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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Viagem novembro-dezembro/2014 (parte 3)

 

Olá!

Saímos de Piriápolis cedo, para evitar o calor vespertino. Optamos por desviar Montevidéu, passando por Canelones e Santa Lucia. A rodovia estava em ótima condições, mas com muitos pedágios (seis, média de R$ 13,00/cada).  Mas ao chegarmos em Santa Lucia, cidade confusa e com aparência de abandono, surpresa ao chegar na ponte de saída: bloqueada pela inundação.

Aproveitamos para fazer almoço, enquanto refletíamos sobre o que fazer. Logo conseguimos informação de que precisaríamos fazer um desvio curto, para passar por outra ponte. Tudo resolvido e, logo depois da ponte, outro pedágio!

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Calor insuportável (termômetro marcando 43ºC, umidade baixíssima). Finalmente chegamos a Nueva Helvecia (Colonia Suiza), indo direto para o Hotel Suizo, estacionar. Conseguimos boa sombra, conectamos energia e em seguida chegou outro mhome: suíço!. Conversamos com eles, lemos, “enrolamos” para conseguir suportar o calor.

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Novo dia, os suíços seguiram logo cedo; nós partimos depois do almoço, pois rodaríamos somente 60km, até a Granja Arenas (10km antes de Colonia del Sacramento). Alguns mhomes estrageiros estacionados (canadense, francês,…). Estacionamos e começamos a organizar o mhome para a travessia de Buquebus (ferry Colonia – Buenos Aires).

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Domingo pela manhã, abastecemos água, lavamos algumas roupas, limpamos mhome, e a meteorologia confirmou: chuva com rajadas de vento.   Foi bom para refrescar um pouco. Compramos doce de cebola e de damasco (na própria Granja Arenas), e às 16h fomos para a cidade, passear um pouco, acessar internet, ver as belas construções antigas.

Estacionamos perto da orla, ao lado de uma camper brasileira (Moacir e Maura); logo chegaram mais dois brasileiros (Felipe e Ana Julia) que estudam em Buenos Aires e, como adoram viajar em liberdade, vieram conhecer nossa “casinha”.  Para a surpresa de todos, tivemos um belíssimo pôr-de-sol, com as nuvens fazendo bela composição.

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Estacionamos na praça, junto com Moacir e Maura, para passarmos um “pedaço” da noite, pois embarcaríamos às 5:30h da madrugada.

Fomos para o porto às 4h para fazer todos os trâmites (check in, aduana de saída do Uruguai e de entrada na Argentina, liberação do mhome,etc.).  Dia de nosso aniversário de casamento, usufruimos a bela viagem no Eladia Isabel para a Argentina.

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Toda a viagem (3;20h de duração) muito tranquila, belos visuais ao longe. Na chegada em Buenos Aires, um fiscal pediu os documentos (passaporte, registro do veículo e Carta Verde); outro entrou no mhome com cachorro (imaginamos que seja anti-drogas), e um terceiro entrou e pediu para ver a geladeira perguntando sobre carne, frutas e ovos; como não tinhamos nada proibido, seguimos em frente.

Em função do feriado (Dia de Imaculada Conceição) passamos (mhome e camper) com bastante facilidade por Buenos Aires, tendo cuidado para seguir sempre as orientações para a Ruta 3; paramos para abastecer num Shell,  Moacir e Maura seguiram viagem.

Seguimos pela Ruta 3 (sentido Sul), ao longo de uma planície, com fazendas de gado, alguns alagados com pássaros variados,..  Posto de combustível, local de parada ou auxílio somente são encontrados nas cidades (uns 100km umas das outras).  Fizemos parada para almoço e descanso em Las Flores; depois continuamos seguindo até Azul (indicação de camping dos amigos Marco e Sandra). 

Camping simples mas com todo o necessário: luz, água, duchas quentes, sossego (PA 40/dia); ao lado do rio Azul, pertinho do balenário municipal. Estacionamos, colocamos as cadeiras perto do rio e vimos a movimentação das crianças e adultos, pescando ou brincando com caiaques, numa tranquilidade bem peculiar.  

