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Obrigado e boas viagens ...


domingo, 1 de maio de 2011

Viagem abril/2011 (final)

No domingo de Páscoa resolvemos fazer panquecas, como era complicado fazer dentro do carro, decidimos elaborá-las na “cozinha externa” com o prático fogão por indução. 
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O camping de Gramado estava tranquilo, na vizinhança só as “casinhas” com trailer e a maioria vazia.  Na segunda-feira, pensamos em passear em Canela, como em outras vezes (ônibus a R$ 1,90).  Mas decidimos ir com o mhome e de lá seguir viagem. Almoçamos no restaurante Olimpya, comida muito boa, por quilo ou livre.
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Depois caminhamos um pouco pela cidade, que estava bem bonita para a Páscoa, com enfeites de coelhos e chocolates. Nas informações turísticas indicaram o  mirante do Laje de Pedra.  Realmente vale a pena, a vista é muito bonita, oferecendo uma sensação de paz e de pequenez ao mesmo tempo.
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Voltamos para Gramado, para comprar uma taça na loja Pró-Lar, onde tem de tudo e mais um pouco para a casa e para o mhome. Seguimos para Nova Petrópolis e depois “subir” a serra. Passamos por Caxias do Sul, que está cada vez mais complicada (trânsito, motoristas afoitos, desrespeito às preferenciais, etc.). Pernoitamos em Vacaria e, na manhã seguinte, continuamos a viagem até Piratuba. No caminho, paramos em Sananduva, na cooperativa Majestade, onde compramos salame e um filé de suíno muito saborosos.
Em Piratuba estava tudo tranquilo, mas o Sr. Luiz informou que na Páscoa haviam mais de 60 mhomes! Ele continua a fazer melhorias: dividiu os boxes para os mhomes (lugares de estacionamento) com palmeiras,  plantou uma “hortinha”… Está muito organizado e bonito.
Ficamos dois dias, usufruimos das piscinas, banheira… Mandamos a roupa na lavadeira (quase em frente à Padaria SudAndré).
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Na quinta continuamos nossa ida para casa. Em Xanxerê, paramos no supermercado Badotti, que tem almoço por quilo e internet wi-fi, pernoitamos próximo a Francisco Beltrão, no estacionamento do Anila. Na sexta chegamos em casa, em Toledo.
Foram 21 dias, percorridos 1.881 km. A velocidade média/hora ficou entre 60-63 km/h, mas em trechos de serra não passa de 35-42 km/h, decorrente da baixa velocidade dos caminhões.  Para explicar o cálculo da velocidade média: nós andamos  a uma velocidade padrão de 75 à 90 km/h (velocidade de segurança para  mhomes), contudo, ao passar por cidades, lombadas, semáforos, abastecimentos, barreiras de obras, caminhões vagarosos, paradas para café ou almoço; anotamos a referência do hodômetro na hora da partida  (por exemplo 7:45h), e a CADA 60 MINUTOS  anotamos os km rodados.  É uma forma exata de medir a média horária, sem necessidade de cálculo.
Façam a experiência, e notarão que aquelas pessoas que afirmam “eu faço média de 90 a 100km/h” não estão falando a verdade, pois não há esta possibilidade nas estradas brasileiras, com os constantes obstáculos citados.
Nosso gasto diário médio foi de R$ 97,00/dia, ou R$ 1,08/km (sem avareza ou esbanjamento);  considerando absolutamente tudo, desde a saída de casa até o retorno (combustível, pedágios, alimentação, restaurantes, camping, sorvetes, lavanderia, manutenção, presentes, etc.).
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Foi uma viagem tranquila, apenas na segunda passagem por Caxias do Sul (horário comercial) e no penúltimo dia de viagem com um trânsito mais estressante.  Vimos os congestionamentos entre Gramado e Canela, causados pelo grande afluxo de turistas.  Também fomos abençoados pelo Criador, pois antes da Páscoa várias cidades da serra do Rio Grande do Sul foram afetadas por temporais, alagamentos, deslizamentos (causando mortes) e, em Gramado, apenas chuva e pouco vento.
Fizemos novas amizades  (Jair e Mari; Danilo e Anastacia); reeencontramos amigos maravilhosos (Ruy e Marlene; José e Denise); nos reunimos aos companheiros  Mauro e Silvana; Heinz e Elrita, e demais colegas do G7. Passamos momentos agradáveis no camping de Gramado, onde Sr. Renato e família dedicam boa atenção e se esforçam para deixar todos satisfeitos. No camping de Piratuba, o Sr. Luiz está  conseguindo manter a organização e limpeza do camping, além de auxiliar no estacionamento dos mhomes.
Nosso aniversário de 10 anos de casados (bodas de estanho 20/04) foi muito bem comemorado: viajando no nosso mhome, na feliz companhia de vários ótimos colegas e amigos.  Esperamos que em breve possamos viajar novamente e, que o Supremo nos abençoe, com dias e encontros tão maravilhosos quanto os que tivemos.  Abraços e até a próxima!
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domingo, 24 de abril de 2011

