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Obrigado e boas viagens ...


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Viagem setembro/outubro 2012 – parte 2

 

É importante lembrar aos nossos amigos, que a intenção destes relatos é de colaborarmos (e recebermos comentários) com os projetos de viagem, mas há de se alertar à possíveis utilizações danosas, como pessoas inescrupulosas para usufruir vantagens ou até furtos. Por tais motivos evitamos citar detalhes pessoais, endereços particulares, placas de veículos,...

 

Olá!

Postamos agora a segunda parte desta viagem, que a cada dia nos apresenta surpresas.

Das thermas de Guaviyu, fomos para Paysandu, fazer câmbio, abastecer a despensa e o tanque de combustível (diesel a R$ 3,60 o litro!).  Seguimos pela Ruta 3 (sentido Montevideu), com alguns trechos ruins e outros em obras.  Como o pavimento é muito claro, a sinalização horizontal necessita uma moldura escura. 

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No Departamento de Flores (cuja capital é Trinidad), paramos num local chamado Lagos de Andresito (S 33º08.178’ - W 57º09.271’), às margens do Rio Negro. Camping gratuito, bela paisagem. Não ficamos porque fizemos a “prova dos três” (vasos sanitários turcos; duchas frias e não conseguimos energia em local plano para o mhome).

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Em Trinidad, estacionamos no Parque Centenário, amplo, bonito, com camping gratuito. Apesar de estarmos no centro da cidade, a noite foi silenciosa.

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No dia seguinte, voltamos para a Ruta 3, uns 3km, para visitar a Reserva Dr. Rodolfo Tálice (S 33º30.480’-W 57º56.204’). Possui centenas de animais silvestres, em jaulas ou semi-liberdade. O ingresso é gratuito e é mantido pela intendencia (município).

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Ficamos mais de 3 horas caminhando, olhando, fotografando, interagindo com os animais: capivaras, pavões, coelhos, cobras, lhamas, guanacos, alpacas, emas, ñandus, zorros, veados, cervos, lebres patagônicas, javalis, macacos de vários tipos, pássaros diversos, onças e muitos outros.

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Tudo está muito bem cuidado, limpo, com exemplar esmero dos poucos funcionários. 

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Passava das 12:30h quando voltamos para o centro de Trinidad, procurar por um local para almoçar e, ao buscarmos informações na Intendencia, encontramos a Sra. Ilda (da Secretaria de Turismo), que nos deu uma aula sobre a história da cidade, sua formação e desenvolvimento;  ofereceu também vários materiais impressos sobre a cidade e arredores.

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Almoçamos na Pizzaria Catedral (bem na esquina da praça), lugar amplo, limpo, bem atendidos. Pedimos uma milanesa com fritas e salada complementar, mas as quantidades são muito grandes, sobrou metade da salada, pelo equivalente a apenas R$ 35,00 !!…

Para fazermos uma boa digestão, percorremos o roteiro patrimonial, umas 15 quadras, aos edifícios antigos e importantes da cidade.

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Na saída, visitamos o museu municipal, na antiga estação férra (prédio belíssimo). Em conversa com os atendentes, soubemos que o museu possui poucas peças, a maioria das peças expostas são emprestadas pelos moradores da cidade ou região. E assim como outros museus, tem algumas dificuldades financeiras, de manutenção, de restauro de peças, de pessoal.

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As 16h saímos de Trinidad, indo para San Jose de Mayo. Fomos aos balneários indicados no mapa, mas estão abandonados. Dirigimo-nos ao Parque Rodó, onde há uma zona de camping, e novamente Deus colocou as pessoas certas em nosso caminho: vimos um mhome com placa do Brasil, fomos lá e conhecemos o simpático casal Cesar e Ana Maria (uruguaios), que moram perto do parque.

Informaram que não era seguro pernoitar alí e nos indicaram o posto Ancap, no cruzamento das Rutas 3 e 11, onde estacionam seu mhome. É um posto novo, com amplo estacionamento, internet wi-fi, …conseguimos dormir tranquilos.

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Pela manhã, passeamos no centro de San Jose de Mayo, com prédios antigos. Às 9:30h continuamos a viagem, passando por Canelones e chegando em Montevideu  após o meio dia.