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Novo dia, fomos passear pela cidade de Azul. Estacionamos em frente a Intendência (prefeitura); passeamos pela Plaza San Martin (com lindos jardins e passeios cuidados e limpos); visitamos ainda a catedral Nuestra Señora del Rosario (1906), linda, detalhes preservados. Nas quadras próximas à praça, várias construções antigas, que segundo informações, representantes de passado com maior desenvolvimento.

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Com o mhome fomos ao supermercado (La Anonima), abastecer a despensa.  Nos surpreendemos com os preços: a maioria dos produtos com preços semelhantes ao Brasil, alguns mais baratos (como vinhos e queijos, produtos de limpeza e cosméticos), outros mais caros (frutas, legumes, verduras).

Com o calor aumentando, começamos a retornar para o camping, mas antes, fizemos breve parada no Parque Municipal, fotografar um imenso e histórico carroção.

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Amanhã voltaremos para a estrada, seguindo para o Sul.

Abraços e até breve!

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Viagem setembro/2013 (parte 3)

 

Piriápolis, inspirada nos balneáreos europeus de “La Belle Epoque”, leva o nome de seu fundador: Don Francisco Piria, um visionário, autodidata,  iniciado nos ensinamentos de alquimia e assuntos místicos. Foi fundada em 1890, em perfeito traçado geométrico e simbólico, com representações emblemáticas: Trilogia das Fontes, estátua de Maria da Rosa Mística, Punta Imán (local com alteração no magnetismo terrestre), Gruta de la Fenix,  a Catedral (incompleta), o Caminho Místico,..  Dentre outras muitas obras, projetou o magnífico Argentino Hotel, o mais suntuoso da América do Sul em 1930, em pleno atual funcionamento.

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Na quarta–feira, aproveitamos o “céu de brigadeiro” e fomos passear: conhecemos a Fuente Vênus (réplica da Vila Paravicini - Italia); depois ao Castelo de Piria (construído em 1897), bonito mas está em manutenção. Visitamos ainda a Reserva de Flora e Fauna, com dezenas de espécies animais (raposas, jacarés, capivaras, emas, gatos-do-mato, pumas, onças, veados, pássaros de diversas famílias),.. Depois uma paradinha para abastecer diesel (R$ 4,20/L) e acessar internet no Ancap da Rambla.

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Após almoçarmos na reserva, continuamos nosso passeio indo para Punta del Este. Sempre pela beira-mar, asfalto com muitos buracos.  Em Punta Ballena encontramos alemães e uma chilena passeando, batemos papo sobre viagens. Fotografamos a bela Casa Pueblo.

Quando começávamos o caminho de volta para Punta del Este, eis que surgem Luis e Itamara (aqueles catarinenses que nos cumprimentaram em Porto Alegre e depois nos encontraram em Piriápolis). Conversamos, fotografamo-nos (que esquecemos de fazer da outra vez) e combinamos um jantar no apartamento que eles estavam em Punta del Este.

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No caminho para o centro, vimos muitos carros parados e logo  descobrimos o motivo: Baleias!  Paramos, conseguimos algumas poucas fotos e, ouvimos o ruído de sua respiração! Mesmo avistadas ao longe, um momento de grande alegria!

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Fomos ao Punta Shopping, abastecer despensa na Tienda Inglesa; rodamos um pouco pela rambla e, após as 18h fomos para o jantar combinado. Boa conversa, regado a vinho, queijos saborosos, pão, e macarrão delicioso preparado pela Ita. O reencontro foi tão prazeroso que esquecemos de documentá-lo em foto.  Esperamos que novos “encontros de coincidência” aconteçam, são muito bons, quiçá planejados pelo Supremo… Pernoitamos estacionados ao lado do prédio deles, perto dos “Dedos Gigantes” (La Mano), não tão silencioso, mas seguro.

Na manhã seguinte estacionamos perto de La Mano para tomar café e fotografar os grandes dedos. Depois rodamos (muito) até chegar ao local indicado pelas informações turísticas para estacionar mhomes: muito longe, deserto, pouco iluminado, nada seguro.  Voltamos para o centro acessar internet e fazer câmbio no Punta Shopping e, ao voltarmos para mhome, encontramos no parabrisa um bilhete de despedida da Ita e do Luis (haviam nos encontrado novamente), que já estavam voltando para o Brasil.

