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sábado, 5 de abril de 2014

Viagem pela Europa – parte 4 (Espanha: Barcelona)


Em Barcelona!
Esta metrópole de 1,6 milhão de habitantes, capital da Catalunha (8 milhões de pessoas falam catalão, assim como todos os canais de televisão que acessamos), é importante pólo industrial, comercial, econômico, portuário (dos mais movimentados do Mediterrâneo), histórico e cultural da Espanha, conhecida pela arquitetura artística do modernismo no início do séc. XX. Sistema de metrô eficiente. A parte mais antiga da cidade foi escolhida pelos romanos (27a.C.-14d.C) para fundar a colônia, conhecida como Bairro Gótico, atual centro de Barcelona, com a Catedral e o Palácio Real (onde Colombo foi recebido quando voltou da viagem ao Novo Mundo, em 1492).  Há um forte movimento político e social para tornar a Catalunya (que inclui parte da Espanha e França)  um país independente.
Em nosso passeio, iniciamos de metrô (€10,30/10 viagens), fomos até a área portuária, fotografamos o monumento a Colón, o prédio do antigo porto e aduana, alguns belos edifícios. Visitamos o Museu Marítimo (€4), com exposição de barcos, viagens, equipamentos, história da navegação; tudo no prédio da Reals Drassenes, com mais de 800 anos!
Com o mesmo ingresso, podemos visitar o barco Santa Eulália (1918), que viajou comercialmente por vários anos, mas estava há mais de 30 abandonado, quando o Museu Marítimo o adquiriu em 1997, fazendo-o passar por minuciosa restauração.
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Almoçamos  novamente num fast food (rápido e barato) e depois, de metrô até a Sagrada Família; com um confuso e longo labirinto subterrâneo nas trocas de linha (baldeações).
Chegamos na Sagrada Família, e o visual externo já impressiona, pelas dimensões e forma; as gruas da obra, ainda inacabada, também chamam atenção. Uma imensa fila para a compra de tickets: €25,60 (para dois).  Entramos pela Porta da Paixão (Páscoa), com figuras bem estilizadas, os rostos tristes, onde Jesus é mostrado como homem (crucificado nu, sem panos cobrindo partes, como vemos frequentemente).
Ao entrar na igreja, a sensação é indescritível: imensos pilares arborizados, sobem até as pontas das cúpulas; os vitrais (inacabados), com os efeitos de luz e cor (quentes e frias); as aberturas hiperbólicas de algumas cúpulas para a “captação e transmissão” de luz… 
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A obra foi iniciada em 1883, projetada por Antonio Gaudí, arquiteto e “iluminado” quanto à elaboração dos projetos, com soluções baseadas  na análise da natureza. Nasceu em 1852, trabalhou 43 anos na obra da Sagrada Família (tinha cama e escritório na obra), aplicou profundos conhecimentos de geometria espacial. Faleceu em 1926, atropelado por um bonde (!); foi sepultado na cripta da própria igreja, e desde 1992 está em processo de beatificação.
Após longo tempo admirando a parte interna, saímos para ver a Porta da Natividade, onde as figuras são o mais próximo possível da realidade, retratando o nascimento de Jesus e alguns acontecimentos correlatos da época (por exemplo, quando Herodes mandou matar todos os recém-nascidos).
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Em seguida, fomos ao subsolo, onde estão expostas maquetes, desenhos, modelos (em gesso, papel, madeira,…); alguns esquemas de medição de esforços em laboratório, usando a gravidade: fios de tecido fazendo as tramas dos pilares e arcos (igreja de “ponta cabeça”), com pesos nas pontas, calculando assim (de modo preciso e natural), todos os ângulos e tensões!
Também visualizamos o laboratório montado para a contínua análise dos projetos de Gaudí e a elaboração dos itens faltantes para a conclusão da obra, com alguns modelos e maquetes em gesso.
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A Sagrada Família é efetivamente igreja (templo religioso) apenas desde  2010, quando foi concluído o fechamento da nave central, com a benção do Papa Bento XVI.  Calcula-se que mais de 2000 pessoas visitam-na diariamente e, como paga-se em média €15 por pessoa (incluindo torres, cripta, capelas,… pode chegar a €40/pessoa), imagina-se que o montante justifica a continuidade da obra, as equipes de profissionais, laboratórios de análises e, principalmente a vinculação ao Vaticano.  
Novo dia e lá fomos nos passear em Barcelona novamente; de metrô até a Feira Encants Vells (ao lado da Plaza de las Glories Catalanes). Imenso local, com mais de 500 expositores, onde encontra-se quase tudo: ferramentas, tecidos, roupas, calçados, quinquilharias, objetos de decoração; novos ou usados. Mas o que chama a atenção são as antiguidades, em algumas lojas espalhadas (mais organizadas) ou a miscelânea no subsolo (parece que “limparam” uma casa antiga e soltaram os objetos ali). Aqui lembramos de nossos amigos que adoram antiguidades…
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Como as coincidências acontecem, vimos um tecido lindo, com estampas de máquinas de costurar antigas e entramos na lojinha para questionar o preço; ao que o atendente questionou se éramos brasileiros (estávamos com bandeiras nos casacos).  Sr. Luciano, também do Brasil estava auxiliando um amigo, na loja; breve bate-papo e troca de e-mails, compramos nosso tecido e continuamos nosso passeio…
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Da feira, tomamos o metrô novamente e fomos até a Catedral de Barcelona, construída sobre uma fundação visigótica (séc. XV, fachada e agulha séc. XIX), abriga belos claustros góticos e cadeiras séc. XV; possui em sua cripta o sarcófago de Santa Eulália. Estava lotada, pois até as 12h a visita é gratuita às áreas comuns.
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Almoçamos bem perto, em fast food, (com tickets de descontos que recebemos ontem!) e, com mais uns poucos metros, estávamos no Mercado de Santa Catarina, com frutas, verduras e legumes, carnes, presuntos, pães, restaurantes. Compramos deliciosos bolinhos de laranja, como sobremesa…
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Apesar do mapa um pouco confuso, caminhamos até o Arco do Triunfo, imenso e lindo; seu jardim e arredores impecáveis.  Na outra ponta, a Ciutadela (parque que foi montado para a Exposição Internacional de 1888).
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Já muito cansados, procurando por um cafezinho, chegamos à Estacion de Francia (trens intermunicipais, interestaduais e internacionais). 
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Mais uma caminhada e fomos saborear um capuccino com croissant de amêndoas, na loja Capuccino, bem perto da estação Jaume I (metrô), a qual logo utilizamos para voltar para o mhome.
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Amanhã seguiremos viagem, em breve novas informações… 
San&Dan
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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Viagem pela Europa – parte 3 (ainda Espanha)