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No entorno de Montevideu e na cidade, surpreendemo-nos com maus visuais; muito lixo jogado nas ruas, imensas favelas, pedintes, alguns “guardadores de carro” mal encarados,… Num estacionamento, um nos perguntou: “hay mucha cosa aí dentro? cosas caras?”… O bom senso nos obrigou a afastar-nos dali. 

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Estacionamos perto do Teatro Solis, caminhamos na calle Peatonal (de pedestres), olhando a feirinha. Em seguida, estacionamos na rambla e fizemos nosso almoço (cada dia almoçamos mais tarde,.. acho que estamos nos tornando uruguaios).

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Após as 14h fomos à feira da Villa Biarritz, já estava fechando. Nesta feira (que acontece aos sábados das 9h às 15h), é bom ir pela manhã, pois tem muitas bancas e variedades de frutas, verduras e legumes, além de roupas e artesanato.

Fomos no Shopping Montevideo, para passar o tempo e conhecê-lo. É um pouco confuso, mas encontra-se um bom supermercado, câmbio perto e relativamente fácil de estacionar nas ruas laterais.

Ao redor das 18h, estacionamos na praça 33 Orientales, perto do Corpo de Bombeiros. Alí ficaríamos mais seguros com os guardas do quartel.

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Durante toda a noite barulho de ônibus e pessoas caminhando e conversando, mas a intenção era ficar perto da imensa Feira de Tristán Narvaja (4 quadras daí), que acontece sempre nos domingos pela manhã.

Já estivemos nesta feira outras vezes e sempre se encontra algo de diferente, é preciso andar com cuidado e rápido (furtos aos desatentos), pois são umas 50 quadras de feira, com tudo que quiser: roupas, calçados, antiguidades de todo tipo, frutas, animais vivos, mortos ou assados, veículos e peças antigas e novas, móveis, tecidos, plantas, brinquedos, etc.

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Lá adquirimos quatro máquininhas infantís de costurar, antigas e raras.  Após um merecido e  perfeito  restauro futuro, integrarão nosso acervo. (http://museumaquinascosturar.blogspot.com

Após muito caminhar, paramos numa padaria para poder descansar e beber um refrigerante, foi onde conhecemos mais brasileiros: Onivaldo e Marcia (Laguna-SC), muito simpáticos, aproveitando Montevideu.

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Saímos do estacionamento e fomos rodar um pouco pela cidade, mas o trânsito começou a piorar (haveria jogo de futebol), seguimos pela Avenida Itália, parando apenas no Shopping Portones, onde conseguimos estacionamento fácil (não há cancelas ou pórticos). Lá almoçamos “um” sanduiche com bife e complementos (“chivito”) com muitas fritas, grande caneco de chopp e sobremesa (R$ 27,00), suficiente para aplacar nossa fome.

Embora cada pessoa sabe a dimensão de sua fome (ou gulodice), não somos sovinas, mas evitamos desperdícios.  E, como as porções são maiores que as do Brasil, sugerimos que observem sempre o tamanho dos pratos dos vizinhos antes de pedir. 

Com a meteorologia mudando bruscamente (de sol e calor para vento frio e nublado), decidimos ir para leste, encontrar um camping e planejar os próximos dias.

Ao passarmos em Salinas, encontramos fácil a residência do  Washington e Sonia, com quem estivemos há poucos dias em Arapey.  Insistiram para estacionarmos em sua casa e assim ficamos até o dia seguinte. À noite, Sonia fez deliciosas pizzas no forno à lenha e, no almoço de despedida, saborosos chuletas e chorizo na grelha,…

Conversamos, vimos fotos, passeamos em seu “Fiatito” (Fiat 600),  lembramos causos, memoráveis encontros com inesquecíveis amigos que gostariam de estar neste aprazível momento.

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Às 14:30h seguimos viagem novamente, decidimos seguir e percorrer a costa uruguaia . No final da tarde, chegamos em Piriápolis, no camping AEBU, vazio, boas instalações. 

É muito arborizado (pinus) e foi difícil encontrar local longe da possível queda de pinhas (a placa solar é sensível).  Tomamos um bom e generoso banho e, à noitinha, um saboroso jantar com filé de merluza a milanesa.

Com o  tempo nublado e chuvoso, a meteorologia prevendo muita chuva e até tormentas, ficaremos por aqui uns dois dias, depois avaliaremos as melhores opções.

