Orientações

.

Orientações para auxiliar na viagem pelo Blog :

Naveguem pelos marcadores (palavras-chave) ao lado e, ao abrir uma das viagens

ou contos, atentem para o título (que indicará a data da viagem).

Obrigado e boas viagens ...


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Viagem set-outubro/2013 (parte 4) – Colonia do Sacramento

 

Olá!  Ainda em Colônia Suíça (Nueva Helvecia), muito frio, dia nublado. Aproveitamos o “estorvo” meteorológico para faxinar “a casa”, limpar a geladeira, Fizemos um bom almoço e deliciosa sobremesa de “canjica” com leite condensado, no mhome. À tarde passeamos pelos jardins do hotel e tomamos banho cedo, pois a temperatura estava baixando muito...

  184

Novo dia, com indícios de sol, fomos para Colônia do Sacramento e este é o seu nome original, pois foi fundada pelos portugueses em 1680. Coletamos informações na “oficina de turismo”:  A parte antiga da cidade, suficientemente preservada, mantém a beleza arquitetônica, urbana e o espírito da época. Seu arruamento, uma aprazível magia nos acompanha ao caminhar pelas suas ruas, pavimentadas com imensas pedras irregulares e adornadas com lampiões, nos transportando ao período oitocentista.

237 243

265 mus azulej 269 faro

Curiosamente, o patrono da imprensa brasileira, Hipólito da Costa, nasceu em Colônia do Sacramento, em 1774. Mas em 1777 a Espanha tomou de assalto a cidade e sua família fugiu para a “Villa” de Rio Grande. Foi depois para Coimbra, bacharelou-se em Direito e Filosofia e foi preso sob a acusação de ser maçom. Em 1805, fugiu para Londres, onde editou o primeiro periódico “brasileiro” com média de 140 páginas: “Correio Brasiliense”, que defendia a nossa independência. Esta ancestral publicação vinha clandestinamente nos porões dos navios e suas 175 edições circularam até após o “Grito do Ipiranga”.

294 295

Fomos no BuqueBus saber dos horários e valores para a travessia até Buenos Aires (incluindo o mhome); preferimos pensar durante os próximos dias e não tomar decisão precipitada.  Compramos almoço pronto (merluza à milanesa e batatas fritas) no Supermercado Ta-tá (Shopping Colônia) e almoçamos no mhome, com uma refrescante cerveja Patrícia...

Abastecemos no Ancap a PU$ 38,70/L (R$4,20/L) e fomos para a Granja Estância Arenas, uns 10km a leste. Foi um prazer recíproco conversar com seu proprietário, Sr. Emílio Arenas, que possui também lá o Museu de Coleções (imperdível), com a maior coleção de lápis do mundo (Guiness Book), além de imensos conjuntos de outros objetos (vidros de perfume, chaveiros, bonés, antiguidades, etc). Doamos a ele um boné de nosso grupo de mhome Rodamundo.

221 museu 193

194 195

A sua granja produz deliciosas “mermeladas” (laranja, morango, pêssego,... e até de cebola, muito gostosa). Lá encontramos vários mhomes estrangeiros (americanos, mexicanos, suíços, franceses, alemães, belgas),... incluindo um mhome Safari, brasileiro.  Todos estacionados, cujos usuários estavam em retorno ao país de origem ou em roteiros próximos (barco, avião,...).

220a 189 

190a serg aparec 198a

No dia seguinte fomos passear na cidade, visitamos a capela de San Benito; o Museu de Trens (bastante fraco), onde encontramos o Chico e a Neusa (mhome de Erechim-RS); passeamos pela Rambla, feira de artesanos; adquirimos guloseimas na confeitaria do Shopping e voltamos para a estância.

204 S Benito 206 plaza toros

207 mus trens 217 rambla colonia

Logo chegaram o Brenton e a Shannon (paramédico e enfermeira), do Texas, que haviam deixado ali a camioneta Toyota 4x4, adaptada para mhome. Jovens, muito simpáticos e interessados. À noite trouxeram um vinho e fomos bebê-lo com queijos e pão no nosso mhome. Adoram viajar, casaram na Guatemala, vão viajar uns 3 meses e voltam para os EUA.  Foi uma conversa adorável, com proveitosa troca de informações de nossas viagens, problemas, soluções, roteiros, mapas, ...

Como amanheceu frio e nublado, resolvemos almoçar no restaurante da estância: filé à milanesa com fritas e ravióli com molho branco. Uma delícia aliada ao bom atendimento. À tarde, a surpresa: chegaram os amigos Sérgio e Aparecida (S. Lourenço-MG), que haviam deixado a Safari ali estacionada e foram de avião para Santiago do Chile.

