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sábado, 23 de março de 2013

Viagem para a Europa (parte 2: Espanha)

 

Olá! Postamos agora mais uma etapa de nossa viagem.

Ao mudarmos de país (Portugal para Espanha), somente as placas informam, não há aduanas, revista de veículo, esvaziar geladeira, entregar  documentos (como acontece frequentemente no nosso Mercosul).

Saímos da A6 Portuguesa (com pedágios caros) e entramos na A5 Espanhola, dupla e sem pedágio. Rodamos até as 17:30h  e paramos para abastecer numa “estacion de servicio” (posto de combustível) após Trujillo, onde pernoitamos: banho no mhome (aprovado), jantar simples e descansar.

Noite tranquila apesar de vários ônibus chegando. Acordamos cedo, tomamos café e saímos.  Na estrada (A5), muitas usinas de eletricidade: hidrelétrica; nuclear e fotovoltaica (solar), uma destas com 22MW!, um mar de imensas placas solares.

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Platanções de frutas variadas, vinhedos, oliveiras; grandes cegonhas nos ninhos; paisagem encantadora, e rodovia tranquila.

As 11h chegamos em Toledo-ES, direto no camping El Greco (N39º51,912 W04º2,826) , onde nos assustamos com o preço: €30,30 por dia (para 2 pessoas e mhome)!; mas não querendo ir direto para Madri, ficamos.

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O atendimento também não foi acolhedor: a atendente sem esboçar sorriso, com ar de superioridade. Os demais atendentes foram bastante gentis.

Desde que chegamos à Europa, vimos muitos mhomes, incontáveis, nos campings, nas estradas, estacionamentos, supermercados, atrações turísticas. No camping El Greco uma nova surpresa: um encontro de mhomes da Holanda (!) , com bandeira, identificação dos casais nos mhomes, agenda de passeios e atividades. Também um casal (holandeses) de bicicleta  e barraca! E nós com frio dentro do mhome aquecido…

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Fizemos o despejo de águas servidas e do vaso químico, estacionamos. Lavei umas camisetas, fizemos almoço e depois fomos passear no centro de Toledo.

O ônibus passa a uns 300m do camping, a cada hora, e em poucos minutos chegamos ao centro. Por ser domingo, a cidade estava lotada de turistas.

Toledo-ES foi um pouco decepcionante, apesar de contar com muita história, TUDO gira em torno de fazer dinheiro rápido: há lojas com todo o tipo de bugigangas, restaurantes e cafés e, para qualquer monumento ou igreja que se queira visitar paga-se (e caro). Para ver a catedral, por exemplo, são €8,00 (por pessoa), e há uma fila de uns 30 minutos para comprar o bilhete, depois há uma fila semelhante para ir à porta de entrada e, por fim, entrar com toda a multidão…

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Fizemos um passeio com um trenzinho (Train Vision Tur), por 50 minutos, dentro e fora das muralhas, €10,20 (para nós dois), com uma parada para fotos, mas com velocidade baixa, conseguimos aproveitar bem.

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No dia seguinte, céu azul, sol, parabrisa com gelo! Postamos o blog e às 11:30h saímos do El Greco, seguindo pela autovia (sem pedágio) até Madri. Aliás, é oportuno publicar o agradecimento ao filho Thiago, pelo fantástico presente que nos ofereceu: um GPS com completa e atual programação européia.  Sem ele estaríamos perdidos já em Lisboa!  Tomara que a neta (que chega em junho) seja tão querida quanto ele.

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Outro agradecimento à Graça e Renato, que nos enviaram informações do blog do Capitão Haddock (português), o qual consultamos e encontramos o Camping e Bungalows Arco Iris (N 40º22’55” W 03º54’29”). Muito bem recebidos pelo sr. David, explicações, mapas, indicações, por  €16,00 (diária 2 pessoas+mhome+luz e wifi)! (www.bungalowsarcoiris.com)

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O Camping Arco Iris é completo, com lavanderia, wifi, pequeno mescado e restaurante, com preço barato e ótima qualidade. Almoçamos o menu del día: creme de espinafre, bisteca de ternera e batata frita, com 1 garrafa de vinho e sobremesa enorme; por apenas €13,00!! Tudo delicioso, e claro, sobrou metade da garrafa de vinho..

