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sábado, 10 de dezembro de 2011

Viagem dezembro/2011 (parte 1)

Olá! Após alguns dias em casa, finalizando algumas atividades, saímos para a nossa viagem de fim de ano.

Há algum tempo, citamos nossa pequena coleção de máquinas de costurar antigas (http://museumaquinascosturar.blogspot.com) e, em função da grande difusão das informações que circulam na internet, pessoas de diversos lugares tem contatado para fornecer ou solicitar dados sobre estes históricos instrumentos mecânicos.

Uma jornalista de Florianópolis nos telefonou, informando a existência de uma grande coleção de antigas máquinas de costurar em Concórdia-SC, por onde então decidimos começar esta viagem, visitando este colecionador. 

Saímos de Toledo-PR as 6:10h, procurando o maior deslocamento possível pela manhã, quando é mais fresco. Nossa primeira parada foi perto de Realeza, no posto Stop, onde abastecemos, saboreamos um bom café com ótimos pães de queijo e acessamos internet wi-fi.

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Adiante de São Lourenço-SC, paramos para almoçar e descansar. As belas quedas d’água que haviam, estão um pouco encobertas por uma hidrelétrica construída recentemente.   A temperatura estava bastante elevada quando, às 16h chegamos em Concórdia-SC.

Lá, lembramos de um casal amigo, usuários de mhome (Danilo e Anastácia), e foi de fácil encontrá-los. Conversamos bastante, atualizamos os assuntos de viagens, vimos sua parreira (que está linda com os cachinhos de uva já formados), as belas toalhinhas de patchwork que Anastácia faz,…. A noitinha degustamos uma pizza com o vinho que o Danilo mesmo faz.

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No dia seguinte, procuramos pelo Sr. Angelo (colecionador), um simpático senhor de 96 anos!, franzino mas ativo e alegre. Contou-nos sua história, mostrou sua imensa coleção. Conversamos por algumas horas e, ao sairmos, ficamos receosos com o destino das peças e do Sr. Angelo, que está sozinho para manter e organizar as peças.

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A tarde conversamos mais um pouco com Danilo e Anastácia, que nos levaram para ver as luzes de Natal na praça de Concórdia. No dia seguinte fomos para Piratuba-SC.

A cidade estava lotada de turistas nos hotéis, pois no final de semana haveria a abertura da temporada de verão.  Mas o camping estivava com poucos mhomes.  Num dos quiosques do camping encontramos um ninho de sabiás, os filhotes paralisados pelo flash.  

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Caminhamos pouco, pois o calor era forte; descansamos, fiz bordados, lemos. Ficamos apenas 2 dias, e seguimos para Rio do Sul-SC, na casa dos colegas Heins e Elrita.

Antes de chegarmos, em Pouso Redondo-SC, abastecemos no Posto Mime, onde o combustível e o atendimento no posto foram bons, mas o no restaurante e lanchonete deixam muito a desejar, pois após esperar por uns 15 minutos, chamar as garçonetes várias vezes, ver clientes que chegaram depois serem atendidos e nós não, decidimos por registrar nossa queixa e sair dali; almoçando biscoitos com queijo e refrigerante no mhome.  

Em Rio do Sul, fomos ao supermercado Imperatriz (amplo, variado), e na Milium (produtos para casa e construção). Depois fomos à casa dos colegas para conversar e combinar a saída no dia seguinte, até Indaial-SC, onde aconteceria o encontro de encerramento do nosso grupo G7.

Em Indaial, o encontro foi na casa do Wilson e Dorli, que já estavam como quase tudo pronto para o evento. Ao longo do dia, foram chegando os demais companheiros (Mauro e Silvana, Erico e Ligia, Deparis e Vera, Altamiro e Ondina, Anselmo e Lucimara, Luiz e Tina, Edson e Nelci, Rogerio e Cida, Jaime e Vera, Cascaes e Marlene) .

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No final da tarde, reunimos para o nosso café colonial, com uma grande variedade de tortas doces e salgadas, pizza, canudinhos, panetone, bolos, cucas, nozinhos, e outras coisas. Após as conversas de praxe, fomos descansar.

