadas disponíveis!!   Nos deixaram sem energia…  Concluímos que os atos de vandalismo também são perpetrados por proprietários de luxuosos motorhomes.

Sempre em nossos contatos (tanto pessoais como virtuais) insistimos na demonstração de respeito e educação ao próximo, independente de status social, condição financeira, gênero, etnia… mas são comuns as evidências em contrário, quando somos admoestados por pessoas que,  aparentando opulência, deixam suas marcas com patente irresponsabilidade e intencional desonestidade.

Primamos nestas postagens por apresentar as benesses das viagens com motorhome, compartilhando e trocando informações positivas com nossos colegas.  Mas não podemos evitar de tecer o profundo desagrado por estúpidas manifestações que maculam nossa nobre classe. 

Já encontramos proprietários de motor homes que furtam lâmpadas de campings, roubam cabos elétricos, despejam esgoto cloacal nas rodovias, entregam-se à bebedeiras e algazarras,… Compete-nos continuar a apregoar EDUCAÇÃO, ÉTICA, MORAL E RESPEITO para que os colegas e familiares tenham orgulho de sua própria conduta e procedimento.

 

No conteúdo geral, esta foi uma viagem muito agradável: Conhecemos pessoas maravilhosas, lugares encantadores (com certeza voltaremos); paisagens e momentos incríveis… (as emoções das despedidas, o esquilo buscando a castanha na minha mão, os reencontros…).

Também aprendemos inesquecíveis lições: nem todas as pessoas pensam e agem como nós (procurando o bem e o coletivo);  alguns locais são maravilhosos apenas em determinadas épocas do ano e, principalmente, aprendemos a ouvir mais as divinas orientações dos nossos Anjos da Guarda.

 

Foram 21 dias de viagem, 2.320km rodados, sem percalços (exceção ao citado), nem problemas de saúde ou panes mecânicas.  Nosso Iveco brindou-nos com média final de consumo de 9,4km/L, uma das melhores nestes 13 anos e 200.000km desfrutados.

Queremos agradecer à todos, que nos fizeram companhia, que nos receberam, que compartilharam alguns dias (ou horas) conosco.

Agradecemos a Deus, nosso protetor e companheiro constante, augurando que continue a nos guiar pelos bons caminhos.

E que em breve tenhamos novas histórias e viagens para partilhar com vocês.  Até logo!!

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