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Depois de merecida siesta, faxina no mhome, secar roupas e colocar casacos e calçados ao sol. Com a previsão de 1ºC para a noite, banho, sopa com vinho e ..cama.  

“Madrid: capital da Espanha, com mais de 3 milhões de habitantes; escolhida como capital em 1561 por Felipe II. No século XVII ganhou a Plaza Mayor e a Puerta del Sol. O Palácio Real (família Bourbon) foi erguido por Felipe V início séc XVIII. A origem da cidade data de 852 quando mouros construíram um forte próximo ao rio Manzanares.”

Novo dia e fomos passear em Madrid: ônibus para ir do camping até a Villa Viciosa de Odon (€2,60 /para dois); depois  outro ônibus até o centro de Madrid, na estação Principe Pio (€5,20), cerca de 1h de viagem.

Ao chegar à Madrid o ônibus entra em um túnel, e lá dentro, deriva em outros túneis, (terror para os fóbicos) até chegar à estação: 3 níveis embaixo “da terra”… Nos pavimentos superiores: ônibus interurbanos e metrô. A logística de transporte urbano é exemplar e inacreditável para nós, brasileiros…

Caminhamos (muito) até a Plaza Espanha, onde compramos o ticket do ônibus turismo (€30 / inteira+meia). Fica a dica: vale a pena comprar para 2 dias, para poder aproveitar e visitar todos os pontos de parada. Pode-se utilizar as duas linhas (rotas) de ônibus turismo.

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Iniciamos pela Rota 1 (mais central), descemos no Palácio Real, caminhamos nos arredores, fizemos pequeno lanche.

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Depois fizemos a Rota 2 completa (mais longa), mas infelizmente começou a chover forte, e não conseguimos mais fazer paradas ou fotografar; fica na memória…

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As 16h começamos a voltar para o camping, onde chegamos as 17:30h. Frio e garoa gelada, banho e descanso para recuperar as energias.

Pela manhã decidimos seguir viagem. Lavei roupas na máquina do camping (€4,00 +  €1,00 para secadora). Enquanto Dan tirou umas fotos do camping, que possui várias “casinhas” fixas, assim como em Gramado-RS.

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Aproveitamos para almoçar novamente no restaurante: Acelga refogada, peixe Cavala grelhado (inteiro!), salada mista e vinho (o qual permutamos por água, pois vamos dirigir) por apenas €9,00 ! (para nós dois).

As 13:30h saímos do camping, fomos para Alcalá de Henares (onde Dan estudou nos idos de 1975), mas não conseguimos local de estacionar a autocaravana e seguimos para Zaragoza pela Autovia A2 (pista dupla e sem pedágio), tranquila. Centenas de geradores eólicos.

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Paramos para pernoitar em uma estacion de servicio, onde haviam vários caminhões. Tranquilo, apesar de chegar e sair caminhões a todo momento. Até um mhome 4x4 francês parou por ali.

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“Zaragoza: antiga colônia romana chamada Cesaraugusta, as margens do rio Ebro; atualmente é a 5ª cidade da Espanha, capital de Aragón; quase 700 mil habitantes; apesar de danificada durante a Guerra da Independência séc XIX, preservou a Basílica de Nuestra Señora del Pilar (11 cúpulas de azulejo), a Plaza del Pilar e arredores. A catedral La Seo possui estilo variado, com partes mouriscas, retábulo gótico e fachada alterada quando os cristãos a tomaram.”

Em Zaragoza novo sufoco no trânsito, pois algumas vias foram recentemente alteradas e o GPS não acompanhou. Conseguimos estacionar na loja Akí, ao lado do Centro Comercial Augusta, onde abastecemos a despensa do mhome no Carrefour. A Sra. Pilar (da loja Aki), nos permitiu estacionar o mhome e orientou como ir ao centro de ônibus.

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Na Plaza del Pilar estão a maioria das atrações, sempre lembrando que na Espanha, a cultura da siesta é institucionalizada (lojas, igrejas, governo, oficina de turismo, tudo fecha as 13:30/14h e reabre às 16:30/17h).

