Orientações

.

Orientações para auxiliar na viagem pelo Blog :

Naveguem pelos marcadores (palavras-chave) ao lado e, ao abrir uma das viagens

ou contos, atentem para o título (que indicará a data da viagem).

Obrigado e boas viagens ...


Mostrando postagens com marcador Paso de los Libres-AR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paso de los Libres-AR. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Viagem setembro/2012 – parte 1

 

Olá!

Estamos novamente na estrada. Saímos com uma programação prévia de datas e locais (coisa que evitamos fazer), mas cientes de não sermos rígidos, permitindo que os fatos aconteçam.

Planejando ir ao Uruguai e Argentina, novamente fizemos  o seguro internacional  (Carta Verde) na Retimex (www.gruporetimex.com.br), de Jaguarão-RS: enviamos os dados pela internet, efetuamos depósito e nos encaminharam via e-mail e correio. O valor para 30 dias foi de R$ 189,00.

Saímos de Toledo-PR às 6:30h, pretendendo rodar o máximo possível pela manhã, pois o calor da tarde (36ºC) tem sido insuportável. 

P9172278

Infelizmente, na primeira parte do trajeto, os 90km da BR-163 (entre Cascavel e o trevo de acesso ao Sul) estão iguais: muitos buracos, imperfeições nos remendos realizados, muito movimento de caminhões. Perde-se muito tempo e estressa-se demais neste pequeno trecho.

Abastecemos no posto Stop antes de Realeza, diesel barato e bom (R$ 2,049/litro), café gostoso, pão de queijo quentinho, e seguimos para Dionísio Cerqueira.  Infelizmente, pegamos uma fila de carretas carregadas (lentas), e sem a menor chance de ultrapassagem; que nos fez chegar na Aduana Argentina somente às 12h.

Após fazer a documentação, trocar um pouco de Reais por Pesos Argentinos (PA$), continuamos nossa viagem, com muitissimo calor. Nem tomar água, pano molhado, bermudas reduziam nosso calor.

As 19h, após rodarmos 660km, paramos para pernoitar no posto Shell, em Governador Virasoro.  O atendente muito gentil, conseguiu até energia elétrica (demos PA$ 10 de gorjeta e abastecemos diesel à R$ 3,20/litro).

Tomamos banho refrescante no próprio posto, fizemos o jantar e fomos descansar, pois no dia seguinte teríamos muitos km para percorrer.

As 6:30h  saímos novamente, e tomamos café em Santo Tomé, onde havia um mhome da Bélgica: família com 4 lindas crianças! (losviajerosdelmundo.be); trocamos informações e cartões, em seguida continuamos nosso percurso, com chuvisco.

P9172281

Chegamos um pouco antes das 11h na aduana Argentina-Brasil (Passo de los Libres-AR – Uruguaiana-BR). Em todo o trajeto pela Argentina, apenas um Gendarme nos parou, pediu documentos e fez algumas perguntas (anotando, para alguma estatística). Certamente o domingo e o chuvisco inibiram os demais a nos importunar…

Em Uruguaiana, fomos ao supermercado Big comprar mais umas coisinhas e comida pronta para almoçar.  Abastecemos no posto Petrobrás, já na saída para Barra do Quaraí,  (R$ 2,26/litro), e almoçamos.  A Gerente do posto não gostou de nossa presença, fez até o frentista nos perguntar quanto tempo ficaríamos ali!.  Pela elogiável educação do frentista  (devia ensinar à gerente), não retrucamos e seguimos viagem ao final do almoço.

Na aduana Uruguaia o procedimento padrão: olham geladeira, perguntam se levam alguma coisa (sementes, grãos, mel, etc.); fizemos a entrada com passaporte (aconselhamos, pois é mais ágil) e seguimos para Bella Unión, onde compramos frios, queijos, frutas e legumes.

A  Ruta 3 está bem ruim (buracos, depressões), coisa que não se via no Uruguai em estradas principais. O vento aumentou muito, por vezes dava medo de continuar na estrada,  reduzimos a velocidade e chegamos as Thermas de Arapey (rodamos hoje 440km).

Não conseguiram  fazer nossa ficha de entrada, pois o vrento causou pane na rede de computadores… O camping estava bem movimentado e soubemos que esta é a semana da primavera (muitos uruguaios tem folga).