Embora tenhamos planejado participar da exposição internacional de automóveis antigos (Autoclasica) em Buenos Aires, alguns acontecimentos nos desviaram da rota. Meteorologia adversa, incompatibilidade de horários para travessia (Colonia del Sacramento – Buenos Aires) e outras,.. parecia que uma força maior induzia-nos a não ir para a Argentina.

Agora, devidamente instalados no AEBU, soubemos da conturbação geral na Argentina, o que certamente nos causaria dificuldades.  Cerca de 30.000 integrantes dos Gendarmes (polícia nacional) e da Prefectura Naval estão realizando assustadores protestos na capital. No interior do país também algumas consideráveis ocorrências, como o cancelamento do jogo do Brasil, pelo motivo de falta de “iluminação”.  Os comentaristas aventam hipóteses decorrentes das manifestações sociais.

Enfim, acreditamos que a “Força Superior” continua a nos orientar pelos melhores e mais saudáveis caminhos.      

Até breve!

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Viagem setembro/2012 – parte 1

 

Olá!

Estamos novamente na estrada. Saímos com uma programação prévia de datas e locais (coisa que evitamos fazer), mas cientes de não sermos rígidos, permitindo que os fatos aconteçam.

Planejando ir ao Uruguai e Argentina, novamente fizemos  o seguro internacional  (Carta Verde) na Retimex (www.gruporetimex.com.br), de Jaguarão-RS: enviamos os dados pela internet, efetuamos depósito e nos encaminharam via e-mail e correio. O valor para 30 dias foi de R$ 189,00.

Saímos de Toledo-PR às 6:30h, pretendendo rodar o máximo possível pela manhã, pois o calor da tarde (36ºC) tem sido insuportável. 

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Infelizmente, na primeira parte do trajeto, os 90km da BR-163 (entre Cascavel e o trevo de acesso ao Sul) estão iguais: muitos buracos, imperfeições nos remendos realizados, muito movimento de caminhões. Perde-se muito tempo e estressa-se demais neste pequeno trecho.

Abastecemos no posto Stop antes de Realeza, diesel barato e bom (R$ 2,049/litro), café gostoso, pão de queijo quentinho, e seguimos para Dionísio Cerqueira.  Infelizmente, pegamos uma fila de carretas carregadas (lentas), e sem a menor chance de ultrapassagem; que nos fez chegar na Aduana Argentina somente às 12h.

Após fazer a documentação, trocar um pouco de Reais por Pesos Argentinos (PA$), continuamos nossa viagem, com muitissimo calor. Nem tomar água, pano molhado, bermudas reduziam nosso calor.

As 19h, após rodarmos 660km, paramos para pernoitar no posto Shell, em Governador Virasoro.  O atendente muito gentil, conseguiu até energia elétrica (demos PA$ 10 de gorjeta e abastecemos diesel à R$ 3,20/litro).

Tomamos banho refrescante no próprio posto, fizemos o jantar e fomos descansar, pois no dia seguinte teríamos muitos km para percorrer.

As 6:30h  saímos novamente, e tomamos café em Santo Tomé, onde havia um mhome da Bélgica: família com 4 lindas crianças! (losviajerosdelmundo.be); trocamos informações e cartões, em seguida continuamos nosso percurso, com chuvisco.

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Chegamos um pouco antes das 11h na aduana Argentina-Brasil (Passo de los Libres-AR – Uruguaiana-BR). Em todo o trajeto pela Argentina, apenas um Gendarme nos parou, pediu documentos e fez algumas perguntas (anotando, para alguma estatística). Certamente o domingo e o chuvisco inibiram os demais a nos importunar…

Em Uruguaiana, fomos ao supermercado Big comprar mais umas coisinhas e comida pronta para almoçar.  Abastecemos no posto Petrobrás, já na saída para Barra do Quaraí,  (R$ 2,26/litro), e almoçamos.  A Gerente do posto não gostou de nossa presença, fez até o frentista nos perguntar quanto tempo ficaríamos ali!.  Pela elogiável educação do frentista  (devia ensinar à gerente), não retrucamos e seguimos viagem ao final do almoço.

Na aduana Uruguaia o procedimento padrão: olham geladeira, perguntam se levam alguma coisa (sementes, grãos, mel, etc.); fizemos a entrada com passaporte (aconselhamos, pois é mais ágil) e seguimos para Bella Unión, onde compramos frios, queijos, frutas e legumes.

A  Ruta 3 está bem ruim (buracos, depressões), coisa que não se via no Uruguai em estradas principais. O vento aumentou muito, por vezes dava medo de continuar na estrada,  reduzimos a velocidade e chegamos as Thermas de Arapey (rodamos hoje 440km).