Visitamos a Basílica del Pilar (aberta), maravilhosa, com um altar central rebuscado. Depois caminhamos nos arredores, e ao tomar um café, encontramos a Luana, de Recife, que ficou com os olhos marejados quando falamos do Brasil (trabalha aqui a 7 anos).

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Voltamos para o mhome às 16h, e optamos por sair da cidade para pernoitar, seguindo para LLeida pela carretera N-II (não pedagiada), que corre ao lado da pedagiada, em boas condições, apesar de muito trânsito de carretas (imaginamos que o pedágio deve ser caro). A velocidade manteve-se constante 80km/h, pois todos andam assim.

Pernoitamos em estacion de servicio, mas muito  barulhento, não conseguimos dormir. Aliás só permitiram estacionarmos após apresentar o ticket do abastecimento (€1,36/L).

Novo dia e seguimos pela N-II, até a cidade de Lleida, onde estacionamos num espaço com parquímetro, para nos informarmos sobre a rodovia para Andorra. Relativamente fácil…

E lá fomos nós, pela carretera C-14, com plantações de frutas (floridas), de oliveiras, pouco movimento, montanhas crescendo, seguindo para Andorra …

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Até a próxima postagem!

San&Dan

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segunda-feira, 18 de março de 2013

Viagem para Europa (parte 1: até Portugal)

 

Olá!  Faz algum tempo desde a última postagem. Estávamos em casa, preparando nossa tão sonhada e esperada viagem : EUROPA  DE  MOTORHOME, em 67 dias !

Preparamo-nos por um longo tempo (vários anos), acumulando reservas financeiras, contatando amigos e outros viajantes, coletando informações, pesquisando vôos e aluguéis de motorhome, até que, finalmente, em março de 2013 conseguimos realizar este sonho.

Ainda em Toledo-PR, meados de dezembro, auxiliados pela Sra. Lucy, da agência Lumiar Turismo (www.lumiarturismo.com.br), que providenciou as passagens aéreas (TAP Porto Alegre – Lisboa, sem escalas), seguro saúde (exigido para entrar na Europa), hotel para noite anterior ao vôo de regresso; além de fornecer outras importantes informações (dicas, bagagens, etc.).

Com a confirmação das datas dos vôos, providenciamos o aluguel do motorhome em Lisboa, na empresa Camperline (www.camperline.pt) com a Sra. Cármem Veríssimo, sempre gentil, que forneceu todas as informações solicitadas, de modo minucioso.

Para a  reserva da autocaravana e emissão do contrato, é necessário o pagamento de 40%, cujo restante deve ser pago até 8 dias antes da retirada do veículo.  O depósito Swift (via Banco, cobra IOF, taxas e Imposto de Renda, o que pode onerar em até 30% do valor!; ou seja, nem pensar); ou via Cartão de Crédito Internacional (que deve ser liberado em sua operadora de cartões),  pagando 6% de taxa de uso no exterior mais 1,38% de IOF. Optamos pelo cartão e, à cada parcela paga, a empresa enviava via e-mail a cópia do pagamento.

Restando alguns dias para o vôo, precisávamos decidir como ir de Toledo-PR até Porto Alegre-RS, pois dista 1.000km.  Pensamos em ônibus (demorado e convencional); avião (só de Foz do Iguaçu em determinados dias)… Enfim escolhemos  ir no nosso mhome; sem pressa, com nossa bagagem podendo ser revista e tendo nossa casinha junto.

Fizemos uma parada de um dia em Piratuba-SC, para descansar e curar um resfriado chato e, em seguida, no Camping de Gramado-RS (130km de P. Alegre), onde deixamos o mhome estacionado, devidamente preparado para a longa espera (rodas elevadas, parabrisa e placa solar protegidos contra granizo, armários abertos, equipamento elétrico e baterias desligados.

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De Gramado até Porto Alegre, fomos de ônibus executivo com a Citral, barato, direto e rápido.

Em Porto Alegre, ficamos “hospedados” com o irmão do Dan, (Daltro) que nos recebeu com imensa alegria. Ainda tivemos tempo de fazer visitinhas a outros parentes (mãe, sobrinha), passear na Feira do Brique, olhar o movimento de Porto Alegre.

