Orientações

.

Orientações para auxiliar na viagem pelo Blog :

Naveguem pelos marcadores (palavras-chave) ao lado e, ao abrir uma das viagens

ou contos, atentem para o título (que indicará a data da viagem).

Obrigado e boas viagens ...


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Viagem Argentina e Chile (parte 1)

Olás !!

Estamos na estrada novamente, e desta vez, uma viagem muito esperada, planejada e sonhada. Nesta, pretenderemos alcançar um destino lindo e difícil: o Chile, indo por Mendoza e cordilheira dos Andes, voltando por San Carlos de Bariloche (mais ao Sul).  É o que muitos consideram a “viagem da vida”, pela distância, dificuldades, belezas a serem exploradas e perigos que correremos.

Diferente das outras viagens, nesta sairemos com os companheiros: Leda e Neivo (Florianópolis) e Ilze e Egon (Curitiba). Para nós será uma experiência diferente, pois conviveremos muitos  dias com pessoas que possuem qualidades e realidades um pouco diferentes das nossas.

Mas vamos à parte boa: o início da viagem.

Para viajar ao Mercosul, são necessários alguns itens a mais do que estamos acostumados no Brasil: 2 triângulos, 2 extintores, cópias de documentos (para segurança), reserva financeira de garantia, deixar todas as pendências resolvidas no Brasil, e o seguro internacional “Carta Verde”.  Este nós fizemos novamente com a Retimex seguradora (Rua Uruguai, 640;  rua principal de acesso à ponte; Jaguarão-RS), por R$ 247,00 para o período de 60 dias.  Como já estávamos cadastrados na empresa, enviamos os dados via e-mail ao Sr. Marcelo, depositamos o valor e, em 3 dias recebemos via sedex o indispensável documento.

Saímos de Toledo e fizemos um pequeno desvio por Realeza para abastecermos no posto Stop, onde o valor é conveniente, o atendimento é bom, o pão de queijo saboroso e quentinho.

002

Marcamos o  encontro com os colegas em Dionísio Cerqueira, fronteira com Bernardo Irigoyen-AR. Um pouco antes das 13h chegamos, Leda e Neivo haviam chegado há pouco. Estacionamos os mhomes e fomos procurar um local para almoçar. Restaurante bem simples, comida caseira, barato, perto do acesso para a Aduana.

Enquanto esperávamos, conversamos, colocamos os adesivos da “Expedicción Sur 2012”.  Às 16h chegaram Ilze e Egon, e acertamos os últimos detalhes.  Estacionamos para pernoitar no posto Texaco (em frente à padaria Delicias do Trigo), sem fornecimento de energia e água. Conseguimos descansar e, no dia seguinte, as 7:30h, saímos de Dionísio Cerqueira para entrarmos na Argentina.

004 D Cerqueira

Segundo dia, realizamos os trâmites na Aduana Argentina, tudo tranquilo, depois uma breve parada no Mercado Porteño para comprinhas e seguimos viagem. Na primeira Gendarmeria nos pediram os documentos, olharam o primeiro mhome e nos deixaram seguir. Conseguimos chegar em Eldorado, onde há um posto YPF na rodovia, paramos e lanchamos. Quando encostamos no posto começou a chover. Abastecemos por PA$ 5,199 (R$2,23 / litro).

As rodovias tranquilas, planas, alguns policiais nos pararam mas apenas conferiram documentos e perguntavam onde íamos. Em Posadas procuramos por um camping na entrada da cidade, mas estava fechado. Fomos a um posto YPF que nos foi indicado, bastante agradável (sem energia e água): local tranquilo, fizemos uma gostosa macarronada “comunitária” e durante a noite caiu bastante a temperatura.

006 YPF Posadas  007

Terceiro dia, pela manhã um vento frio, mas já havia sol. Fomos a um hipermercado (Libertad), ao lado do terminal de ônibus; muito grande, variado.  Almoçamos empanadas lá mesmo.