 P9202291 P9202283

O valor continua PU$ 400 (R$ 40,00 = mhome + 2 pessoas). Curiosamente,  eles não cobram por barracas (que usam muito mais espaço e  serviços), não cobram o carro que entra com as barracas ou para passar o dia e que ocupa as churrasqueiras; entre outras irregularidades (chegaram até querer cobrar mais caro porque teríamos uma criança e não informamos na entrada…)

O vento continuou, esfriou, durante a noite choveu! Chegaram alguns colegas do Rio Grande do Sul (Nilson e Beth, Zair e Neura, Juarez e Beti, João Carlos e Lorena, Hélio e Eliana,…). A família belga também chegou, além de outros mhomes alemães, belgas, austríacos.

Dois casais de alemães, desconhecidos entre si, estacionaram próximos. Um com um antigo mhome (Mercedes 508) e outro com um moderno Hymer, comprovam  que se pode viajar aos mesmos lugares, independente de capital disponível. 

P9242330  P9212294

Ficamos em Arapey fazendo as coisas daqui: limpar mhome, lavar roupas, ir na piscina, caminhar, fazer comidinhas, durante a noite e manhã muito frio, durante o dia calor…

Construimos um carrinho de quebra-cabeça e presenteamos Maximilien (filho dos belgas), que fez seus olhos brilharem. As demais crianças belgas também são muito queridas e educadas.

P9242329 

Outro dia fomos almoçar no restaurante Paradise: “entrecot desgrasado” (sem gordura), com salada e cerveja Zillertal, por PU$ 330 (R$ 33,00).

Nilson e Beth nos apresentaram o Washington (uruguaio, conhecido como Petiço) e esposa Sonia, alegres e gentis,  fazendo pizza para o grupo.

P9202282 P9202286

Ele forneceu o endereço da empresa que vende toldos (estrutura pantográfica) para mhome em Montevideu, o que nos motivou a visitá-la. 

No dia seguinte, fomos ver o que o Helio (e Eliana) estavam fazendo de almoço: “una bela polenta” italiana, com ajuda da Lorena …

P9212297

Semana  alusiva ao início da primavera, férias no Uruguai, lota os campings do país, incluindo alguns deseducados e barulhentos.   Concluimos que outros locais também estão iguais (ou piores, os próximos às cidades) e optamos por continuar em Arapey mais alguns dias, até acabar esta semana de férias.

Conversamos com outro simpático casal belga (Rudi e Berlinda), trocamos algumas informações sobre a Argentina e viagens; já vieram para a América do Sul cinco vezes  e não repetem os lugares já visitados (porque o mundo é muito grande, há muitas coisas para conhecer, disse Berlinda).

Numa das noites, houve a reinauguração das instalações da piscina grande, financiado pelo BIRD.   Estavam presentes o Intendente (governador) de Salto, a Ministra de Turismo e um dos arquitetos do projeto original (1964), Sr. Cesar Rodriguez Musmanno, que auxiliou na recuperação dos painéis de pedras semi-preciosas.

P9212307  P9212308

Após discursos, homenagens, corte de fitas, houve um cocktail e o Dan conseguiu conversar com o arquiteto, que esteve em Porto Alegre quando de seu tempo de faculdade. O arquiteto participou de grandes projetos da capital gaucha, juntamente com outros professores do Dan.  (Aeromóvel, rodoviária, vários parques e jardins…)

P9212315

Não sabemos se foi por causa do discurso de Musmanno (“por falta de limpieza y mantenimiento correcto, los paineles fueron olvidados y nadie mas los mirava ni los comprendia”), mas nos dias seguintes todos os espaços de Arapey foram cuidadosamente limpos  (banheiros, vestiários, tanques de lavar roupa, churrasqueiras, etc). Os jardins receberam milhares de flores,…

No final de semana, chegaram mhomes e acampantes variados: Um curioso Ford “prismático”, um Iveco alargado desde a cabine, com “três” parabrisas, um gigante austríaco fora-de-estrada …

P9212300  P9222316

P9242323  P9242327

Um dos vizinhos (uruguaio) fez um frango assado com limão, tomara que tenha ficado tão apetitoso quanto bonito.

P9222319

Fotografamos a piscina e os banheiros novos e, quem conheceu os antigos painéis e banheiros tem uma alegre surpresa ao ver tudo novo, com granito, cubas de inox, ralos automáticos e outras modernidades:

P9252332  P9252333

P9252335

Num outro dia, participamos de um assado de borrego (carneiro) feito pelo mestre Helio,  a carne estava “soltando do osso”; com salada e amigos, delicioso!