No dia 11 de março, ele ainda fez a gentileza de nos levar até o aeroporto Salgado Filho, onde tivemos outra surpresa maravilhosa: os primos Suzy e Kau foram nos dar um abraço e desejar uma feliz viagem. Ficamos agradecidos e emocionados.

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O moderno avião (AirBus 330) decolou pontualmente às 20:20h, ocupamos ótimos lugares  (34J e H), atrás das asas e próximos aos sanitários, providenciados pela Sra Lucy.

Após 2h de vôo, serviram o jantar: carne ou massa (quentes), salada, suco/refrigerante/vinho ou água, pãezinhos e sobremesa; tudo saboroso, embalado individualmente, com os atendentes gentis e rápidos.

Em cada poltrona há uma TV, onde pode-se acompanhar o vôo, assistir a filmes ou documentários, ouvir música, desenhos ou joguinhos para crianças. O vôo foi tranquilo, pouca turbulência (menos nas estradas brasileiras), embora no final pegamos um vento de frente, de mais de 200km/h

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Serviram o café da manhã às 8:00h: pães, iogurte, suco, café, bolo, frios variados.  Sabores que enaltecem o serviço de bordo da TAP. E como disse nossa amiga Graça SOWEN o nascer do sol é algo fantástico…

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Chegamos em Lisboa tão pontuais como na saída, com um pouco de neblina e chuva fina. Na Aduana foi rápido e tranquilo; o recebimento da mala também foi simples (apenas erramos o portão).  Telefonamos para a Sra. Cármem e, de táxi (€35,00 + €2,20 do pedágio) fomos até a sua empresa (Camperline), distante 40km do aeroporto, mas o taxista fez em poucos minutos, por vezes a 150km/h!.

Fizemos a conferência necessária: interna, externa, veículo, comandos, portas, trancas, armários, funções, documentos, enfim, TUDO. Já havíamos alugado previamente kit de louça, kit de limpeza, sacos de dormir, TV+DVD (que não conseguimos fazer funcionar, sem recepçãp de sinal), cadeiras externas, travesseiros, sacos de dormir e kit toalhas.

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Deixamos a caução de €1.500,00 fotografamos todo o mhome e, após as 13h, fomos ao supermercado Intermarché (perto), comprar alguns itens necessários para lanchar e passar alguns dias dias, almoçamos no mhome, dormimos um pouco e, após as 16h seguimos para o camping pesquisado: Lisboa Camping (ou camping Monsanto, ou ainda, Parque de Campismo), na Estrada da Circunvalação, 1400-061, GPS N 38º43’30”  W 09º12’27”. €20/diária do mhome + 2 pessoas. (www.lisboacamping.com)

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Lá havia vários outros mhomes, de diversos países. Estacionamos, ligamos a energia externa e fomos tomar um merecido banho. Depois uma deliciosa sopa, acompanhada por um bom vinho Portugues (para aquecer, pois a temperatura estava a 6ºC). Depois dormir, para recurperar as energias e passear no dia seguinte

O frio noturno foi intenso, mas com o cobertor e  os pijamas compridos que trouxemos, envelopados nos sacos de dormir (nunca tínhamos usado antes) foi tranquilo.   Amanheceu com um pouco de nuvens, mas logo o astro-rei apareceu para iluminar nosso dia.

No camping, adquirimos o voucher para o passeio do Yellow Bus Tur, na linha Tagus (€15/pessoa), para 24h. Há outros roteiros, valores e validades. O  IMPORTANTE é que a Carris (empresa de transporte urbano) fornece este passeio e, com o bilhete valendo (24h, 48h ou 72h) pode-se usar qualquer ônibus ou elétrico (bonde) da empresa (amarelos), sem custo. Também pode subir o elevador Santa Justa sem custo com este bilhete.

Outra informação relevante: maiores de 65 anos tem desconto (até 50%) em quase todas as atrações. Levamos apenas a cópia dos documentos para comprovar.

