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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Viagem pela Europa (parte 13: norte de Portugal)

 

Olá!

Novamente em Portugal, o  calorzinho já se faz presente durante o dia e a facilidade do idioma retorna.

Nossa primeira parada foi em Valença do Minho, uma cidade amuralhada, com comércio de produtos típicos e restaurantes. Caminhamos pelas ruas e vielas, bonita paisagem das montanhas ao redor, alguns característicos prédios com belos azulejos antigos, partes da muralha bem preservada.

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Valença  do Minho: foi de extrema importância no decorrer da Idade Média. No alto do Monte uma vista privilegiada sobre a linha de fronteira, inúmeras vezes assediada pela vizinha Espanha. É também local de passagem dos “Caminhos de Santiago”, os quais atravessavam o Rio Minho numa barca que partia do Cais de Valença. A cidade é dominada pela fortaleza de duas torres e muralha dupla, (séculos XVII e XVIII) existindo ainda vestígios das muralhas anteriores.

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Após o passeio e fotos, fomos para Viana do Castelo. Fizemos uma paradinha no supermercado (N41º43’25,5 E08º51’33), compramos bolinhos de bacalhau deliciosos;  depois para o camping  da Orbitur (N41º40’42,7” E08º49’34,3”). Bom atendimento, vários mhomes, €12,60 (mhome, 2 pessoas, com internet, sem luz). Estacionamos, organizamos algumas coisinhas e depois fomos para o mar (o camping tem saída direta para a praia). Caminhamos pela praia, sentamos à beira-mar, descansamos.

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Viana do Castelo: antigo povoado chamado Atrio, já dispunha de porto com atividade mercantil significativa, além de sua importância defensiva por posição estratégica. A cidade  viveu desenvolvimento econômico entre os séc. XVI-XVII, graças ao comércio de açúcar e ouro proveniente do Brasil.

Novo dia, lindo sol e céu azul, fomos para a cidade; um complicador é o horário dos ônibus (a cada hora e meia ou 2 horas), mas o trajeto é rápido. No centro, visitamos a Capela das Almas (séc. XIII/XVIII) que foi a primeira igreja matriz; a estátua de Viana e sua vocação marinheira (séc.XVIII), a capela das Malheiras (séc. XVIII) que está fechada e é propriedade de uma família; antigos Paços do Concelho (séc. XVI); chafariz e Praça da República (séc. XVI); Igreja da Misericórdia (fechada) séc.XVI; Igreja Matriz (séc. XV); Casa dos Arcos ou dos Velhos (séc. XV); casa dos Abreu Távora (séc. XVI).

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Fomos ao shopping (ao lado da Gare), para almoçarmos e descansar um pouco. Comemos no Pizza Hut (capeletti com molho de natas e salada mista), saboroso, 1 prato de cada, €12,50.

Depois tomamos o funicular para ir à parte alta da cidade. O funicular ou elevador de Santa Luzia foi construído em 1923, para facilitar o acesso ao Templo. Atualmente o elevador pertence à câmara municipal. Possui 650 metros de extensão, vence um desnível e 160 metros, e a vista é linda. €3,00 (ida e volta).

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No alto fica o Templo Monumento de Santa Luzia, no cimo de 300m altitude. Existia há mais de três séculos uma capelinha dedicada à Santa Luzia e, no final do séc. XIX, o arquiteto Ventura Terra realizou o projeto. Mecenas e devotos vianenses o construíram até meados do séc. XX, em granito da região.

De lá a paisagem é belíssima: avista-se toda a cidade e orla. E o templo é imenso e lindo, por fora e por dentro.

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Dali seguimos o mapa e caminhamos até a Citânia de Santa Luzia, que são as ruinas da Cidade Velha (proto-história e romanização do Alto Minho), mas depois de muito subir sob o sol e, ao contrário da indicação no portão: “aberto diariamente após as 14h”, estava fechado, sem qualquer aviso. Restou-nos voltar e tomar o funicular de descida.