 

Olá!!  Aproveitamos o dia frio e nublado para continuarmos no Valencia Camper, lavando roupas (€3 na lavadora e €3 na secadora), colocando a “casinha” em ordem,... No final da tarde o frio aumentou muito, o vento também e, incrivelmente, chegaram 3 motociclistas e armaram barracas…

No sábado o dia continuou nublado, mesmo assim seguimos viagem, por rodovias não pedagiadas, que não permitem muita velocidade mas que passam pelas cidades pequenas, observando-se os campos de videiras e oliveiras… 

Em quase todo o trajeto fomos em comboio (5-6 mhomes); em Vinarós estacionamos num Carrefour para abastecer despensa e combustível, assim como  muitos outros mhomes…

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No final da tarde, chuva fina e vento gelado, chegamos à Tortosa, cidade com mais de 2 mil anos! Lá procuramos a área de serviço (gratuita), situada sob a ponte, onde passamos 2 noites. (N 40º48’12,7” E 00º30’51,8”)

No domingo, dia de passear, mas a chuva prejudicou um pouco. Visitamos o Castell de la Suda, no alto da cidade, que atualmente possui um hotel e restaurante. Do alto, tiramos belas fotos das fortificações, do Rio Ebre e da imensa catedral. Também fotografamos alguns prédios de fachada decorada, e o Mercado Público.