P9232320  P9232321

Na terça-feira seguimos viagem: fomos para Salto-UY, no supermercado e câmbio, após tantos dias acampados já tínhamos pouca coisa na geladeira e no bolso…

Depois fomos para as thermas de Guaviyu, muito tranquila, cobrando PU$ 280 por dia para casa-rodante (R$ 28,00). Pagamos duas diárias e fomos para a piscina coberta.

O vento que já estava forte na estrada, aqui pareceu ainda mais agressivo, começou a nublar e esfriar. Às 17h estacionamos e ligamos a energia externa, com frio quase insuportável. Ligamos aquecedor, fizemos sopa, mas parecia que nada amainava a sensação fria.

Durante a madrugada chegou a 0ºC !!, com geada. Às 8h da manhã estava 5ºC dentro do mhome!  Em casa (Toledo-PR) não tivemos frio tão forte, há vários dias fazia muito calor.

  P9262342  P9262341

Ao longo do dia, o sol ajudou a esquentar, mas o vento ainda era gelado. Almoçamos, descansamos, caminhamos, comemos um rubro Pomelo.

P9262345 P9262347

Diariamente fomos à piscina coberta, praticamente vazia, e à tardinha o calor do sol dava lugar ao frio aconchegante…

Daqui, vamos seguir até Montevideu, mas isto será na próxima postagem.

Até breve!

P9172280

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Viagem Argentina e Chile (parte 1)

Olás !!

Estamos na estrada novamente, e desta vez, uma viagem muito esperada, planejada e sonhada. Nesta, pretenderemos alcançar um destino lindo e difícil: o Chile, indo por Mendoza e cordilheira dos Andes, voltando por San Carlos de Bariloche (mais ao Sul).  É o que muitos consideram a “viagem da vida”, pela distância, dificuldades, belezas a serem exploradas e perigos que correremos.

Diferente das outras viagens, nesta sairemos com os companheiros: Leda e Neivo (Florianópolis) e Ilze e Egon (Curitiba). Para nós será uma experiência diferente, pois conviveremos muitos  dias com pessoas que possuem qualidades e realidades um pouco diferentes das nossas.

Mas vamos à parte boa: o início da viagem.

Para viajar ao Mercosul, são necessários alguns itens a mais do que estamos acostumados no Brasil: 2 triângulos, 2 extintores, cópias de documentos (para segurança), reserva financeira de garantia, deixar todas as pendências resolvidas no Brasil, e o seguro internacional “Carta Verde”.  Este nós fizemos novamente com a Retimex seguradora (Rua Uruguai, 640;  rua principal de acesso à ponte; Jaguarão-RS), por R$ 247,00 para o período de 60 dias.  Como já estávamos cadastrados na empresa, enviamos os dados via e-mail ao Sr. Marcelo, depositamos o valor e, em 3 dias recebemos via sedex o indispensável documento.

Saímos de Toledo e fizemos um pequeno desvio por Realeza para abastecermos no posto Stop, onde o valor é conveniente, o atendimento é bom, o pão de queijo saboroso e quentinho.

002

Marcamos o  encontro com os colegas em Dionísio Cerqueira, fronteira com Bernardo Irigoyen-AR. Um pouco antes das 13h chegamos, Leda e Neivo haviam chegado há pouco. Estacionamos os mhomes e fomos procurar um local para almoçar. Restaurante bem simples, comida caseira, barato, perto do acesso para a Aduana.

Enquanto esperávamos, conversamos, colocamos os adesivos da “Expedicción Sur 2012”.  Às 16h chegaram Ilze e Egon, e acertamos os últimos detalhes.  Estacionamos para pernoitar no posto Texaco (em frente à padaria Delicias do Trigo), sem fornecimento de energia e água. Conseguimos descansar e, no dia seguinte, as 7:30h, saímos de Dionísio Cerqueira para entrarmos na Argentina.

004 D Cerqueira

Segundo dia, realizamos os trâmites na Aduana Argentina, tudo tranquilo, depois uma breve parada no Mercado Porteño para comprinhas e seguimos viagem. Na primeira Gendarmeria nos pediram os documentos, olharam o primeiro mhome e nos deixaram seguir. Conseguimos chegar em Eldorado, onde há um posto YPF na rodovia, paramos e lanchamos. Quando encostamos no posto começou a chover. Abastecemos por PA$ 5,199 (R$2,23 / litro).