As 11:50h, seguimos com destino a Paso de Los Libres. Passamos por uma barreira fitossanitária (PA$ 9,00 = R$ 3,90), para esguichar um veneno nos carros e “melecar” os pára-brisas. Os pedágios são baratos, PA$ 5 a PA$7 (R$ 2,20 = R$3,00). 

Em Paso de Los Libres (divisa com Uruguaiana-BR), abastecemos (PA$ 5,999 - R$ 2,33/litro; porque fez câmbio melhor) e estacionamos  num posto Esso (com Wi-Fi) à beira da rodovia.  Ilze fez um saboroso carreteiro, que combinamos com um vinho e saladinha. Pedimos informações a motoristas (brasileiros e argentinos) sobre as condições das estradas que queríamos passar e, agregando informações optamos por seguir pela Ruta 14 até Zarate, e não pela Ruta 127 até Paraná-Santa Fé (pois tem um trecho em péssimas condições).

011 P Libres  009 P Libres

Quarto dia, vimos um bando de periquitos grandes, próximos aos mhomes, chegavam a fazer revoadas, comuns por aqui.

010

Pela manhã seguimos tranquilos pela rodovia, cada vez mais plana e reta. Chegamos a um comércio chamado La Alemana, onde estacionamos para comprar algumas coisas e fotografar.

019  014 la

013 a  la alemana  015 la

013 La alemana  014 la chapeu

A variedade é grande mas os preços não são atrativos. Seguimos até um YPF alguns quilômetros adiante, que a senhora nos indicou, para lanchar.

À tardinha chegamos em Gualeguaychu, abastecemos e pedimos estacionamento no posto Petrobrás (diesel PA$ 5,899 - R$ 2,47/litro). Conseguimos água mas energia não. Estacionamos num gramado nos fundos do posto, e cada um fez sua comidinha.

Quinto dia; seguimos pela Ruta 14  chegamos a um belíssimo complexo de pontes  sobre o rio Paraná.  No final das pontes há pedágio, um pouco mais caro: PA$  17,00 (R$ 7,30).

022  023

  027  028 Zarate

Em Zárate foi complicado em função do trânsito, pois é importante entroncamento. Seguimos e paramos em um posto abandonado para almoçarmos (lanche). As 16h paramos em Junin para descansar um pouco, estava  muitísimo calor, e a rodovia plana dava um certo sono.

030

Já passava das 18h quando chegamos no posto Esso em Rufino, abastecemos (PA$ 6,15 - R$ 2,58/litro) e a gerente do posto informou que não era tranquilo para passarmos a noite ali. Indicou o Parque e Camping Municipal (gratuito), onde estacionamos com energia e bem seguros. Mas os enxames de pernilongos quase nos carregavam quando saímos dos mhomes. Combinamos de ficar mais um dia no parque para descansarmos e lavar umas roupas (sexto dia).

Fomos acordados duas vezes durante a noite com sirenes do tipo “anti-aérea”, pensamos num “ataque surpresa”, mas soubemos que pertence aos bombeiros voluntários, que acionam-na chamar os voluntários que estão em suas casas.

No sétimo dia, fomos com os mhomes no supermercado (La Anonima) e, na volta, limpeza da casa, lavação de roupas, gostoso churrasco preparado pelos meninos.  Durante o dia o parque fica movimentado com estudantes que tem aulas de educação fisica, à tardinha muitas pessoas vem fazer caminhadas ou jogar futebol.

031 Rufino parque  033

Oitavo dia: seguimos viagem, novamente trechos longos sem qualquer ponto de parada (posto, restaurante, nada).  Mas a paisagem é bonita: lagoas, marrecos, pássaros de várias espécies.  Paramos no YPF de Villa Mercedes para abastecer e almoçar, filas para abastecer pois havia acabado o diesel nos outros postos, mas conseguimos por PA$ 5,549 (R$ 2,33/litro).

035  037

A tarde o calor foi muito forte, umidade do ar baixa, e não conseguiamos local para parar e descansar ao menos por uns minutos. Já eram quase 19h quando chegamos no YPF de La Dormida, com filas novamente para abastecer (PA$ 4,289 - R$ 1,81/litro).  Abastecemos e procuramos um “cantinho” nos fundos do posto para passarmos a noite.