Na cidade, fomos à Igreja da Caridade (fechada); caminhamos até o Hospital Velho (séc. XV) antigo albergue de peregrinos e hoje Oficina de Turismo; visitamos a Casa dos Nichos (séc. XV) com figuras do Anjo Gabriel e de Maria esculpidas na pedra à entrada. Depois fotografamos o navio hospital Gil Eannes, construído em Viana do Castelo, em 1955, que apoiou por décadas a frota bacalhoeira portuguesa em Terra Nova e Groenlândia.

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Novo dia e seguimos viagem, após uma boa caminhada pela praia. Seguimos para outro camping Orbitur, em Angeiras, perto da cidade do Porto.

Infelizmente, o GPS desconhece as alterações e obras das ruas e, o caos instalou-se (por vezes até hilariante). Grandes desvios em inúmeras ruelas antigas de mão dupla, sem calçadas laterais e com esquinas ortogonais, seculares construções de pedra roçando nos retrovisores, sem meios de manobra ou estacionamento… Em muitos casos a San ia na frente, à pé, solicitando aos veículos contrários para que voltassem de ré, para que o mhome pudesse passar.  Mesmo assim, em um caso, tivemos que fechar os retrovisores para passar a centímetros das paredes e, em outro, um cidadão saiu de casa para retirar o seu caminhão estacionado… Percorremos cerca de 10km em uma hora. Um sufoco com final feliz.

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Mas enfim, chegamos ao camping Orbitur Angeiras (N41º16’02’ E08º43’11”), €11,80 mhome+duas pessoas+internet, sem luz. Estacionamos, almoçamos, descansamos um pouco. Colocamos as roupas para lavar (€9,20 para lavar e secar).

No final da tarde, fomos até o mercadinho próximo, compramos um belo bife (bom e barato) e, na porta ao lado, delicioso pão na padaria (massa leve e crocante). Dia seguinte acordamos antes das 7h para tomar o ônibus das 8h (a cada hora e meia) para a cidade do Porto, cujo percurso demora mais de uma hora.

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Porto: suas origens datam de 417 e, ao longo dos séculos esteve sob poder de Suervos, Godos, e outros. Os Mouros aqui passaram até ao reinado d’El Rei D. Afonso I,  o Católico. Durante a Reconquista conhece por várias vezes a destruição. Pelo século XIV e adiante, foi o Porto o principal centro português de construções navais, graças às ligações com o Douro e o Atlântico.
No século XIX, o Porto é modernizado através de novas idéias, riqueza acrescida, força empreendedora, um deslumbrante escol de gente de saber, e bons administradores.  

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Já no Porto, fomos passear no Yellow Bus (€24,00 2 pessoas), pode-se subir e descer várias vezes. É uma vantagem, pois a inclinação da cidade é grande (sobe-se e/ou desce-se sempre).  Primeiro fizemos todo o percurso (umas 2 horas), já perto do meio-dia descemos e fomos almoçar.  Depois continuamos descendo nos locais importantes.  

Tentamos comer um bacalhau típico e fomos a um restaurante simpático, mesas dentro e fora, esperamos 15 minutos. Os outros clientes que chegaram depois sendo atendidos. Após a reclamação ao caixa saímos…  Fomos comer hamburguers com batatas fritas…

Caminhamos até a Livraria Lello (conhecem a antiga Enciclopedia Lello?). Prédio delicado por fora, e lindo por dentro: a escadaria de madeira, as estantes, o vitral. Pena que não permitem fotos internas, mas compramos um livro com as fotos internas e história. Parte do filme Harry Potter foi realizada lá.

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Caminhando nos arredores, na rua Galerias vimos um Restaurante que chamou atenção pela decoração com peças antigas: rádios, máquinas de costura, brinquedos, moedores, balanças, louças, até um automóvel Mini estava na parede...

Voltamos para o centro e novo ônibus para ir à Catedral, imponente, rebuscada, até vimos o começo do ensaio do coral.  Ônibus novamente e descemos na Igreja do Carmo, que curiosamente, tem duas igrejas lado a lado (o que as separa é a parede).