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No sábado, o dia do “grande evento”: Heins e Wilson fizeram a costela no fogo de chão. Uma delícia, a carne “desmanchando” das costelas. Deu muito trabalho, mas ficou saborosíssima.

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Após o almoço, realizamos nosso amigo secreto (cada casal trouxe um presente). Uma forma de presentear e animar a turma. Depois fizemos algumas rodadas de bingo (também com brindes trazidos por cada mhome). Houve disputa acirrada para receber os presentes!

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No domingo pela manhã, um a um foram embora, com os votos de Feliz Natal e a esperança de Ano Novo cheio de reencontros e viagens. Ficamos até o meio-dia da segunda-feira, para ajudar e organizar algumas pendências (mangueiras d’água, rede elétrica, ...).

Após o almoço, seguimos para a BR-101, olhamos mapa, cidades, roteiros,..  A rodovia estava bastante movimentada no sentido Sul – Norte. Optamos por ir até Garopaba-SC, e antes de chegar ao centro da cidade, paramos no Supermercado Silveira (novo), amplo, com wi-fi, estacionamento.

As 17:30h, entramos no camping Lagoamar, à beira da praia, com ótima infra-estrutura para mhomes e barracas. Ainda está tranqüilo, apenas 5 mhomes e  poucas barracas. De acordo com os funcionários do camping, o movimento deve aumentar bastante após o dia 15 de dezembro.

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Um camping organizado, amplo, limpo, agradável e, em frente ao mar, um espetáculo diferente todos os dias.

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Diariamente caminhamos pela praia, lemos bons livros, fizemos alguns  almoços “espertos” no mhome. Aproveitamos os momentos de sol para lavarmos camisetas, limpar mhome, passear pela cidade.

Muitas lojas e serviços estão fechados, devendo abrir a partir da semana seguinte. A cidade aparenta estar  em “reforma”, ou “de mudança”, em função da grande quantidade de preparativos para a época de veraneio.

Um vizinho (Sr. José Ignácio) nos convidou para passearmos em Imbituba. Fomos pela manhã, caminhamos, visitamos a igreja, almoçamos, e voltamos à tarde. Foi um passeio bem agradável, paisagens  muito lindas.

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No outro dia, seguimos a orientação de outra “vizinha”, que nos orientou para fazermos o passeio norte (a pé) até as pedras e passarela no final da praia. Cerca de 1,5km, mais uns metros de passarela de madeira recem feita, e chegamos a uma paisagem encantadora no alto dos rochedos.

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Os dias não foram sempre ensolarados, em sua maioria com um sol bonito pela manhã, e ao longo do dia garoava, evontualmente trovejava e chovia forte.  O vento frio também estava presente, quase sempre precisamos de um abrigo.

Esperamos que o Criador continue a nos presentear com bons lugares e paisagens, com  sol e calor…

Até Logo !

San & Dan

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A Admirável Graça de Viajar

Escrevi um curto texto sobre o título deste: “A Graça de Viajar”.   Um capítulo, com início numa sublime alusão sagrada e epílogo em fantástica visão através do pára-brisa do Motor Home:   

“Então Deus, misericordioso e onipotente, fez a luz, a terra, o céu e o homem, dentre uma infinidade de tantas outras graças divinas.  Da luz, nós homens descobrimos o céu e a terra. E da terra, abrimos nossos caminhos e iluminamos nossas vidas com as sagradas cores do firmamento. Então, devidamente ferramentados, concebemos nossos abrigos casas, inventamos as rodas e suas tantas derivadas.  Daí, em poucos milênios, os mais iluminados souberam atrelar as rodas nas casas, juntar suas amadas rainhas e carregar as tralhas pelos tantos maravilhosos caminhos, compartilhando alegrias com outros pares.  Aproveitemos pois, nossas casas móveis, como uma das graças divinas.”