As rodovias tranquilas, planas, alguns policiais nos pararam mas apenas conferiram documentos e perguntavam onde íamos. Em Posadas procuramos por um camping na entrada da cidade, mas estava fechado. Fomos a um posto YPF que nos foi indicado, bastante agradável (sem energia e água): local tranquilo, fizemos uma gostosa macarronada “comunitária” e durante a noite caiu bastante a temperatura.

006 YPF Posadas  007

Terceiro dia, pela manhã um vento frio, mas já havia sol. Fomos a um hipermercado (Libertad), ao lado do terminal de ônibus; muito grande, variado.  Almoçamos empanadas lá mesmo.

As 11:50h, seguimos com destino a Paso de Los Libres. Passamos por uma barreira fitossanitária (PA$ 9,00 = R$ 3,90), para esguichar um veneno nos carros e “melecar” os pára-brisas. Os pedágios são baratos, PA$ 5 a PA$7 (R$ 2,20 = R$3,00). 

Em Paso de Los Libres (divisa com Uruguaiana-BR), abastecemos (PA$ 5,999 - R$ 2,33/litro; porque fez câmbio melhor) e estacionamos  num posto Esso (com Wi-Fi) à beira da rodovia.  Ilze fez um saboroso carreteiro, que combinamos com um vinho e saladinha. Pedimos informações a motoristas (brasileiros e argentinos) sobre as condições das estradas que queríamos passar e, agregando informações optamos por seguir pela Ruta 14 até Zarate, e não pela Ruta 127 até Paraná-Santa Fé (pois tem um trecho em péssimas condições).

011 P Libres  009 P Libres

Quarto dia, vimos um bando de periquitos grandes, próximos aos mhomes, chegavam a fazer revoadas, comuns por aqui.

010

Pela manhã seguimos tranquilos pela rodovia, cada vez mais plana e reta. Chegamos a um comércio chamado La Alemana, onde estacionamos para comprar algumas coisas e fotografar.

019  014 la

013 a  la alemana  015 la

013 La alemana  014 la chapeu

A variedade é grande mas os preços não são atrativos. Seguimos até um YPF alguns quilômetros adiante, que a senhora nos indicou, para lanchar.

À tardinha chegamos em Gualeguaychu, abastecemos e pedimos estacionamento no posto Petrobrás (diesel PA$ 5,899 - R$ 2,47/litro). Conseguimos água mas energia não. Estacionamos num gramado nos fundos do posto, e cada um fez sua comidinha.

Quinto dia; seguimos pela Ruta 14  chegamos a um belíssimo complexo de pontes  sobre o rio Paraná.  No final das pontes há pedágio, um pouco mais caro: PA$  17,00 (R$ 7,30).

022  023

  027  028 Zarate

Em Zárate foi complicado em função do trânsito, pois é importante entroncamento. Seguimos e paramos em um posto abandonado para almoçarmos (lanche). As 16h paramos em Junin para descansar um pouco, estava  muitísimo calor, e a rodovia plana dava um certo sono.

030

Já passava das 18h quando chegamos no posto Esso em Rufino, abastecemos (PA$ 6,15 - R$ 2,58/litro) e a gerente do posto informou que não era tranquilo para passarmos a noite ali. Indicou o Parque e Camping Municipal (gratuito), onde estacionamos com energia e bem seguros. Mas os enxames de pernilongos quase nos carregavam quando saímos dos mhomes. Combinamos de ficar mais um dia no parque para descansarmos e lavar umas roupas (sexto dia).

Fomos acordados duas vezes durante a noite com sirenes do tipo “anti-aérea”, pensamos num “ataque surpresa”, mas soubemos que pertence aos bombeiros voluntários, que acionam-na chamar os voluntários que estão em suas casas.

No sétimo dia, fomos com os mhomes no supermercado (La Anonima) e, na volta, limpeza da casa, lavação de roupas, gostoso churrasco preparado pelos meninos.  Durante o dia o parque fica movimentado com estudantes que tem aulas de educação fisica, à tardinha muitas pessoas vem fazer caminhadas ou jogar futebol.

031 Rufino parque  033

Oitavo dia: seguimos viagem, novamente trechos longos sem qualquer ponto de parada (posto, restaurante, nada).  Mas a paisagem é bonita: lagoas, marrecos, pássaros de várias espécies.  Paramos no YPF de Villa Mercedes para abastecer e almoçar, filas para abastecer pois havia acabado o diesel nos outros postos, mas conseguimos por PA$ 5,549 (R$ 2,33/litro).