038 YPF La Dormida  044

No dia seguinte (nono dia) vimos um nascer de sol belíssimo. Começamos a ver a pré-cordilheira, mesmo estando a uns 300km dela. A paisagem já mudou: plantações de uva, pêssegos, ameixas, maçãs, entre outros.

045 vinas Mendoza  048 cordilhera al fondo

Sendo domingo, conseguimos entrar com facilidade em Mendoza, circulamos pelo parque San Martin e procuramos pelo camping Pilmaiken (no canto superior do parque). Recentemente mudou de dono e talvez altere o nome, mas o espaço continua amplo, muita poeira (como toda esta região de semi-deserto, com rara chuva), muitas churrasqueiras que logo ficaram cheias de mendonzinos para fazer o “asado”.

Um pouco difícil de estacionar pois há muitos galhos, buracos, o terreno é inclinado, alguns lugares não tem água, outros não tem luz.  Mas vários mhomes foram chegando, incluindo um casal de franceses e mais 3 brasileiros.

Juntamos as sobrinhas  fizemos um ótimo almoço: carreteiro com panquecas e saladas. Depois uma descansada, lavamos algumas peças de roupa (que precisaram secar dentro dos mhomes por causa da poeira e fumaça), e os “meninos” lavaram os mhomes.  Tivemos muita ajuda de um senhor bastante humilde, que trabalha no camping, Sr. Haimeta.

049 Mendoza Pilmayken  DSC06269

Décimo dia, segunda feira, fomos passear na cidade, mas foi um pouco complicado, pois era feriado (Malvinas): os ônibus circulavam com horários reduzidos, os lojas e mercados fechados, apenas alguns restaurantes e empresas de turismo abertos. Mas caminhamos um pouco pelas praças e depois almoçamos um delicioso bife de chorizo (mignon), com cerveja Quilmes, no restaurante Andes (na Peatonal Sarmiento).

050 Mendoza  053

051  052 almoco Mendoza

Conseguimos ainda acesso a internet, uma padaria com os últimos 2 pães, e procuramos o local para pegar o ônibus e voltar para os mhomes,  que nos deixou perto dos portões do zoológico (uns 2km) e daí fomos a pé, perdendo as calorias do almoço…

055 volta p  mhome

No final da tarde, recebemos a visita da família de Jose Bosdari (Fernanda e filhos); conversamos sobre possível ramo de parentesco, origens da família dele e, semelhante à nossa, as famílias se formaram pequenas (1 ou 2 filhos homens), e o seu sobrenome teria alternado as sílabas. Mas ele vai conversar com seu pai e alguns parentes para tentarmos descobrir mais detalhes.

Décimo primeiro dia, lavei mais umas camisetas, almoçamos uns restinhos (porque não podemos ter nada perecivel para entrar no Chile), e aguardamos a van, contratada para um passeio, que chegou as 14:15h.

Visitamos duas Vinícolas (Vistandes e Don Arturo), e depois uma Olivícola (Pasrai).  Paisagens lindas, vinhos bons e um pouco caros, e as azeitonas e azeites bons, mas não podemos comprar (corremos o risco de perder na Aduana).

DSC06282  DSC06285

DSC06286  DSC06289

DSC06291  DSC06287 DSC06293

Dia seguinte (décimo segundo), na saída do camping, visitamos o Cerro da Glória, com uma vista belíssima da cidade e da cordilheira. Neste cerro está descrita a história da “libertação” da Argentina e Chile, em placas e figuras de bronze, tudo muito imponente.

DSC06299 DSC06304

DSC06306  DSC06307

DSC06312  DSC06314

Depois voltamos para a entrada do Parque San Martin para tirar mais umas fotos. No caminho vimos novamente os canais que tem a função de regar todas as árvores da cidade. Saliente-se que todos os vegetais de Mendoza (arbustos e árvores) não são nativos, pois a região era desértica e o abastecimento de água a água é canalizado desde os Andes.   