DSC04068 O Criador coloca todos os caminhos à nossa disposição

Sim, todos fomos criados à imagem e semelhança do Criador, mas somos diferentes entre nós. Alguns altos outros baixos, sorridentes ou carrancudos, magros ou gordos, carecas ou cabeludos,.... Assim também nos distinguimos quanto ao nomadismo ou sedentarismo, pois que muitos gostam de viajar e outros não.  Afirma o renomado sociólogo italiano Domenico de Mazi que:

“Uma parte dentro de nós sente uma espécie de horror ao domicílio fixo e deseja vagar pelo mundo, outra parte sente a necessidade de um lugar inalterável para guardar os chinelos, um lar permanente onde possa sempre viver.  Por vezes uma destas tendências prevalece, outras vezes se alternam e, em alguns casos lutam entre si. (...) O nômade conserva um segredo de felicidade que o cidadão (sedentário) perdeu”.

Antigo 3 Caravana na Inglaterra em 1930

O mais antigo viajante conhecido é a Lucy. Seu esqueleto está preservado como o mais antigo remanescente humano. Tinha cerca de vinte anos quando faleceu, havia aprendido a caminhar na posição ereta e era nômade. Viveu onde hoje é a Etiópia, há mais de um milhão de anos, e jamais pernoitava na mesma árvore. Viajava continuamente, procurando segurança, alimento e fugindo dos muitos predadores.

O exemplo oposto é de um casal, que conheci há meio século, vizinhos de meu avô. Moravam numa residência suficientemente autônoma, com pomar, horta, fonte de água, invejável biblioteca, pequeno moinho para produção de farinhas,... Possuíam até um gerador eólico (na época denominado catavento) para iluminação (6 Volts) e funcionamento de um rádio. Mas a insólita característica é que nunca saíam de casa. Visitávamos eles sempre na época do Natal, quando comentavam sobre o tempo decorrido desde a última saída, poucas vezes naquelas últimas décadas...

053 Graciosa A Transformemos os momentos em pontes que nos ligam à felicidade

Para nós, “motorhomistas”, embora eu discorde da posição radical do citado “horror ao domicílio físico”, suponho que pertencemos ao primeiro caso, em nossas admiráveis casas rodantes. Assim, conciliamos um restrito sedentarismo ao ilimitado nomadismo em nosso pequeno grande mundo.  No Motor Home, sabemos combinar o conforto e aconchego da residência com a primazia da liberdade do deslocamento.

Nas palavras de um digno médico, “motorhomista” de Pelotas/RS: “nada substitui transportar nossos próprios cheirinhos”. Realmente, não estivéssemos em nossos Motor Homes, cada hotel incorporaria estranhos odores, assim como as imóveis casas de férias.

Antigo 15Estilo e conforto no Motor Home de 1960 

Embora o desafio entre o nômade e o sedentário exista há mais de cinco mil anos, quando passamos a constituir cidades, o “vírus” viajante que mora em cada um de nós desassossega-se e estimula nosso desejo de viajar.   São nestes percursos que fazemos amigos, descobrimos novos horizontes, conhecemos outras filosofias de vida, aprendemos a melhor usufruir da própria vida.

Foi através das viagens que o homem progrediu, caso contrário não teríamos a América, a bússola, o avião. Nem o conhecimento dos milênios das terras distantes.  Não fosse o mercador Marco Polo trazer o macarrão da China para a Itália, as caravanas buscarem condimentos da Índia para a Europa,.. não desfrutaríamos das tantas delícias.   O português Magalhães não teria circunavegado a Terra, antes “quadrada”, ou nem existiríamos, pois que foram as viagens que trouxeram os antepassados e nossas sementes para cá!

176 Laguna Laguna/SC seria o divisor entre as terras lusas e espanholas!

No século passado, os livros que relatavam viagens, tiveram seu maior sucesso, proporcionando ao leitor, sem disponibilidade financeira para tal, a astuciosa ilusão de acompanhar o percurso.   Muitas viagens foram motivos de grandes apostas pelo seu sucesso ou fracasso, temas até de filmes clássicos de ficção como o pioneiro “Viagem à Lua” (1896) e o poli reiterado “Volta ao Mundo em 80 dias”.

A viagem promove em nossa mente o desenvolvimento de novos processos cognitivos e atividades psicológicas, decorrentes das diferentes fontes então vividas, aprimorando formas de compreensão, percepção e imaginação.  As experiências incorporadas impõem ao nosso intelecto uma flexibilidade para poder lidar com pessoas, momentos e lugares diferentes, assimilar diferentes realidades e resolver obstáculos e contratempos sem precedentes.