Não conseguiram  fazer nossa ficha de entrada, pois o vrento causou pane na rede de computadores… O camping estava bem movimentado e soubemos que esta é a semana da primavera (muitos uruguaios tem folga).

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O valor continua PU$ 400 (R$ 40,00 = mhome + 2 pessoas). Curiosamente,  eles não cobram por barracas (que usam muito mais espaço e  serviços), não cobram o carro que entra com as barracas ou para passar o dia e que ocupa as churrasqueiras; entre outras irregularidades (chegaram até querer cobrar mais caro porque teríamos uma criança e não informamos na entrada…)

O vento continuou, esfriou, durante a noite choveu! Chegaram alguns colegas do Rio Grande do Sul (Nilson e Beth, Zair e Neura, Juarez e Beti, João Carlos e Lorena, Hélio e Eliana,…). A família belga também chegou, além de outros mhomes alemães, belgas, austríacos.

Dois casais de alemães, desconhecidos entre si, estacionaram próximos. Um com um antigo mhome (Mercedes 508) e outro com um moderno Hymer, comprovam  que se pode viajar aos mesmos lugares, independente de capital disponível. 

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Ficamos em Arapey fazendo as coisas daqui: limpar mhome, lavar roupas, ir na piscina, caminhar, fazer comidinhas, durante a noite e manhã muito frio, durante o dia calor…

Construimos um carrinho de quebra-cabeça e presenteamos Maximilien (filho dos belgas), que fez seus olhos brilharem. As demais crianças belgas também são muito queridas e educadas.

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Outro dia fomos almoçar no restaurante Paradise: “entrecot desgrasado” (sem gordura), com salada e cerveja Zillertal, por PU$ 330 (R$ 33,00).

Nilson e Beth nos apresentaram o Washington (uruguaio, conhecido como Petiço) e esposa Sonia, alegres e gentis,  fazendo pizza para o grupo.

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Ele forneceu o endereço da empresa que vende toldos (estrutura pantográfica) para mhome em Montevideu, o que nos motivou a visitá-la. 

No dia seguinte, fomos ver o que o Helio (e Eliana) estavam fazendo de almoço: “una bela polenta” italiana, com ajuda da Lorena …

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Semana  alusiva ao início da primavera, férias no Uruguai, lota os campings do país, incluindo alguns deseducados e barulhentos.   Concluimos que outros locais também estão iguais (ou piores, os próximos às cidades) e optamos por continuar em Arapey mais alguns dias, até acabar esta semana de férias.

Conversamos com outro simpático casal belga (Rudi e Berlinda), trocamos algumas informações sobre a Argentina e viagens; já vieram para a América do Sul cinco vezes  e não repetem os lugares já visitados (porque o mundo é muito grande, há muitas coisas para conhecer, disse Berlinda).

Numa das noites, houve a reinauguração das instalações da piscina grande, financiado pelo BIRD.   Estavam presentes o Intendente (governador) de Salto, a Ministra de Turismo e um dos arquitetos do projeto original (1964), Sr. Cesar Rodriguez Musmanno, que auxiliou na recuperação dos painéis de pedras semi-preciosas.

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Após discursos, homenagens, corte de fitas, houve um cocktail e o Dan conseguiu conversar com o arquiteto, que esteve em Porto Alegre quando de seu tempo de faculdade. O arquiteto participou de grandes projetos da capital gaucha, juntamente com outros professores do Dan.  (Aeromóvel, rodoviária, vários parques e jardins…)

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Não sabemos se foi por causa do discurso de Musmanno (“por falta de limpieza y mantenimiento correcto, los paineles fueron olvidados y nadie mas los mirava ni los comprendia”), mas nos dias seguintes todos os espaços de Arapey foram cuidadosamente limpos  (banheiros, vestiários, tanques de lavar roupa, churrasqueiras, etc). Os jardins receberam milhares de flores,…

No final de semana, chegaram mhomes e acampantes variados: Um curioso Ford “prismático”, um Iveco alargado desde a cabine, com “três” parabrisas, um gigante austríaco fora-de-estrada …

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Um dos vizinhos (uruguaio) fez um frango assado com limão, tomara que tenha ficado tão apetitoso quanto bonito.