222 almoço arenas 202c

201b 202d

Um poudo de bate-papo e depois ao trabalho!.. pois campista também gosta de ajudar aos outros, sem qualquer interesse: consertamos a bomba de água (Shurfflo) do Sérgio (estava com carvões travados), ajudamos o Brenton a funcionar a caminhoneta (parada há meses), fazendo uma “chupeta” com nossas baterias.  Todos satisfeitos, nos recolhemos pois o final do dia estava ventoso e gelado…

Novo dia e a chuva voltou. Optamos por seguir viagem: nos despedimos, compramos algumas saborosas “mermeladas” Arenas e fomos para o centro: acessar internet, preencher a despensa.  E com o céu melhorando, visitamos a parte antiga de Colônia e lá fizemos nosso almoço.

224 ciudad vieja 225 porto

Ainda bem que ficamos, o sol apareceu lindo e formoso, sem nuvem no céu, passeamos pelas ruas empedradas, fotografamos os belos prédios antigos, conhecemos o casal de brasileiros (Mauricio e Jaqueline, de Porto Alegre); os simpáticos argentinos (Kike e Griselda) e ao final da tarde, fizemos o que nossos colegas José e Denise sugeriram: a prece com uma taça de vinho ao pôr-do-sol de Colonia. Um espetáculo místico, emocionante, indescritível…

273 275

274 278

Dormimos estacionados na Plaza Mayor, sozinhos, local bem tranquilo e seguro. Pela manhã, estacionamos na rambla para tomar café e saímos da área delimitada como antiga.  Fizemos mais algumas fotos, conhecemos um casal de alemães que estão “passeando” de mhome (4x4 Mercedes Benz); e fomos para o norte; mas isto é para a próxima postagem…

285 pernoite 289

238a 240a Puerta

Abraços e Até breve!    San & Dan

283

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Viagem setembro/2013 (parte 3)

 

Piriápolis, inspirada nos balneáreos europeus de “La Belle Epoque”, leva o nome de seu fundador: Don Francisco Piria, um visionário, autodidata,  iniciado nos ensinamentos de alquimia e assuntos místicos. Foi fundada em 1890, em perfeito traçado geométrico e simbólico, com representações emblemáticas: Trilogia das Fontes, estátua de Maria da Rosa Mística, Punta Imán (local com alteração no magnetismo terrestre), Gruta de la Fenix,  a Catedral (incompleta), o Caminho Místico,..  Dentre outras muitas obras, projetou o magnífico Argentino Hotel, o mais suntuoso da América do Sul em 1930, em pleno atual funcionamento.

P9255642

Na quarta–feira, aproveitamos o “céu de brigadeiro” e fomos passear: conhecemos a Fuente Vênus (réplica da Vila Paravicini - Italia); depois ao Castelo de Piria (construído em 1897), bonito mas está em manutenção. Visitamos ainda a Reserva de Flora e Fauna, com dezenas de espécies animais (raposas, jacarés, capivaras, emas, gatos-do-mato, pumas, onças, veados, pássaros de diversas famílias),.. Depois uma paradinha para abastecer diesel (R$ 4,20/L) e acessar internet no Ancap da Rambla.

P9255631 P9255628

P9255638 P9255650

P9255651 P9255655

P9255663 P9255668

P9255676 P9255672

Após almoçarmos na reserva, continuamos nosso passeio indo para Punta del Este. Sempre pela beira-mar, asfalto com muitos buracos.  Em Punta Ballena encontramos alemães e uma chilena passeando, batemos papo sobre viagens. Fotografamos a bela Casa Pueblo.

Quando começávamos o caminho de volta para Punta del Este, eis que surgem Luis e Itamara (aqueles catarinenses que nos cumprimentaram em Porto Alegre e depois nos encontraram em Piriápolis). Conversamos, fotografamo-nos (que esquecemos de fazer da outra vez) e combinamos um jantar no apartamento que eles estavam em Punta del Este.

P9255682 P9255683

P9255685 P9255691

No caminho para o centro, vimos muitos carros parados e logo  descobrimos o motivo: Baleias!  Paramos, conseguimos algumas poucas fotos e, ouvimos o ruído de sua respiração! Mesmo avistadas ao longe, um momento de grande alegria!

P9255702 P9255696

Fomos ao Punta Shopping, abastecer despensa na Tienda Inglesa; rodamos um pouco pela rambla e, após as 18h fomos para o jantar combinado. Boa conversa, regado a vinho, queijos saborosos, pão, e macarrão delicioso preparado pela Ita. O reencontro foi tão prazeroso que esquecemos de documentá-lo em foto.  Esperamos que novos “encontros de coincidência” aconteçam, são muito bons, quiçá planejados pelo Supremo… Pernoitamos estacionados ao lado do prédio deles, perto dos “Dedos Gigantes” (La Mano), não tão silencioso, mas seguro.