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Soubemos do camping “Punta Ballena”, no sentido oposto ao mar. Fomos conhecê-lo e saber dos valores. Com aparência de sujo e abandonado; depois de muito explicar, a atendente informou que o valor é de PU560 (R$61/dia)!! E disse que o camping estava vazio, poderíamos escolher o lugar; ao que Dan assentiu: está vazio porque é caro demais!.  Soubemos depois, por colegas, que os sanitários são impraticáveis e não dispõem de água quente, nem para banho.

Voltamos para Piriápolis, no camping AEBU que, apesar de ter alguns probleminhas, ainda é ótimo. Como a água da caldeira central (à lenha) somente é acionada para mais de 3 famílias, fomos tomar banho no chuveiro dos deficientes masculinos (caldeira própria, elétrica), pois que no dos femininos a pressão era “deficiente”. Enquanto o Dan cortava a barba, cuidava do banheiro para eu tomar banho ali no masculino…  A limpeza é feita diariamente, mas quando há muitos usuários, nota-se a diferença (papel e lixo em qualquer lugar, piso com sujeira, etc.). À noitinha, chegou um mhome, brasileiro! Eram Átila e Iolanda (de Paraty-RJ).

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Novo dia, sol desde cedo, aproveitamos para lavar algumas camisetas e faxinar o mhome. Conversamos com os novos vizinhos, fornecemos algumas informações e mapas sobre o Uruguai (primeira vez que o visitam).  Passamos o dia em função de limpar e lavar, mas valeu a pena, pois começou a garoar no final da tarde.

No sábado decidimos ir para Montevidéu, mas antes fizemos uma parada rápida em Salinas, na casa do Washington (Petiço) e Sonia; lá estavam o casal Chico e Neusa (mhome de Erechim-RS). Conversamos pouco pois todos estavam de saída para um encontro em Piriápolis.  Já em Montevidéu, ficamos num estacionamento indicado pelo “Petiço”, perto do Shopping Tres Cruces. Colocar o MHome na vaga foi como enfiar a gavetinha na caixa de fósforos.. Seguro e tranquilo, mas a centímetros das paredes laterais e teto.

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Domingo, dia de feira Tristán Narvaja e,  apesar do céu nublado e as vezes garoa fina, caminhamos pelas mais de 50 quadras da imensa feira de rua.   Mas não encontramos tantas antiguidades como nas vezes anteriores, muita “quinquilharia”, bugigangas  “paraguaias”, comidas, frutas, verduras e legumes, roupas e animais. Fotografamos automóveis antigos, dentre eles  um “Indio 1980” made in Uruguai. Também notamos a existência de telas protetoras a furtos, olhos de vendedores atentos a qualquer movimento suspeito. O Uruguai não mais demonstra ser o mesmo tranquilo país, com segurança e respeito que sentimos nas vezes anteriores

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Em Montevideu, sempre entramos com o mhome, e mesmo em dias de semana, não tínhamos dificuldade para circular ou estacionar, era seguro e havia bastante espaço. Desta vez, mesmo no sábado à tarde e domingo que ficamos por ali, automóveis por todos os lados, estacionar nas ruas é quase impossível e sempre há um “flanelinha” pedindo alguma moeda para “olhar” o carro. Impera a insegurança: jovens tem feito vandalismo nos carros (quebrando janelas, faróis e sinaleiras), apenas por “esporte” após a saída de festas na madrugada.  Muito cuidado onde estacionam!

Antes do meio-dia, saímos de Montevidéu, seguindo pela Ruta 1, até chegarmos em Nueva Helvécia (Colonia Suiza). Ali ainda mantém a mesma cidadezinha pacata, tranquila, pessoas com rostos amigáveis, padarias com doces deliciosos…

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No final da tarde, estacionamos no Hotel Suizo (www.hotelsuizonuevahelvecia.com), onde já havíamos ficado em 2011. Novamente fomos muito bem recebidos pelos proprietários, local seguro, com duchas e energia elétrica. Há outros mhomes (estrangeiros) estacionados, aguardando o retorno de seus proprietários.

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Aproveitamos o novo dia para caminhar um pouco pelo excelente parque do hotel, belas flores, jardins lindos. Os animais (gatos e cães) vem brincar sem preocupação.

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Ficaremos aqui mais um pouco…

Abraços e Até Breve!   San & Dan

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