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Fotografamos a piscina e os banheiros novos e, quem conheceu os antigos painéis e banheiros tem uma alegre surpresa ao ver tudo novo, com granito, cubas de inox, ralos automáticos e outras modernidades:

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Num outro dia, participamos de um assado de borrego (carneiro) feito pelo mestre Helio,  a carne estava “soltando do osso”; com salada e amigos, delicioso!

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Na terça-feira seguimos viagem: fomos para Salto-UY, no supermercado e câmbio, após tantos dias acampados já tínhamos pouca coisa na geladeira e no bolso…

Depois fomos para as thermas de Guaviyu, muito tranquila, cobrando PU$ 280 por dia para casa-rodante (R$ 28,00). Pagamos duas diárias e fomos para a piscina coberta.

O vento que já estava forte na estrada, aqui pareceu ainda mais agressivo, começou a nublar e esfriar. Às 17h estacionamos e ligamos a energia externa, com frio quase insuportável. Ligamos aquecedor, fizemos sopa, mas parecia que nada amainava a sensação fria.

Durante a madrugada chegou a 0ºC !!, com geada. Às 8h da manhã estava 5ºC dentro do mhome!  Em casa (Toledo-PR) não tivemos frio tão forte, há vários dias fazia muito calor.

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Ao longo do dia, o sol ajudou a esquentar, mas o vento ainda era gelado. Almoçamos, descansamos, caminhamos, comemos um rubro Pomelo.

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Diariamente fomos à piscina coberta, praticamente vazia, e à tardinha o calor do sol dava lugar ao frio aconchegante…

Daqui, vamos seguir até Montevideu, mas isto será na próxima postagem.

Até breve!

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Viagem à Asunción - Paraguay

Olá!

Embora o motivo do blog seja viajar com MHome, desta vez experimentamos participar de uma excursão (ônibus) promovida pelo Centro Cultural Hispano (escola de idiomas), para a capital paraguaia, Assunção .

Foram dois ônibus e uma van, 110 pessoas, sendo a metade destas, alunos de uma escola pública, que iriam fazer apresentações culturais na Embaixada do Brasil, em convênio com o Colégio Experimental Paraguai-Brasil, de Assunção.

Saímos às 24h de quinta-feira, demoramos um pouco na Aduana para fazer a “saída” de tantas crianças, mas a viagem foi tranqüila, apesar da estrada estar esburacada ou com ondulações em alguns trechos.

Chegamos no Hotel Armele (passageiros do nosso ônibus) às 10h da manhã. Após o café da manhã (não tão satisfatório quanto a expectativa), tomamos um bom banho e descansamos um pouco.  Depois optamos por caminhar pelo centro antigo, não indo com o ônibus e o restante do pessoal em seus passeios.  O Hotel Armele situa-se no centro antigo de Assunção e sua sala de café situa-se no 11º pavimento, com bela vista da região.

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No centro de atenção ao turista (Turista Roga), recebemos mapas e informações, depois visitamos: Panteón de los Heroes, Catedral (estava fechada), Palacio Lopez (presidencial), Congresso Nacional, Cabildo, Igreja Encarnación, Casa Viola, Plaza de la Democracia.

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Observa-se, nitidamente, que vários prédios do governo estão bem conservados e limpos, porém todo o restante do centro antigo está abandonado: sujo, em condições precárias de estrutura, conservação e limpeza.

A igreja Encarnación começou a ser construída em 1893, monumento histórico nacional, foi hospital de sangue na Guerra del Chaco (1932-1935), é ainda a única igreja no país com órgão de tubos.

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Fomos ao Mall Excelsior, longe do hotel, mas lá havia um Pizza Hut, comemos um panwich delicioso (prato suficiente para nós) acompanhado de uma cerveja Baviera.

Voltamos para o hotel e, às 19h fomos até a Confiteria e Restaurante Bolsi (calle Estrella esquina Alberdi), indicada pela Monica  (http://viajandocomluizemonica.blogspot.com).

Estava quase lotada, pois havia jogo do Paraguai contra Argentina. Pedimos um gnochi gratinado e salada, estava d-e-l-i-c-i-o-s-o. Com a cerveja e a gorjeta, custou o equivalente a apenas R$ 36,00.

No dia seguinte, fomos na Feria de La Recova, onde vendem artesanatos variados. Na loja Palma, fotografamos filigranas em prata, muito lindas e delicadas.