Enfim, todas as experiências de viagens nos excitam a criatividade. O gênio extraordinário que foi Mozart, certamente não teria o imortal sucesso, sem seu deslocamento por todo o mundo desde a infância.

103 S R Rastro

Desta janela para o mundo, concluímos quão pequenos somos ao infinito do universo e quão grandes ao merecer e usufruir tais bênçãos do Supremo Arquiteto.

(Darlou D’Arisbo – dezembro de 2011)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Encontro “Amigos das Cataratas” (novembro/2011)

Olá!

Após alguns dias em casa, recebemos colegas do G7 (Heinz, Wilson e esposas), que fizeram aqui uma “parada estratégica”. Fizemos um city tour, almoçamos um filé de tilápia (comum nesta região),  depois eles foram ao encontro em Foz do Iguaçu.

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Somente dois dias após conseguimos sair, mas não escapamos da tempestade que provocou muitos estragos na região oeste do Paraná. Centenas de árvores foram quebradas pelo vento, ou arrancadas pela raiz, cerca de 300 postes de energia elétrica foram danificados, 6 torres de alta tensão, muitas casas e outros prédios com sérios danos.

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Demoramos cinco longas horas para percorrer os 170km entre Toledo e Foz do Iguaçu, graças às constantes barreiras por árvores caídas ou acidentes nas estradas.

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O trânsito urbano de Foz do Iguaçu beira o caos, motoristas afoitos, imprudentes e estúpidos marcam presença constante.  Nas fotos, uma “senhora motorista”, demonstrando características de cegueira, invadiu a avenida, tentando atravessá-la ignorando o imenso canteiro central existente!  Após interromper o trânsito, voltou de ré, para marcar presença em outro cenário….

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Em Foz do Iguaçu também ocorreram bastantes danos, incluindo um acidente fatal, mas no local do encontro (Termas, perto do Parque das Aves e da entrada para as Cataratas), tudo estava bem, apenas muito barro e folhas caídas.  O local é grande, possui razoável infra-estrutura, piscinas, tobogãs, área com churrasqueiras, trilhas para caminhadas, bastante área verde, pássaros e flores.

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No decorrer do encontro (28/10 a 02/11), estiveram no parque aproximadamente 150 mhomes, de várias partes do Brasil. Diariamente saíram “vans” para compras no Paraguai ou Argentina, e algumas noites havia passeio em cassinos ou apresentações culturais.

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No domingo, apesar de frio e chuva esporádica, os “valentes” churrasqueiros conseguiram assar 12 costelões (6 vacas) no Fogo de Chão, iniciando às 3h da madrugada, e servido às 13:30h. Uma delícia !

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Na segunda-feira, aproveitando a oportunidade, fomos passear e comprar algumas “bugigangas” no Paraguai, cujo movimento estava tranquilo, mas muito calor. E a variedade de produtos já não é tão grande ou diferente do que se encontra em Guaíra (Salto del Guairá-Paraguai).

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As emissoras locais de TV gravaram entrevistas e reportagens com alguns companheiros:

RPC TV (Globo): (http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1682538-7823-A+DOCE+VIDA+DE+QUEM+VIVE+DE+FERIAS,00.html) 

TV Tarobá (Bandeirantes): (http://www.tarobacascavel.com.br/videos/materia/jt2/9284/Amantes_do_motorhome_se_encontram_em_Foz) 

À noitinha, Graça convidou alguns colegas para fazermos um agradecimento ao Valdemar e esposa Adir, por mais este primoroso encontro. Vários companheiros tiveram a oportunidade de agradecer e expor sugestões para os próximos encontros.

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No dia seguinte, vários colegas já foram embora, e nós decidimos por retornar para casa também.   Foi uma saída curta, um encontro rápido com os colegas, mas bastante produtivo, várias informações compartilhadas, reencontro com companheiros, novas amizades.

Esperamos em breve uma nova viagem, repleta de boas companhias e acontecimentos.

Abraços e até logo!

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