DSC06325   DSC06328

Após as 10:30h seguimos viagem começando a subir a cordilheira, imagens indescritíveis, por vezes parece que estamos em outro mundo: montanhas altas, tudo muito seco, vento forte; as cores das pedras e terras diferentes, tudo muito lindo.

DSC06339  DSC06342

Ao longe, nos picos mais altos se pode ver algum branco (de neve ou gelo).

P4040501  P4040505

P4040509  P4040521

P4040523  P4040528

P4040541  P4040542

Paramos no cemitério do andinista, um local de reflexão, com lembranças dos que se perderam ou não voltaram do Aconcágua; incluindo alguns brasileiros.  Mais uns quilômetros e chegamos à Puente del Inca, o local escolhido para nossa parada e pernoite.  Muito frio e vento forte.

Puente del Inca está a 2.700m altitude, é um arco de rocha que  cruza o rio Las Cuevas, impressiona pela cor acobreada das rochas. Havia antigamente um hotel, que foi tomado por uma avalanche (informações sintetizadas, obtidas no guia Copec).

P4040547  P4040546

P4040551  P4040553

Mesmo conseguindo um local abrigado do vento, o mhome sacudiu por toda a noite, e o barulho por vezes assustava.

Mas no dia seguinte (décimo terceiro), um céu azul e sol nos recepcionaram.  Fizemos uma parada para admirar a gradiosidade do Aconcágua (7000m), mas da rodovia apenas se ve seu pico congelado.

P4050558  P4050562

P4050564

Seria um bom dia para descermos os “caracoles”. Infelizmente, devido ao feriado de páscoa, muitos motoristas tiveram o mesmo pensamento, e ficamos 04 horas desde a entrada na fila (alguns km) até chegar à aduana, fazer a saída da Argentina e a entrada no Chile.

P4050590  P4050594

P4050597  P4050609

Embora tenhamos nos preparado há alguns dias, mantendo a geladeira vazia (e a despensa quase), o fiscal da Aduana entrou em cada mhome, analisou as fichas que havíamos preenchido,  e depois colocou o cachorro (um Labrador educadíssimo) para procurar algum alimento escondido. No nosso mhome apenas retiraram o milho de pipoca, que havíamos esquecido de eliminar.

Fizemos um lanche com biscoitos e refrigerante (era só o que restava), e depois começamos a descida. Realmente os “Caracoles” valem a pena, são 29 curvas, em 2 pontos tem-se uma visão privilegiada de quase todas as curvas.  Queremos voltar com neve nas montanhas, deve ser ainda mais lindo…

P4050619  P4050631

P4050626  P4050628

No fim da tarde, chegamos a Los Andes, estacionamos em frente à um shopping (com supermercado, restaurantes, internet), e  abastecemos a geladeira! Compramos muitos vinhos e ficamos alegremente surpresos em saber que estão muito baratos (comparados aos preços brasileiros).

P4050635  P4060636

Décimo quarto dia, fomos para Viña del Mar e Valparaíso, tentar encontrar um camping ou local para estacionar. Informaram que não há campings habilitados para mhomes, procuramos um estacionamento, e ficamos bem ao lado do Oceano Pacífico. Colocamos os pés na água geladíssima, depois tiramos as cadeiras e sentamos para ver o movimento. Até chegar a hora esperada: o pôr-do-sol no mar; belíssimo.

P4060640  P4060641

P4060644  P4060646

P4060653  P4060659

Dia seguinte (décimo quinto), ainda estacionados,  nosso primeiro visual: o Pacífico pela janela da cozinha!

P4070669

Seguimos tentando passear em Viña, mas o trânsito estava intenso, ruas estreitas, retornos difíceis, estacionar nem em pensamento. Conseguimos a ajuda de Carabineros para nos guiar até a saída para Santiago. Alguns km à frente conseguimos um posto para estacionar e almoçar.

