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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Viagem nov-dez/2014 e jan/2015 (parte 8)

 

Olá!

Acordamos cedo, saindo do agradável Colinas de Baco (camping e pousada) e fomos passear em Victória-AR; cidade antiga (início de 1800 chegaram os primeiros imigrantes Bascos e Genoveses); com edifícios preservados deste período, como a Igreja N. Sra. de Aranzazu (1810/1875), o prédio da Municipalidade, o Coreto na praça, e várias outras construções.

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Às 9h fomos para a estrada, logo após Nogoya a Policia Caminera nos parou, apenas olhou documentos, perguntou para onde iríamos e  fomos liberados (imaginamos que nos confundiu com van de transporte, pois paravam todos os caminhões).

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Calor escaldante, logo chegamos à Colon, fronteira com Paysandu-UR, atravessamos a ponte com pedágio caro (PU 650), trâmites de aduana e fomos para o centro, tratar de câmbio e supermercado. Despensa abastecida, seguimos para as Termas de Guaviyu (PU 300/dia/2 pessoas).

Na chegada fomos direto à piscina, refrescarmos do calor extremo. Depois  procuramos um local tranquilo.  Aos que ainda não conhecem, Guaviyu possui um camping bem extenso, com muitos lugares, mas há poucos e distantes pontos de luz e água.

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Último dia do ano, nada melhor que limpar mhome, lavar roupas, para entrar o Ano Novo com tudo em ordem. Calor sufocante. Mais e mais pessoas chegando e montando seus equipamentos. Nem abrimos o toldo pois procurávamos sombra que coubesse o mhome e, estacionávamos pela manhã de um lado e à tarde de outro…   Piscina, caminhadas, camping relativamente tranquilo. 

Nossa ceia de Ano Novo teve “gnocci” italiano (de Rodengo-Brescia-Italia), molho com frango desfiado Vapza, legumes e cogumelos shitake, azeitonas e espumante argentinos, queijos uruguaios, chocolate Nugali de Pomerode  e um vinho do Porto (português, obviamente)…

Como foi uma noite especial, tivemos um show exclusivo, pois centenas de vagalumes/pirilampos nos visitaram, piscando e voando a um palmo do gramado.  Parecia uma tela de leds, infelizmente a máquina fotográfica não consegue registrar tal cena, mas ficará na memória…

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Feliz Ano Novo! Happy New Year! Feliz Año!

Pela manhã, calor, muito calor; um pouco antes do meio-dia o tempo virou: nuvens espessas  escureceram o céu, ventou gelado e uma leve chuva. À tardinha o termômetro “despencou”, marcava 9ºC! Para o lanche, compramos facturas (croissants) recém assados na padaria do complexo, muito saborosos.

Novo dia, após um banho de piscina seguimos para Daymán, onde há apenas um simplório camping funcionando e as diárias custam PU450! Não ficamos, fomos para Salto fazer câmbio e comprar frutas; logo após o almoço seguimos para Arapey: PU 300/dia/2 pessoas.

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Estacionamos no Setor 10, perto dos colegas Marcelo e Viviane com as filhas (Pinhais-PR). Logo depois chegaram Gerhard e Edith (Barra do Ribeiro-RS) e formamos nova vizinhança. Um grupo chamou a atenção: crianças uruguaias fazendo uma espécie de “retiro”, com canções, brincadeiras, hora da leitura, muito participativos e animados.  No sábado, infelizmente, chegaram mais e mais carros e pessoas, as piscinas ficaram lotadas, fumaça de churrasco e som o tempo todo.  Barulho que “virou” a noite, prejudicando o sono de todos…

Domingo, sol e calor, almoçamos com o delicioso feijão que a Viviane cozinhou e ofertou. Caminhamos pouco (pois o sol forte não permite), lemos, conversamos com vizinhos, andamos de bicicleta.  Final de tarde o camping já começa a esvaziar, Gerhard e Edith seguiram viagem. À noitinha chegaram mais dois mhomes de Curitiba, o Dante com filhos e netos, que já nos acompanhavam pelo blog.