035  037

A tarde o calor foi muito forte, umidade do ar baixa, e não conseguiamos local para parar e descansar ao menos por uns minutos. Já eram quase 19h quando chegamos no YPF de La Dormida, com filas novamente para abastecer (PA$ 4,289 - R$ 1,81/litro).  Abastecemos e procuramos um “cantinho” nos fundos do posto para passarmos a noite.

038 YPF La Dormida  044

No dia seguinte (nono dia) vimos um nascer de sol belíssimo. Começamos a ver a pré-cordilheira, mesmo estando a uns 300km dela. A paisagem já mudou: plantações de uva, pêssegos, ameixas, maçãs, entre outros.

045 vinas Mendoza  048 cordilhera al fondo

Sendo domingo, conseguimos entrar com facilidade em Mendoza, circulamos pelo parque San Martin e procuramos pelo camping Pilmaiken (no canto superior do parque). Recentemente mudou de dono e talvez altere o nome, mas o espaço continua amplo, muita poeira (como toda esta região de semi-deserto, com rara chuva), muitas churrasqueiras que logo ficaram cheias de mendonzinos para fazer o “asado”.

Um pouco difícil de estacionar pois há muitos galhos, buracos, o terreno é inclinado, alguns lugares não tem água, outros não tem luz.  Mas vários mhomes foram chegando, incluindo um casal de franceses e mais 3 brasileiros.

Juntamos as sobrinhas  fizemos um ótimo almoço: carreteiro com panquecas e saladas. Depois uma descansada, lavamos algumas peças de roupa (que precisaram secar dentro dos mhomes por causa da poeira e fumaça), e os “meninos” lavaram os mhomes.  Tivemos muita ajuda de um senhor bastante humilde, que trabalha no camping, Sr. Haimeta.

049 Mendoza Pilmayken  DSC06269

Décimo dia, segunda feira, fomos passear na cidade, mas foi um pouco complicado, pois era feriado (Malvinas): os ônibus circulavam com horários reduzidos, os lojas e mercados fechados, apenas alguns restaurantes e empresas de turismo abertos. Mas caminhamos um pouco pelas praças e depois almoçamos um delicioso bife de chorizo (mignon), com cerveja Quilmes, no restaurante Andes (na Peatonal Sarmiento).

050 Mendoza  053

051  052 almoco Mendoza

Conseguimos ainda acesso a internet, uma padaria com os últimos 2 pães, e procuramos o local para pegar o ônibus e voltar para os mhomes,  que nos deixou perto dos portões do zoológico (uns 2km) e daí fomos a pé, perdendo as calorias do almoço…

055 volta p  mhome

No final da tarde, recebemos a visita da família de Jose Bosdari (Fernanda e filhos); conversamos sobre possível ramo de parentesco, origens da família dele e, semelhante à nossa, as famílias se formaram pequenas (1 ou 2 filhos homens), e o seu sobrenome teria alternado as sílabas. Mas ele vai conversar com seu pai e alguns parentes para tentarmos descobrir mais detalhes.

Décimo primeiro dia, lavei mais umas camisetas, almoçamos uns restinhos (porque não podemos ter nada perecivel para entrar no Chile), e aguardamos a van, contratada para um passeio, que chegou as 14:15h.

Visitamos duas Vinícolas (Vistandes e Don Arturo), e depois uma Olivícola (Pasrai).  Paisagens lindas, vinhos bons e um pouco caros, e as azeitonas e azeites bons, mas não podemos comprar (corremos o risco de perder na Aduana).

DSC06282  DSC06285

DSC06286  DSC06289

DSC06291  DSC06287 DSC06293

Dia seguinte (décimo segundo), na saída do camping, visitamos o Cerro da Glória, com uma vista belíssima da cidade e da cordilheira. Neste cerro está descrita a história da “libertação” da Argentina e Chile, em placas e figuras de bronze, tudo muito imponente.

DSC06299 DSC06304

DSC06306  DSC06307

DSC06312  DSC06314

Depois voltamos para a entrada do Parque San Martin para tirar mais umas fotos. No caminho vimos novamente os canais que tem a função de regar todas as árvores da cidade. Saliente-se que todos os vegetais de Mendoza (arbustos e árvores) não são nativos, pois a região era desértica e o abastecimento de água a água é canalizado desde os Andes.   

