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terça-feira, 13 de maio de 2014

Viagem pela Europa – parte 15 (despedindo-se da França)

 

Bonjour!

Nosso passeio por Amboise continuou pela manhã; fomos ao Clos Lucé, onde Leonardo da Vinci morou durante os  últimos 3 anos de sua vida.  Há maquetes e representações de seus experimentos:  estudos mecânicos de mudanças de movimento (cames, engrenagens cônicas,…), escadarias, fortificações, pontes, …até um veículo movido à corda (mola tensionada).

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Alguns experimentos maiores estão no belo jardim, incluindo sistemas de elevação de água…  O alto preço do ingresso (€14/pessoa) compensa pelas informações recebidas.

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Após 3h de visita pelo Clos Lucé, fomos para a estrada; seguindo para o Sul da França. Em Tours ficamos tempo parados num congestionamento, o dia 08 de maio é feriado para os franceses (homenagem a Joana D’Arc e final da 2ª Guerra); supomos que deveria haver alguma festividade na cidade, para tal conturbação no trânsito.

No final da tarde, chegamos a pequena cidade de Cohué, onde há área de serviço (simples, com WC), mas bem tranquila durante a noite (N 46º17’55” E 000º10’42”); mais 3 mhomes chegaram….

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Novo dia e decidimos por longo trecho sem paradas (apenas rápida em Cadillac); passamos pelos arredores de Angouleme, Bordeaux, Langon, Mont de Marsan, Orthez e, após 400km chegamos às 16h em Salies-de-Béarn, onde ficamos na área de serviço (€6,50 / 24h) com luz, água e esgoto (N 43º28’22,0” W 000º56’04,7”); pagamento somente em cartão de crédito. Conhecemos simpático casal de franceses (região de Grenoble), conversamos em português (ele tem família em Portugal).

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Pequeno passeio por Salies-de-Béarn, cidade que tem turismo termal e de sal (proveniente de jazidas no solo rochoso). Construções históricas (séc. XII à XVII), rio límpido passa pelo centro da cidadezinha. Os banhos termais (salgados) são onerosos, com supostas terapias medicinais.

Ao sair da A.S., o equipamento automático “comeu” o ticket do pagamento de um mhome francês e bloqueou a “fila” de saída. Ao mesmo tempo, a máquina não aceitou nosso cartão de crédito. Porém o sistema possui um “botão” de emergência e, minutos após chegou o responsável, que resolveu tudo…

Paramos em Sauveterre de Béarn, cidade medieval bem simpática, rio limpíssimo e paisagens encantadoras. História desde séc. X, quando os peregrinos ali encontravam alimento e abrigo.

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O Caminho de Santiago de Compostela (trecho mais conhecido), começa nesta região; vilarejos com casinhas brancas parecendo austríacas; rebanhos de ovelhas; montanhas… Logo chegamos em St. Jean Pied de Port (a porta dos peregrinos).

Há um parking para mhomes de nome Jaï Alaï, pelo valor de €5,50/24h (N 43º09’54,0” W 001º13’57,4”),  mas por apenas 2 h, ficamos no parking gratuito, perto da Porta de Espanha.

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A cidade vive basicamente de turismo, em especial dos peregrinos; tudo tem esta função: albergues, restaurantes, lojas,.. As ruas são inclinadas (ou rampas ou escadas). Subimos (MUITO) até a Citadele, fortificada, onde há bonita vista da região.

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Seguimos para a estrada, curvas e curvas (o GPS as vezes se perde com tantas…). Na fronteira com Espanha (sem indicação), mais alguns poucos km e chegamos ao Ibañeta, com seus 1057m de altitude, onde os peregrinos fazem passagem e breve parada.

 

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Chegamos a Roncesvalles-ES, mais uma das portas de passagem de peregrinos. Estacionamos no parking nos fundos da Collegiata (gratuito, N 43º00’32,6” W 001º19’06,7”); permitem 1 noite. Atrás do mhome corre um riacho, raso e cristalino, dormimos com seu barulhinho…

Passeamos um pouco pela vila, que tem 25 habitantes (isso, vinte e cinco habitantes); mas centenas de peregrinos do mundo todo. A história do pequeno lugar floresceu no séc. IX, quando começaram as peregrinações à Compostela. No local, há um  enorme albergue, um pequeno hospital (para decorrências dos peregrinos) mais 2 hotéis com restaurantes.

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Claro que encontramos brasileiros fazendo o caminho, esperamos que conquistem suas metas e objetivos estabelecidos para El Camino (andarilhoszn.blogspot.com).

Amanhã seguimos pela Espanha, mas isso é para a próxima postagem.  Abraços…

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Viagem pela Europa (parte 12: Santiago de Compostela - Espanha)

 

Olá:

Postamos mais um trecho de nossa viagem pela Europa, agora uma cidade especial: Santiago de Compostela. Diferente das partes anteriores, esta será mais textual, com menos fotos.

S. de Compostela é mundialmente conhecida como importante ponto de peregrinação, nem só religiosa, mas como busca pessoal, conhecimento e crescimento interior.  Há anos mantínhamos a intenção de visitar S. de Compostela, para conhecer, saber o que move milhares de pessoas ano após ano (mais de 183 mil em 2011) a fazer o percurso. Trocávamos informações com pessoas que fizeram o Caminho. Sabíamos que não teríamos condição física de fazer o Caminho a pé, mas gostaríamos de visitar a cidade, conhecer e sentir sua “magia”.