Na manhã seguinte estacionamos perto de La Mano para tomar café e fotografar os grandes dedos. Depois rodamos (muito) até chegar ao local indicado pelas informações turísticas para estacionar mhomes: muito longe, deserto, pouco iluminado, nada seguro.  Voltamos para o centro acessar internet e fazer câmbio no Punta Shopping e, ao voltarmos para mhome, encontramos no parabrisa um bilhete de despedida da Ita e do Luis (haviam nos encontrado novamente), que já estavam voltando para o Brasil.

P9265705 P9265710

P9265716 P9265717

Soubemos do camping “Punta Ballena”, no sentido oposto ao mar. Fomos conhecê-lo e saber dos valores. Com aparência de sujo e abandonado; depois de muito explicar, a atendente informou que o valor é de PU560 (R$61/dia)!! E disse que o camping estava vazio, poderíamos escolher o lugar; ao que Dan assentiu: está vazio porque é caro demais!.  Soubemos depois, por colegas, que os sanitários são impraticáveis e não dispõem de água quente, nem para banho.

Voltamos para Piriápolis, no camping AEBU que, apesar de ter alguns probleminhas, ainda é ótimo. Como a água da caldeira central (à lenha) somente é acionada para mais de 3 famílias, fomos tomar banho no chuveiro dos deficientes masculinos (caldeira própria, elétrica), pois que no dos femininos a pressão era “deficiente”. Enquanto o Dan cortava a barba, cuidava do banheiro para eu tomar banho ali no masculino…  A limpeza é feita diariamente, mas quando há muitos usuários, nota-se a diferença (papel e lixo em qualquer lugar, piso com sujeira, etc.). À noitinha, chegou um mhome, brasileiro! Eram Átila e Iolanda (de Paraty-RJ).

P9285720 a P9285722

Novo dia, sol desde cedo, aproveitamos para lavar algumas camisetas e faxinar o mhome. Conversamos com os novos vizinhos, fornecemos algumas informações e mapas sobre o Uruguai (primeira vez que o visitam).  Passamos o dia em função de limpar e lavar, mas valeu a pena, pois começou a garoar no final da tarde.

No sábado decidimos ir para Montevidéu, mas antes fizemos uma parada rápida em Salinas, na casa do Washington (Petiço) e Sonia; lá estavam o casal Chico e Neusa (mhome de Erechim-RS). Conversamos pouco pois todos estavam de saída para um encontro em Piriápolis.  Já em Montevidéu, ficamos num estacionamento indicado pelo “Petiço”, perto do Shopping Tres Cruces. Colocar o MHome na vaga foi como enfiar a gavetinha na caixa de fósforos.. Seguro e tranquilo, mas a centímetros das paredes laterais e teto.

  IMG_1961 IMG_1958

Domingo, dia de feira Tristán Narvaja e,  apesar do céu nublado e as vezes garoa fina, caminhamos pelas mais de 50 quadras da imensa feira de rua.   Mas não encontramos tantas antiguidades como nas vezes anteriores, muita “quinquilharia”, bugigangas  “paraguaias”, comidas, frutas, verduras e legumes, roupas e animais. Fotografamos automóveis antigos, dentre eles  um “Indio 1980” made in Uruguai. Também notamos a existência de telas protetoras a furtos, olhos de vendedores atentos a qualquer movimento suspeito. O Uruguai não mais demonstra ser o mesmo tranquilo país, com segurança e respeito que sentimos nas vezes anteriores

IMG_1959 IMG_1957

IMG_1963 IMG_1962

Em Montevideu, sempre entramos com o mhome, e mesmo em dias de semana, não tínhamos dificuldade para circular ou estacionar, era seguro e havia bastante espaço. Desta vez, mesmo no sábado à tarde e domingo que ficamos por ali, automóveis por todos os lados, estacionar nas ruas é quase impossível e sempre há um “flanelinha” pedindo alguma moeda para “olhar” o carro. Impera a insegurança: jovens tem feito vandalismo nos carros (quebrando janelas, faróis e sinaleiras), apenas por “esporte” após a saída de festas na madrugada.  Muito cuidado onde estacionam!

Antes do meio-dia, saímos de Montevidéu, seguindo pela Ruta 1, até chegarmos em Nueva Helvécia (Colonia Suiza). Ali ainda mantém a mesma cidadezinha pacata, tranquila, pessoas com rostos amigáveis, padarias com doces deliciosos…

IMG_1964 IMG_1966

No final da tarde, estacionamos no Hotel Suizo (www.hotelsuizonuevahelvecia.com), onde já havíamos ficado em 2011. Novamente fomos muito bem recebidos pelos proprietários, local seguro, com duchas e energia elétrica. Há outros mhomes (estrangeiros) estacionados, aguardando o retorno de seus proprietários.

 IMG_1978 IMG_1970

Aproveitamos o novo dia para caminhar um pouco pelo excelente parque do hotel, belas flores, jardins lindos. Os animais (gatos e cães) vem brincar sem preocupação.

IMG_1972 IMG_1968

Ficaremos aqui mais um pouco…

Abraços e Até Breve!   San & Dan

P9255639