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Caminhando pela calle Palma, fomos na loja El Gauchito, onde adquirimos lembrancinhas em “ñanduti” (trama parecida com o bilro português). Ali perto, na Casa del Cuero, compramos pequenos artigos de couro, com bom preço.

Depois, fomos de táxi até a Villa Morra (parte nova da cidade), onde situam os centros financeiro e comercial. Lá parece outro país: prédios novos, limpeza, trânsito mais ordenado, os shoppings luxuosos (preços também). Visitamos os Shoppings Del Sol e Mariscal, mas apenas aproveitamos o ar condicionado e olhamos os produtos, tudo está tão ou mais caro que no Brasil.

No shopping Del Sol, havia um grupo de pessoas distribuindo informações sobre SanBer (San Bernardino, cidade perto de Assunção), reduto de alemães.  Surpreendentemente, ao conversar sobre mhome, soubemos que estávamos falando com a Sra. Silvia, do hostel e camping Brisas Del Mediterráneo. Muito simpática, forneceu informações sobre aquela cidade e comentou sobre o  Grupo Bobra de mhomes brasileiros, que lá permaneceu alguns dias.  Disse ter recebido a Revista Motor Home, com a reportagem alusiva.

À noite, fomos à Embaixada brasileira para assistir as apresentações das crianças e adolescentes toledanos e paraguaios.

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Embora patriotas brasileiros, reconhecemos a demonstração do show dos estudantes paraguaios: estavam empolgados, transmitiam energia e alegria. Uma cantora (Diana Recalde), fez duas interpretações de músicas típicas, maravilhosas, uma voz encantadora.

Na volta para o hotel, fotografamos o Palacio Lopez iluminado e jantamos no Bolsi novamente. Como era sábado, estava lotado, esperamos uns 15 minutos para conseguir uma mesa. Desta vez, pedimos um insuperável sanduíche com croissant e uma empanada assada, ambos  deliciosos e suficientes como jantar, acompanhado de uma cerveja Baviera.  O atendimento é primoroso, garçon educado e obsequioso, cerveja em balde de gelo, limpeza elogiável, preço satisfatório..  Aconselhamos.

 

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No domingo, fomos caminhar e fotografar mais algumas coisas, e encontramos uma feira de antiguidades perto do Panteon de los Heroes.

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As 11h saímos do hotel, almoçamos no Shopping Multiplaza e às 14h seguimos para Toledo. No trajeto, pouca chuva, na aduana tudo tranqüilo e rápido. Às 23 h chegamos em frente ao Centro Cultural Hispano, na nossa cidade.

Na chegada, a aconchegante surpresa,  recepcionados com boas vindas e um saboroso jantar na casa do filho e nora.

Para concluir este relato, algumas ponderações:

· Viajar de ônibus tem a vantagem de não nos preocuparmos com trânsito ou estrada (o motorista faz isto), mas perde-se a liberdade de  seleção (onde parar, escolha do que visitar, definição de horários,…)

· Não se pode selecionar os companheiros, onde muitos demonstram ignorar conceitos de respeito, educação, ética, bom senso,… Algumas crianças, sentadas nos bancos atrás dos nossos, martelam com os pés nossas costas, mesmo após informarmos aos respectivos pais.  Adultos, logo após a parada para lanche e higiene, fazem fila no sanitário do ônibus, cujo odor de metano percorre todo o veículo pelos dutos de ar condicionado…   Jogam lixo pelos corredores, atrasam as paradas, ….

.  O Hotel (Armele), considerado 4 estrelas (2 estariam de bom tamanho), revela uma nobreza decadente.  Dan esteve ali hospedado em 1993 e a comparação atual é flagrante: o café da manhã não possui variedade, alguns apartamentos estão fechados por falta de manutenção, serviços em geral deficientes…

Enfim, sempre desfruta-se de algum aprendizado: Viajar com o mhome é infinitamente melhor, não carregamos malas, dormimos em nossa cama (com nossos cheirosos travesseiros e lençóis),  fazemos comida com nossos sabores prediletos, temos tudo organizado e limpo,  possuimos a liberdade de escolher nossos horários,… e principalmente possuimos a chave mágica (da ignição) que permuta a vizinhança, a paisagem e o universo que nos rodeia, a qualquer momento e por qualquer motivo.

Estamos planejando novas viagens, no mhome, e esperamos levá-los conosco, mesmo que virtualmente.

Até Breve!

San&Dan

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