P4070674  P4070681

Seguimos viagem e pernoitamos em um posto Copec, para entrarmos em Santiago no outro dia pela manhã (domingo: menos trânsito). Enquanto eu fazia uma sopa, o cheirinho chamou mais um convidado…

Até aqui foram 15 dias de viagem, apenas 5 deles conseguimos conexão de luz, mas com a placa solar, a geladeira Danfoss e as lâmpadas 12V, tudo está funcionando muito bem.  Os reservatórios de água potável e servida também foram sempre suficientes.

Continuamos na próxima postagem. Abraços e Até Breve !!

P4070671

segunda-feira, 12 de março de 2012

Viagem fevereiro/2012

Olá! Fizemos uma rápida viagem no final de fevereiro e início de março, especialmente para participarmos do encontro do grupo Rodamundo em Garopaba-SC.

Saímos de Toledo às 6:40h no sentido a Curitiba (BR-277), o trecho estava livre, pouco nublado (o que diminuiu o calor), mas o problema continua sendo o valor do pedágio: R$ 98,90 no total das 07 (sete) praças.

Chegamos às 18:00h no centro de Curitiba e o GPS nos guiou por vias de menor tráfego até o estacionamento da Só Trailer. Estacionados, banho, jantar e descanso.

Dia seguinte, fomos para o centro com ônibus urbano, procuramos algumas coisinhas para casa e para mhome, mas não encontramos. Fomos até a loja “Arsenal do CD” para comprar outro modem, e surpreendentemente fomos mal atendidos! Os vendedores informaram que nunca venderam este sistema ali (sendo que ali adquirimos um em agosto/2011, temos a nota fiscal!) !! Ficamos surpresos com tal presunçoso e incompetente atendimento, pois que anteriormente (03 vezes) haviam nos atendido exemplarmente.  Almoçamos do restaurante Qualitá XV, que também surpreendeu: ambiente bastante abafado, pouca variedade, valor bem elevado.

Fomos a pé até o Shopping Estação, olhar algumas lojas (brinquedos colecionáveis, material de acampamento, modem,...), mas ou não encontramos o que procurávamos ou os preços estavam incompatíveis.

Aí tivemos mais uma experiência ruim: perguntamos ao guarda do shopping onde ficava o Mercado Público (para passearmos), ele afirmou que ficava a 2 quadras. Lá fomos nós, e no final da primeira quadra começou uma chuva torrencial.

Molhados, andamos mais 3 quadras e nada do Mercado. Paramos em uma lanchonete e a senhora nos informou que o mercado ficava mais 6 quadras adiante!!. Com aquela chuva alagando as ruas, carros jogando água, decidimos pegar o próximo ônibus e voltar para o mhome.

Desta vez decepcionamos-nos muito com Curitiba: o atendimento ruim; o desprezo ou descuido dos atendentes; a falta de variedade de produtos; os valores elevados; a má educação da maioria das pessoas (jogam lixo na rua ou calçada, “atropelam” os que andam em sentido contrário, ...); e o pior: muitos vendedores dizem a frase que detestamos: “tem só o que ta aí ó”.  Um chá de civilidade e educação vinha bem…

No dia seguinte já seguimos viagem, pois não estávamos dispostos a enfrentar outras grosserias. Ao meio-dia chegamos em Joinville-SC, e fomos pegar mapas e informações na agência de Turismo, assim como outras vezes, muito bem atendidos pelo Sérgio.

DSC06173

Após um bom almoço no Supermercado Giassi, seguimos para Barra Velha-SC, fizemos uma parada na Havan, e depois fomos à casa do Luiz e Tina (companheiros de G7).   Conversamos, lanchamos e combinamos alguns passeios para o dia seguinte.

DSC06178

No outro dia nos levaram para passear pela cidade, almoçamos no restaurante Bentinho (ótima comida caseira), e à tarde fomos passear em Piçarras e Penha.

No dia seguinte, tínhamos a intenção de chegar até Florianópolis, visitar outros amigos. Infelizmente, alguns contratempos nos importunaram: acidente na rodovia que nos deixou parados por mais de 2 horas, num local que não havia para onde escapar; uma imensa máquina sendo transportada sem chances de ultrapassagem; trechos de obras na rodovia, que nos deixou mais tempo parados. Em função de toda esta dificuldade, decidimos deixar a visita à Florianópolis para outra oportunidade.