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Após a silenciosa noite de sono, aproveitamos o sol para lavar roupas, degelar a geladeira…  À tarde fomos à piscina e, em uma das caminhadas conhecemos a família do Mauro (Caxias do Sul), muito simpáticos e expansivos, principalmente o filho Lucas de apenas 3 anos.

Véspera do Dia de Reis, houve uma programação especial (música, distribuição de presentes), pois para os uruguaios este é o dia de entregar os presentes (não no Natal).

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Na terça o dia prometia ser quente: às 8h o termômetro marcava 28ºC; nada refrescava, e novamente a previsão se confirma: às 17h o tempo começou a fechar, ventar frio e leve chuva… a temperatura que estava beirando os 40ºC baixou para 22ºC em poucos minutos. Nosso pequeno vizinho Davi (18 meses) demonstrou sua curiosidade e interesse pelo campismo…

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Vamos ficando por aqui, aproveitar mais um pouco Arapey e em breve novas postagens.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Viagem novembro-dezembro/2014 (parte 7)

 

Olá !

Nosso Natal abençoado foi passado em Polvaredas-AR, com os vizinhos franceses. Aproveitamos o silêncio e dormimos um pouco mais (assim como eles). Após o café, tiramos fotos e seguimos para a Ruta, que continua com cores e visuais lindos. Em Uspallata  aproveitamos uma sombra (1.860m altitude e 33ºC) para prepararmos almoço.

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Logo  após passarmos Mendoza, paramos num YPF, para descansar, fazer um café. Para nossa desagradável surpresa um dos alongadores traseiros de ventil havia se soltado da presilha e rompeu-se, esvaziando um pneu.

Como não havia ar neste posto, retornamos 2km até outro posto (Mercosur), num calor sufocável (ainda bem que temos rodado duplo). Lá conseguimos reenchê-lo, com dificuldade, pois o ventil é entre as duas rodas.

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Rodamos mais 55km e chegamos a um m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o posto YPF: estacionamento com sombra, duchas, wifi, parque gramado,… conseguimos até água potável para o reservatório. Vários caminhoneiros brasileiros pernoitam aqui, com suas famílias em seus modernos caminhões, com conforto de mhome. À tardinha fizemos uma “roda” com as cadeiras para uma agradável troca de informações.  A cultura e o conhecimento geral destes motoristas surpreende. (GPS: S 33º07’42,4”  W 68º19’08,3”).  

Pela manhã abastecemos (PA 11,29/L) e fomos para a Ruta 7, parada rápida no YPF de La Dormida para conferir os ventis e… estrada.  Até Santa Rosa há parrerais, frutíferas, verde, sempre com auxílio de irrigação, depois só vento e secura.

Na divisa de províncias (Mendoza-San Luis), há 03 barreiras sequentes: polícia, gendarmes e fitossanitária (poderiam fazer tudo na mesma!). Formou-se uma fila de quilômetros… no calor de 40º às 11h da manhã, mas no horizonte há indícios de tempestade.

Finalmente, após 213km de NADA (nem estacionamento, posto, área de descanso,…), chegamos a um simplório YPF, lanchamos no mhome mesmo. Encontramos dois casais de moto, cariocas e muito simpáticos.  A chuva chegou e a temperatura caiu para 17ºC. Pernoitamos num YPF na entrada de Rio Cuarto.

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Novo dia, acordamos cedo, optamos por ir visitar Rio Cuarto (150 mil habitantes); fotografamos a igreja de São Francisco (1876) com belos arcos; a catedral (1883) em estilo barroco; a Comandancia de Frontera do Exército (1860).  Mas uma coisa nos chamou muito  a atenção, desde a chegada na cidade, observamos as casas e comércios com grades e arame farpado, até nas igrejas há vários tipos de trancas; a sujeira e o desleixo dominam a paisagem, parece que a educação e cultura do povo foram aqui esquecidas.  Abastecemos e fomos para a rodovia.