Cansados, fotografamos a Torre dos Clérigos, e tomamos um café com doce na Confeitaria Pão Quente Muralhas. Tudo delicioso e barato: o que comemos lá mais os doces e pães que levamos para mhome,  menos de €6,00.

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Domingo, dia de viajar. Saímos cedo do camping para evitar os “percalços” da chegada, mas ainda assim, as ruas estreitas, novamente descer do mhome e a pé pedir para carros voltarem, manobrar em curtos espaços, até conseguir chegar à rodovia. Para os que tem dúvida, não há outro jeito, só quando as obras acabarem…

Rodovia começando a ficar movimentada, mas às 14h já chegamos em Coimbra, no Parque Municipal de Campismo (N40º11’20” E08º23’58”),  €14,60 mhome+duas pessoas+internet, sem luz.  Hoje está acontecendo na cidade a “”Festa das Fitas”, que celebra o  final do ano letivo na Universidade. Acontecem desfiles de carros alegóricos, de estudantes, festa, “queima das fitas” (cada curso com sua cor)  e a cidade pára (ou quase) pois muitas ruas são interrompidas.  Ficamos no camping, escrevendo blog, arrumando mhome, descansando para passear no dia seguinte.

Coimbra: A atual cidade de Coimbra foi habitada desde tempos pré-históricos, como atestam restos arqueológicos encontrados. Tem origem Celta, povo que ocupou estas terras e criou a urbe conhecida como Conímbriga. A dominação romana iniciou no século II a.C. Afonso Henrique, filho da cidade,  integrou-a no território português em 1131, como capital do reino e consolidou-se no decorrer deste século.

O Renascimento trouxe um grande impulso para a cultura, época em que  a cidade recebeu a sede da Universidade mais antiga de Portugal, antes instalada em Lisboa (fundada por D. Diniz, em 1290)

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Adquirimos o cartão de transporte público válido para 1 dia, com embarque ilimitado. Fomos de “elétrico” até a Universidade, imensa, mas TUDO é pago para visitar. Compramos livro com sua história e fotos.  

Ali perto, visitamos o Aqueduto São Sebastião, construído a finais do século XVI, que servia para transportar água desde o Convento de Santa Teresa até o castelo e partes da cidade. Também a Sé Nova, fundada pelos Jesuítas no ano de 1598.

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Depois começamos a descida (aqui também tudo é a subir ou descer), passando pela Sé Velha, que é um templo românico fundado no ano de 1162 e considerada como uma das peças mais belas e antigas do Românico Português.  Ali perto vendem lindas peças de porcelana e azulejo (pintados à mão ali mesmo).

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Continuamos a descida, por escorregadias ruas de pedras lisas, passando pela Torre do Anto (em reforma), palácio das Sub-Ripas, Arco e Torre da Almedina, igreja de São Bartolomeu e de São Tiago (que perdeu parte da nave para alargamento da rua dos fundos).  Seguimos pela rua Visconde da Luz até chegarmos a Praça 8 de maio, com a bela igreja de Santa Cruz, onde estão enterrados os primeiros reis de Portugal (Afonso Henriques e Sancho I).

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Fotografamos a Fonte Nova e, em frente, pegamos ônibus para a Praça da República, onde almoçamos capeletti, lasanha e chopp (€17,30) .

Depois do almoço, de ônibus para o centro (pois começava chuva chata). De lá, pegamos ônibus chamado Pantufinha, mais curto, elétrico (baterias) e mais estreito, que faz um trajeto por ruas e vielas do centro histórico, uma emoção à parte. Em alguns lugares, as pessoas se encostam nos prédios para o ônibus caber.

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Na volta, tomamos café e chocolate quente, com deliciosos pasteis de Santa Luzia e de Tertugal, na Confeitaria Toledo. Cansados, voltamos para o mhome, tomamos bom banho e descansamos, pois amanhã seguiremos viagem.

Abraços e Até breve!

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