Lisboa: cerca de 1 milhão de habitantes (com periféricas), situada em área elevada no estuário do Rio Tejo. Durante séculos expandiu-se no sentido do bairro de Belém (de onde saíam as navegações). Cidade limpa, não poluída, transporte urbano eficiente, mas circular de mhome é impraticável: as ruas são estreitas; em algumas há subida e descida de bondes (na mesma linha) e automóveis!  (nem pensar em usar o GPS). A solução é circular com transporte público. As pessoas, em sua maioria, são gentis com os turistas, mas nota-se que não são abertos como os brasileiros, que puxam conversa fácil.

Nossa primeira parada foi no Mosteiro dos Jerônimos, imenso, maravilhoso, entalhes em mármore e pedra calcárea. € 10,50 (inteira + meia).

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“O Mosteiro dos Jerónimos foi encomendado pelo rei Manuel I em 1501, após o retorno de Vasco da Gama das Índias, e sua construção foi financiada em grande parte com o comércio das especiarias, pedras preciosas e ouro. O mosteiro foi confiado à Ordem dos Jerónimos, em 1834, quando todas as ordens religiosas foram dissolvidas”.

“O Claustro é criação manuelina de João Castilho, concluída em 1544, com rendilhados e imagens entalhadas; o Coro foi encomendado em 1572 por D. Catarina (esposa de João III)”. Túmulos de Vasco da Gama, Manuel I e esposa, João III e Catarina  estão ali depositados.”

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Admirando esta obra fantástica, imaginando que a mais de 500 anos ela está neste mesmo lugar, “vendo” as pessoas e o tempo passar, as transformações e mudanças contínuas,.. sentimo-nos pequenos, notamos nossa fragilidade e o quanto somos insignificantes e efêmeros… 

Passava das 13h quando acabamos a visita, e estando no bairro de Belém, nada melhor que comer Pastel de Belém! Na Antiga e Única fábrica de Pastéis de Belém,  (desde 1837!).

Ao chegar na porta não se assuste, pode ter fila para quem come no balcão; entre e vá procurar uma mesa no interior (imensas salas). Comemos uma mini pizza, 2 chávenas de café com leite e 2 pastéis de Belém (que são feitos com massa finíssima e crocante por fora e um recheio cremoso de nata por dentro). Mas estavam tão  deliciosos, derretendo na boca, que pedimos mais dois pastéis. A conta: € 8,60.  Vale cada cêntimo de euro!.

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Em seguida, passeamos no Museu Nacional de Coches (carruagens), €7,50 (inteira + meia) . Fundado em 1905, por D. Amélia, mulher do Rei Carlos. Todas as peças preservadas, carruagens de Reis, Rainhas, Papas, presentes de Casamento, liteiras, etc. A mais antiga é do séc. XVI, pertencia a Felipe II da Espanha.

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Fomos de Yellow Bus até a Torre de Belém, onde fizemos parada, ingresso: €7,50 (inteira + meia) . A Torre de Belém foi encomendada por Manuel I, para ser fortaleza na entrada do Tejo, em 1515. Situava-se mais afastada da costa do que hoje; era ponto de partida de navegadores  em busca de novas rotas para oriente. Tem estilo manuelino, entalhes em pedra, torres em estilo mourisco.

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Depois, de Yellow Bus fizemos o restante do percurso (sem descer), mais de 60 minutos. A temperatura baixando bastante e, às 18h chegamos ao Mosteiro dos Jeronimos, onde desembarcamos para pegar o ônibus 714 para retornar ao camping, onde logo fomos acessar a internet.

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Novo dia de passeio: Praça da Figueira; subimos no Elevador de Santa Justa (1902), em perfeito funcionamento. Almoçamos um imenso baguete (recheado com strogonoff e salada) no restaurante Especiaria Cheirosa, na Rua Augusta, atendido por garçom brasileiro; quase em frente da Casa Brasileira (confeitaria e guloseimas).

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Tomamos o “elétrico” 28 (amarelo da Carris) para subirmos até o Castelo de São Jorge. O bonde antigo é atração à parte: em alguns trechos há trilho de subida e descida (no mesmo) e mão dupla de automóveis,.. Ruas tão estreitas que não cabe uma pessoa entre o bonde e os prédios!