Na quarta-feira seguimos para Garopaba, um dia antes do início oficial do encontro, e já haviam muitos mhomes. Mauro e Silvana, Egon e Ilze também chegaram conosco. Encontramos um local aprazível e à tardinha fomos passear na praia.

DSC06180

No dia seguinte, almoçamos no restaurante do Lagoamar com outros companheiros, à tarde bate-papo e outros colegas chegando. Ao final da tarde, o tempo fechou e caiu uma chuva grossa, muito vento (de levantar toldos) e granizo fino, mas nenhum dano maior.

P3040479

Durante o final de semana muitas “conversas de toldo”, programação de encontros e viagens, reencontros com amigos, novas amizades, muitas visitas ao nosso mhome (indicação de outros colegas, curiosidade pela nossa montagem, por nos conhecerem do blog,...).

DSC06186  DSC06182

Na segunda-feira a maioria já havia ido embora, e nós também decidimos começar a retornar para casa. Fizemos uma parada estratégica na casa do Marco e Sandra (perto da Praia de Fora). Deram-nos muitas e ótimas dicas sobre Argentina e Chile, contaram um pouco sobre a viagem que fizeram (que foi maravilhosa). São nossos “irmãos” de coração, e a cada conversa descobrimos mais afinidades.

P3040480

Dia seguinte já seguimos viagem. Paramos na Dalçoquio para questionar valores de revisão do Iveco, mas não foi compatível e seguimos subindo a serra até Lages, onde pernoitamos e precisamos até de edredon, tal o frio da madrugada.

Na quarta continuamos o retorno para casa, almoçamos em Xanxerê (no Supermercado Badotti), e precisávamos abastecer, o que causou um estresse na rodovia: valores elevados, atendimento péssimo, voltamos ao centro abastecer num posto Ipiranga (em frente ao mercado Brasão); com o preço citado na placa R$ 2,06, e na bomba R$ 2,18; mas o frentista disse que depois faria o desconto.

Quando acabou de abastecer disse que o diesel mais barato era nas outras bombas, ao fundo!! Dan foi pagar e o caixa cobrou o valor total, acima do citado e sem o desconto. Quando foi chamar o frentista, este correu !! Após alguns momentos de irritação e explicações, a caixa fez um pequeno desconto. Nunca mais abastecer em Xanxerê !!

Seguimos por Abelardo Luz e chegamos à Vitorino-PR, na concessionária Iveco Possoli pelas 15h, para fazermos a revisão do mhome. Após esfriar o motor começaram a mexer. Desmontaram toda a frente do Iveco (até chegar à correia e aos seus rolamentos); trocaram a correia e montaram novamente.

Era quase 19h e fomos testar: não funcionou! Ficou fora de ponto e seria necessário desmontar tudo novamente (grade, faróis, radiador, instalações,...).

Sugerimos que deixassem para o dia seguinte, com a cabeça mais fresca e luz do dia o serviço renderia mais. Tomamos um banho, lanchamos e dormimos tranqüilos estacionados dentro da oficina.

DSC06197a

No dia seguinte, acordamos cedo, e antes das 7h, eu e o Dan começamos a desmontar a frente do Iveco adiantando o serviço para os mecânicos. Às 8:15h ao soar o apito, os mecânicos começaram o trabalho.

DSC06192

Após mais duas horas e meia, com o serviço terminado, fomos, com o chefe de oficina dirigindo, testar o mhome. Verificamos um forte ruído de válvulas batendo. O próprio chefe de oficina nos aconselhou a irmos à Cascavel (aproximadamente 260km) na outra concessionária também Possoli, para tentar descobrir a origem do ruído.

Infelizmente, o estrépito vibrava o motor, aquecia sua temperatura e comprometia a velocidade. Conseguimos chegar a Francisco Beltrão (aprox. 40km), tensos e preocupadíssimos com o grave risco de comprometer o motor. Dali telefonamos para o técnico da Possoli, o qual nos orientou para dirigirmo-nos à Mecânica Avenida, nesta cidade.