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Em Villa Maria (80 mil habitantes, fundada em 1867), fizemos nova parada.  Visitamos o Museo de Ramos Generales, muito interessante, instalado em casa antiga de 2 pavimentos, com vários ambientes: barbearia, escritório, armazém, padaria, farmácia, oficina, ferraria, brinquedos, automóveis, costura e outros. O museu pertence a uma família tradicional da cidade.

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Optamos por almoçar na praça (com sombra), um saboroso bife acebolado y pan, feito no mhome.  Na saída, tentamos visitar o Museo del Automovil Don Iris, mas está fechado até janeiro.

Tomamos a Ruta 9 (direção Rosário), e novamente não há postos de combustível, área de descanso,  estacionamento,... Só estrada e estrada. Algumas placas indicam “estación de servicio Xxkm”, mas devem situar-se em lugarejos laterais e afastados. Apenas 210km depois há um local de estacionamento na praça de pedágio.

Estacionamos, questionamos alguns caminhoneiros e, como o próximo posto fica apenas em Rosario (60km), decidimos pernoitar na praça de pedágio mesmo. 

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Noite tranquila e, após o café, fomos para Rosario (1 milhão de habitantes, fundada em 1793), na intenção de visitar a cidade, aproveitando a manhã de domingo, mais tranquila. Perto do imenso Parque de la Independencia há um cemitério, (que não nos atrai) mas os túmulos são exageradamente requintados. 

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Depois fomos à  igreja de San José (séc. XIX); à Catedral Basilica Menor Nuestra Señora del Rosario (séc. XIX), cujo altar maior é em mármore de Carrara, construído na Itália. No subsolo há uma cripta com virgem de N. Sra. del Rosario trazida da Espanha em 1773. Visitamos  ainda o imenso Monumento a Bandeira (1957), com fogo eterno, que foi construído com pedras vindas dos Andes, onde está a cripta de Manuel Belgrano.

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Um pouco antes das 12h saímos de Rosario, já com um pouco de congestionamento. Seguimos as indicações para Victoria, atravessando os 59km de pontes e viadutos que atravessam rios, ilhas, alagados do grande Rio Paraná.

Para render a viagem (longo trecho de pontes e ermo), ficamos conversando, e Dan perguntou sobre a Familia Silva (http://viagensfamiliasilva.blogspot.com), quando viriam para a Argentina, etc.. Respondi que deveriam sair do Brasil dia 26 em percurso que eu desconhecia. Neste instante, eis que passam por nós os 03 mhomes, um deles da Familia Silva.  Coincidência, premonição, telepatia, casualidade?  De qualquer maneira, ficamos felizes em encontrá-los.  

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Chegamos em Victoria quase 13:30h, logo na entrada, no antigo Tiro Federal, está a Oficina de Turismo, muito bem atendidos pela Sra. Silvia; nos orientou para irmos para o Camping Colina del Baco;  onde fomos gentilmente recebidos pelo proprietário, Sr. Ivan, que mostrou todos os serviços e área do camping, possui também cabanas.  As diárias custam PA 225/dia (2 pessoas+mhome), com piscina, wifi, luz, duchas. É um empreendimento novo, com ótimas condições de ser bem-sucedido.

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Almoçamos já após as 14h; tomamos uma ducha e fomos descansar, pois o calor era quase insuportável, associado à alta umidade que não deixava evaporar.

Começamos a organizar o mhome, que há vários dias não recebia uma “atenção”. Pretendemos ficar por aqui mais um dia pelo menos, colocar uma “ordem” na casa e descansarmos um pouco do longo trecho sem camping...

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Como nossa próxima postagem será somente no próximo ano, desejamos a todos os amigos, colegas, visitantes, um  Feliz  Ano Novo; repleto de saúde, paz, alegrias, prosperidade, e que Deus acompanhe a todos nós pelas estradas!

Até Breve!

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