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Da parada do bonde até o Castelo são uns 300m de caminhada, a subir. Entrada do Castelo €11,50 . Há dois núcleos arqueológicos (museus), e muito que andar e subir/descer escadas, algumas sem proteção ou auxílio,..

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“O Castelo de São Jorge serviu como teatro, prisão e arsenal após a retomada de Lisboa  em 1147. O Rei Afonso Henriques transformou a cidadela em residência dos soberanos. Após o terremoto de 1755 as plataformas permaneceram em ruínas até 1938, quando foi totalmente reconstruído”. 

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Na cafeteria do Castelo, um pavão mostra-se aberto e, segundo um turista inglês “faz parte da máfia para vender café”… Mas chama atenção a graciosidade dele mostrando-se para as fêmeas.

Cansados, quase 16h, começamos a retornar para o camping: primeiro com o elétrico até o centro €5,70 (já havia vencido nosso passe gratuito de 24h), depois ônibus até o camping €3,60. Curiosamente, ambos lotados, mesmo sem ser horário de pique.

Já no camping, um ótimo banho, acesso a internet. Questionamos sobre as máquinas de lavar: €3,00 para lavar e €3,00 para secar, mas só vale a pena se encher a máquina.  Jantamos e descansamos, pois no dia seguinte pegaríamos a estrada.

Tomamos bom café da manhã, arrumamos e guardamos tudo, desaguamos esgoto e vaso sanitário, enchemos o reservatório d’água, e às 11h saímos para Évora. A saída foi tranquila, pouco movimento, e as indicações do atendente do camping foram adequadas.

Atravessamos a linda ponte metálica (25 de abril) para Almada, e havia uma praça de pedágio após a cidade de Almada. Como tínhamos o chip da Via Fácil Brisa, vendido pela Camperline (€40,00), passamos pelo pórtico verde (Via Fácil) . Ao chegarmos no  acesso a Évora,  tivemos a desagradável surpresa: o chip não havia funcionado e fomos obrigados a pagar €78,00 referentes ao pedágio e à pesada multa!  ALERTAMOS: não usem o tal chip.

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Já em Évora, 13h, procuramos  pelo hipermercado Intermarché  (fácil de estacionar, comidas prontas,  além de ter  tudo que precisa  para abastecer a casa  e o carro).  No final da tarde,  procuramos local para  pernoitar e visitar  Évora no dia seguinte.  Ao encontrarmos  outros  mhomes num estacionamento  público e  gratuito, lá  ficamos: N 38º 34’00” W 07º54’55”. 

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Neste estacionamento encontramos casal da Holanda (Marijke e Henk), falando português do Brasil, pois visitaram o nosso país e adoraram!.

Da Porta de Aviz , entrada de Évora antiga, até a praça do Giraldo e outras atrações: caminhar e caminhar muito, por ruelas e becos estreitos.  As colunas romanas ficam numa parte alta da cidade e datam (supostamente) do séc II ou III . A Sé, catedral com aparência de fortaleza, foi iniciada em 1186, na inscrição da entrada data de 1540.

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Visitamos a Igreja de São Francisco (séc XV), com lindos azulejos, pinturas, ornamentos. Ao lado fica a Capela dos Ossos,  que não nos atraiu. O Mercado Público renovado e bonito; o Palácio de Manuel I junto ao jardim público também vale uma foto.

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Vimos um artesanato diferente: bolsas, carteiras, chaveiros, aparadores de prato e copo, colares e pulseiras, chapéus, sapatos, entre outros, feitos de cortiça (rolha). Trabalho delicado e minucioso.

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Dali, caminhamos à subir até a Universidade de Évora, fundada por jesuítas em 1559. Ao fazermos uma paradinha para o café, na universidade, conhecemos o entusiasta Prof. Dr. Carlos, que está a 20 anos na instituição. Discorreu sobre os cursos, as possibilidades de intercâmbio acadêmico e, para nossa agradável surpresa, presenteou com um belo livro sobre a história da Universidade de Évora.

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Caminhando, fotografando, descendo as ladeiras, chegamos novamente à porta de Aviz e ao nosso mhome; onde lanchamos e descansamos um pouco; para depois seguirmos pela rodovia A6 até a Espanha; o que fica para a próxima postagem…

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Abraços e Até Breve !

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