DSC06325   DSC06328

Após as 10:30h seguimos viagem começando a subir a cordilheira, imagens indescritíveis, por vezes parece que estamos em outro mundo: montanhas altas, tudo muito seco, vento forte; as cores das pedras e terras diferentes, tudo muito lindo.

DSC06339  DSC06342

Ao longe, nos picos mais altos se pode ver algum branco (de neve ou gelo).

P4040501  P4040505

P4040509  P4040521

P4040523  P4040528

P4040541  P4040542

Paramos no cemitério do andinista, um local de reflexão, com lembranças dos que se perderam ou não voltaram do Aconcágua; incluindo alguns brasileiros.  Mais uns quilômetros e chegamos à Puente del Inca, o local escolhido para nossa parada e pernoite.  Muito frio e vento forte.

Puente del Inca está a 2.700m altitude, é um arco de rocha que  cruza o rio Las Cuevas, impressiona pela cor acobreada das rochas. Havia antigamente um hotel, que foi tomado por uma avalanche (informações sintetizadas, obtidas no guia Copec).

P4040547  P4040546

P4040551  P4040553

Mesmo conseguindo um local abrigado do vento, o mhome sacudiu por toda a noite, e o barulho por vezes assustava.

Mas no dia seguinte (décimo terceiro), um céu azul e sol nos recepcionaram.  Fizemos uma parada para admirar a gradiosidade do Aconcágua (7000m), mas da rodovia apenas se ve seu pico congelado.

P4050558  P4050562

P4050564

Seria um bom dia para descermos os “caracoles”. Infelizmente, devido ao feriado de páscoa, muitos motoristas tiveram o mesmo pensamento, e ficamos 04 horas desde a entrada na fila (alguns km) até chegar à aduana, fazer a saída da Argentina e a entrada no Chile.

P4050590  P4050594

P4050597  P4050609

Embora tenhamos nos preparado há alguns dias, mantendo a geladeira vazia (e a despensa quase), o fiscal da Aduana entrou em cada mhome, analisou as fichas que havíamos preenchido,  e depois colocou o cachorro (um Labrador educadíssimo) para procurar algum alimento escondido. No nosso mhome apenas retiraram o milho de pipoca, que havíamos esquecido de eliminar.

Fizemos um lanche com biscoitos e refrigerante (era só o que restava), e depois começamos a descida. Realmente os “Caracoles” valem a pena, são 29 curvas, em 2 pontos tem-se uma visão privilegiada de quase todas as curvas.  Queremos voltar com neve nas montanhas, deve ser ainda mais lindo…

P4050619  P4050631

P4050626  P4050628

No fim da tarde, chegamos a Los Andes, estacionamos em frente à um shopping (com supermercado, restaurantes, internet), e  abastecemos a geladeira! Compramos muitos vinhos e ficamos alegremente surpresos em saber que estão muito baratos (comparados aos preços brasileiros).

P4050635  P4060636

Décimo quarto dia, fomos para Viña del Mar e Valparaíso, tentar encontrar um camping ou local para estacionar. Informaram que não há campings habilitados para mhomes, procuramos um estacionamento, e ficamos bem ao lado do Oceano Pacífico. Colocamos os pés na água geladíssima, depois tiramos as cadeiras e sentamos para ver o movimento. Até chegar a hora esperada: o pôr-do-sol no mar; belíssimo.

P4060640  P4060641

P4060644  P4060646

P4060653  P4060659

Dia seguinte (décimo quinto), ainda estacionados,  nosso primeiro visual: o Pacífico pela janela da cozinha!

P4070669

Seguimos tentando passear em Viña, mas o trânsito estava intenso, ruas estreitas, retornos difíceis, estacionar nem em pensamento. Conseguimos a ajuda de Carabineros para nos guiar até a saída para Santiago. Alguns km à frente conseguimos um posto para estacionar e almoçar.

P4070674  P4070681

Seguimos viagem e pernoitamos em um posto Copec, para entrarmos em Santiago no outro dia pela manhã (domingo: menos trânsito). Enquanto eu fazia uma sopa, o cheirinho chamou mais um convidado…

Até aqui foram 15 dias de viagem, apenas 5 deles conseguimos conexão de luz, mas com a placa solar, a geladeira Danfoss e as lâmpadas 12V, tudo está funcionando muito bem.  Os reservatórios de água potável e servida também foram sempre suficientes.

Continuamos na próxima postagem. Abraços e Até Breve !!

P4070671