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Visitamos a Catedral, obras românicas séc. XII, e gótica entre séc XIII e XVIII (€5). Não permitem fotos internas, apenas do pátio e do claustro. O passeio inclui passeio pelos porões da igreja, por um museu com peças da construção da antiga igreja e a visita à nave, que apesar de ser interessante, perde em beleza para a capela de Santa Cinta, à esquerda da entrada, que é maravilhosa…

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Voltamos para o mhome (na área de serviço) e a chuva engrossou… Numa estiagem caminhamos uns 20 minutos e a chuva voltou. Citamos  a chuva, porque na atual época do ano, nesta região da Europa, não seriam frequentes e constantes. 

É imprescindivel citar que sempre lembramos de nossos amigos. Neste momento, do Neca/Tere e Renato/Graça, pois que um de nossos vizinhos está aguardando amigos que chegariam de Madrid, para fazer o Caminho de Santiago (pode ser iniciado nesta região), usando o mhome como apoio. Todos iriam caminhar, mas teriam um bom auxílio do mhome; fica a dica…

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Novo dia e o céu começa a limpar, seguimos para Tarragona, também com mais de 2 mil anos de história e que ainda preserva muito do passado romano, como a Torre, o Anfiteatro, Preaetorium, Muralha, restos do Fórum, o Circo (em reforma).

Estacionamos mhome num parking privado (na cidade não há estacionamento específico) e fomos passear um pouco pelo centro antigo. Visitamos a Catedral (séc. XII-XIV), €7; e ficamos positivamente satisfeitos com a visita: a catedral é belíssima, bem preservada, o circuito é amplo, passando pelo Altar, Capelas, Claustro, Tesouro, itens que normalmente não são abertos aos turistas. Itens do Tesouro datam do séc XII (pinturas em madeira, esculturas em pedras coloridas). O Claustro também é agradável, demonstram esmerado cuidado na preservação. Limpo e muito bem sinalizado.

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Voltamos para mhome, estacionamos num parking mais afastado do centro mas com o Mediterrâneo como nosso vizinho.  Em seguida chegaram “vizinhos momentâneos”: um casal da Lituânia, de moto!! San ficou pequena perto deles…

Depois de almoçarmos “em casa”, fomos até o Anfiteatro, fotografar mais esta bela obra ainda existente, deixada pelos romanos. Vale ressaltar aos “viajantes de plantão” que, normalmente, às segundas-feiras, todos os museus e monumentos estão fechados. Por isso, alguns foram apenas fotografados por fora…

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Após as 15h seguimos viagem e, ao entrar em Barcelona, nos vimos no meio da “confusão caótica” do trânsito. Aí não tem jeito: só tem que ir para frente, porque nem lugar para estacionar tem e ainda, torcer para não encontrar um estreitamento ou  um viaduto que não caiba… Avenidas com 4 vias de cada lado, onde os carros, caminhões e ônibus correm “roçando” no mhome, um estresse nota dez!

Finalmente, após quase 1h de caos, chegamos ao City Stop (N 41º25’27,2” E 02º12’26,1”), um estacionamento amplo, com serviços completos para autocaravanas (duchas, água, deságue de esgoto e vaso químico), €30/dia (sem luz). http://www.citystopbcn.com

Possui salas de refeição, internet, cafezinho, segurança 24h e atendentes gentís. Fica perto da estação de metrô (algumas estações da Sagrada Família).

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Após estacionar, um bom banho e descansar, para passear amanhã…

Mas isso fica para a próxima postagem. Até Breve!

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