DSC06200

Lá, fomos recebidos pelo proprietário, Sr. Isaias, que “auscultou” o motor, apresentou o diagnóstico: correia dentada incorretamente instalada, a qual descoordenava o comando de válvulas, promovendo todo o desajuste de funcionamento. Imediatamente, disponibilizou o mecânico Evandro para dar fim à perniciosa novela.

Demonstrando maestria, destreza e conhecimento, o Evandro desmontou tudo novamente, com características próprias de cuidado e precisão. Recolocou a correia dentada com exatidão em suas polias e rolamentos tensores. Reinstalou todas as partes, com revelada tranqüilidade, e tudo em menos de 90 minutos!!. Os serviços (antes repetidos) da concessionária Iveco demoraram seis horas, incluindo a tarde e a manhã do dia posterior, resultaram em risco de grave dano ao motor, pelo qual serviço foi pago à vista um valor exorbitante.

Encontramos na Mecânica Avenida um atendimento cordial, profissionais capacitados e dedicados, comprovadamente aptos a desempenhar os serviços com perfeição e excelência.  Após este, o mhome rodou perfeitamente, com o motor silencioso, cadenciado tal um relógio, com temperatura normal e rendimento acima da média.

Aproveitamos esta publicação para parabenizar a Mecânica Avenida (Francisco Beltrão-PR), o Sr. Isaias e o mecânico Evandro, desejando que perseverem em sua dedicação, ao demonstrado conhecimento, características próprias para o sucesso profissional e o reconhecimento de todos os que necessitarem de seus préstimos.

As 15:30h saímos de Francisco Beltrão, seguindo para Cascavel e Toledo. Paramos no Posto Stop de Realeza (ótimo atendimento, bom preço de combustível, pão de queijo saboroso), após abastecermos o Iveco e nós, seguimos viagem.

Infelizmente, alguns quilômetros adiante, nossa viagem foi interrompida: um acidente entre 3 caminhões e um automóvel interditava a pista, e para piorar haviam mortos. Em poucos minutos uma extensa fila se formou (cerca de 20km !), pois este movimentado trecho é o principal elo de ligação entre a região Oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Após 1h de espera, a pista foi sendo liberada aos poucos (de 10 em 10 veículos), e conseguimos chegar em casa as 20:30h.

Vamos ao nosso “fechamento contábil”: foram 15 dias de viagem, 1.964km. Esta viagem não foi econômica, em decorrência das despesas com a manutenção do Iveco, foram R$ 142,00/dia ou R$ 1,10/km.

Queremos agradecer aos colegas do G7, pela recepção, bate-papo,  harmonização,.. e esperamos novos encontros e alegrias em conjunto.

Agradecemos aos colegas Carlos e Denise (Fpolis) e aos demais safaristas que participaram do encontro do Rodamundo em Garopaba e que, tão amavelmente vieram conhecer nosso modesto mhome. Também aos amigos Marco e Sandra (Praia de Fora – Fpolis), pela recepção, pelas dicas e informações importantíssimas e utilíssimas. Esperamos retribuir toda atenção à nós destinada.

Nosso reconhecimento ao ótimo atendimento e conhecimento demonstrados pela Mecânica Avenida, na pessoa do Sr. Isaias e do mecânico Evandro. Que continuem sempre com esta eficiência e presteza.

E novamente, agradecemos ao Supremo Criador, que sempre nos conduziu pelos melhores caminhos, que nesta viagem fez-Se ainda mais presente conosco, colocou alguns empecilhos e entraves, mas que depois soubemos reconhecer que foi para nossa proteção.

Sempre há algum motivo para tudo que acontece conosco (qualquer um de nós), seja algo bom ou ruim. Não desanimem quando Deus os colocar à prova, Ele está querendo mais de você, mostre à Ele que você é capaz.

DSC00478

Estamos planejando um roteiro novo e interessante. Que em breve se concretize, e possamos contar à vocês nossos passeios e dicas.

Abraços e Até logo!

San&Dan