Durante toda a viagem, em diversos países, encontramos marcos com as “conchas” (símbolo dos peregrinos), até mesmo na Suíça e Alemanha. Decidimos incluí-la em nosso roteiro, cuja visita resumimos a seguir.

Santiago de Compostela: em 813 o suposto corpo do apóstolo São Tiago teria sido ali encontrado, fato que atraiu peregrinos de todas as partes da Europa. A Catedral atual foi erguida entre os séc. XI e XIII, sobre edifícios de períodos anteriores. Embaixo do altar estão os supostos restos mortais  do apóstolo, em uma urna dourada.  A cidade se desenvolveu oferecendo serviços aos peregrinos (alimentação, hospedagem, roupas,…) http://www.santiago.org.br/caminho-de-santiago-historia.asp

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São vários os roteiros que levam à Santiago de Compostela (mapa acima), tradicionalmente, o Caminho de Santiago, denominado Caminho Francês, inicia na fronteira franco-espanhola, em meio aos verdejantes Pirineus do país Basco. Um pequeno povoado francês, Saint Jean Pied-de-Port, é a porta de início mais utilizada. O outro ponto, situado a poucos quilômetros (27), também é utilizado pelos peregrinos, é o lugarejo chamado de Roncesvalles, situado na fronteira, já do lado espanhol.(http://www.caminhodesantiago.com.br/walter/sair.htm)

Na cidade (95.000hab.), com ruas estreitas e trânsito complicado, conseguimos ficar no Estacionamento Salgueiriños (N42º53’39,4” E08º31’55,6”), que aceita mhomes (€3,00 até as 20h e  €12,00 pernoite). Seguro, tranquilo e próximo ao centro histórico (2km), mhomes de diversos países pernoitaram ali.

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Fomos para o centro a pé (2km), com vento forte e gelado, o que desanimava um pouco.  No trajeto vimos vários prédios históricos, como a Igreja e Convento de Santa Clara, séc. XIII, fundada pela rainha Violant, esposa de Alfonso X; a Igreja e Convento da Carmem, séc. XVIII, fundado pela Madre Maria Antonia de Jesus; a Igreja São Miguel dos Agros, sem data de início, reconstruída em 1122; o Mosteiro de São Martinho Pinário, projetado por portugueses no séc. XVI, com magnífico altar de 1730.

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Chegamos a praça do Obradoiro, à frente da Catedral, com sua surpeendente e majestosa  fachada. Observamos alguns peregrinos que chegavam, com suas pesadas mochilas, paravam e sentavam no chão, emocionados a admirar a “chegada”. Alguns nitidamente cansados, outros também com dores, mas todos felizes internamente.

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Entramos na Catedral e, para onde se olha há algo mais místico, encantador, divino, grandioso. Ficamos lá umas 2h vendo detalhes de todos os altares, pinturas portas, órgãos. Esta foi a primeira igreja em que vimos guardas como segurança (uns 20 identificados e outros tantos à paisana), atentos a tudo e a todos.

Na saída, encontramos dois gauchos que fizeram o Caminho português, de bicicleta (05 dias); e um casal de cariocas que fizeram o Caminho maior, a pé, em 30 dias.

Conseguimos mapa da cidade nas Informaciones Turísticas e voltamos para o mhome, passando pela Igreja e Convento de São Francisco de Assis, séc. XVI; várias fontes pelo caminho; vento muito forte e gelado.

No dia seguinte, com vento frio e chuva fina, fomos de ônibus até o Mercado de Abastos, onde encontra-se de tudo. Em seguida começamos a visitar os pontos citados no mapa: de um lado do mercado  fica o Convento de Santo Agostinho (barroco, séc. XVII) e do outro a Igreja de San Fiz de Solovio (destruída em 997 e reconstruída em 1122, estilo românico); o Convento das Mercedárias (séc. XVII); o Arco de Mazarelos (última porta restante da muralha medieval); a Universidade Contemporânea (séc. XVIII, atual faculdade de Geografia e História); o  Convento e Museu Sacro San Paio de Antealtares (séc. XVII-XVIII).

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Tomamos um chocolate quente para aquecer e fomos visitar o Museu das Peregrinações, e  interrompemos para assistir à Missa do Peregrino, ao meio-dia.

Milhares de pessoas, dos mais diversos pontos do mundo (Japão, Estados Unidos, Itália, Colômbia, Brasil, Argentina, quase todos os países da União Européia) lotavam a Catedral. Vários sacerdotes oficiaram a celebração e a agradável prédica  emocionou aos presentes.   O “Abraço da Paz” uniu em aperto de mão os milhares de desconhecidos, que nem sequer falavam o mesmo idioma.

Na oração do “Pai Nosso”, orada pelos milhares em voz alta, uma uníssona “Torre de Babel”, com sentimento e emoção.  E, na hora da Eucaristia,  contagiados, quase não conseguimos segurar o choro, pois alguns peregrinos, transbordando de alegria desatavam a chorar.   No final da celebração houve um inesquecível significativo ritual místico.

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Após, fomos continuar a visita ao Museu das Peregrinações, visitamos mais alguns pontos históricos, ainda com fria chuva fina e voltamos para mhome, de ônibus.

Seguimos viagem para Redondela, uma pequena cidade próxima, para evitar o trânsito do feriado. E, no outro dia,  já entramos em Portugal novamente, mas isto fica para a próxima postagem.

Abraços e Até Breve.

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