Viagem abril/2011 (parte 2)

Postamos agora a segunda parte de nossa viagem:  Ainda em Gramado, esperamos por dias de sol e, para nos presentear, o Supremo nos deu o dia 20 de abril, nosso aniversário de 10 anos (bodas de Estanho), com um lindo dia de sol e céu azul. 
Para comemorarmos a data tão especial, decidimos por “nos” presentear com um almoço típico italiano. Após pesquisas e consultas, decidimos por experimentar o restaurante Galeto Itália. Eles oferecem serviço de leva-e-traz, o que facilita e cria um diferencial para aqueles que, como nós, não dispõe de automóvel pequeno, ou quer aproveitar para tomar um bom vinho e não deseja preocupações com o “bafômetro”.
Fomos os primeiros clientes, o que nos permitiu a escolha de boa mesa, sem atropelos para servirmos no buffet, garçons atentos e, ainda, sem a menor pressa para degustar. Descrevendo a boa mesa: no buffet haviam saladas variadas, 3 tipos de carnes, arroz e feijão, panquecas, bolinho de aipim, legumes. Na mesa o garçom serviu polenta frita, queijo colonial, spaghetti e 2 tipos de molho (em separado), galeto assado e costela de porco.  E ainda, em sistema de rodízio: tortéi, lazanha, caneloni (com variados sabores e molhos). Confessamos: não se consegue provar de tudo um pouquinho, mas do que provamos estava muito saboroso, apetitoso, com tempero de “nona”. E ao final um buffet com gostosas sobremesas (umas 6 variedades).
Para acompanhar nossa deliciosa comida, optamos por um bom vinho nacional (Marcus James, cabernet sauvignon), também bem agradável ao paladar. E ainda nos vestimos “quase” a rigor ! (para quem nos vê sempre de tênis e camiseta…):
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Ficamos mais de uma hora, saboreando sem pressa, as das delícias da casa e, ao final, nos levaram de volta ao camping. Volto a informar: não recebemos nenhum benefício de empresas que citamos, apenas gostamos de informar aos nossos colegas ou outros leitores sobre locais agradáveis e com bom atendimento.
Descansamos, caminhamos, afinal o almoço foi farto. À noite, brindamos nossas bodas com champanhe em cálices de estanho, adquiridos em São João del Rei-MG. Agora em trajes normais…
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Neste dia chegaram alguns mhomes no camping de Gramado e na quinta feira (Tiradentes) lotou. Não cabia mais (alguns  retornando por falta de vagas); haviam até barracas o que é raro pois quem conhece este camping sabe que não há locais adequados para as  mesmas.
Passeamos, fotografamos Gramado e, no sábado uma chuva forte começou na madrugada, afetando vários municípios ao redor. À tarde, ao passear na cidade, pudemos assistir ao desfile da páscoa (chocofest): crianças, coelhos, flores, borboletas, patinadores, bruxas, chocolates. Tudo muito colorido, lúdico para as crianças e lindo para adultos.
Apenas para avisar aos colegas que queiram vir a Gramado nesta época: o trânsito é bastante complicado: são cerca de 100 mil visitantes; hotéis e pousadas lotados, restaurantes com fila, táxis com fila, supermercados cheios. Não havíamos estado aqui nesta época, mas vimos que fica mais congestionado que o Natal Luz: pois este exibe os espetáculos por 3 meses e na Páscoa é tudo concentrado em poucos dias.
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Recebemos ainda a agradável visita dos queridos amigos Ruy e Marlene (safaristas de Novo Hamburgo). Sempre nos encontramos de surpresa (sem combinação anterior) em Gramado e, desta vez  nos acompanharam pelo blog e vieram nos visitar, com um bom vinho Aurora. Colocamos alguns assuntos em dia, e torcemos para que na próxima viagem ao Uruguai consigamos ir juntos.
Desejamos uma Feliz Páscoa a todos e continuaremos nossa viagem (agora voltando para casa).
Abraços e até breve…

terça-feira, 19 de abril de 2011

Viagem abril/2011 (parte 1)

Olá! Após alguns dias colocando as “obrigações” em dia, estamos na estrada. Desta vez serão apenas alguns dias, mas já serve para alimentar o espírito de viajante.

Saímos de Toledo com a primeira escala em Xanxerê-SC, para participarmos de um evento de automóveis antigos. No trajeto, alguns trechos estavam bem ruins, com grandes crateras. A atenção precisa estar 100% e qualquer descuido pode causar um sério problema.  Na cidade de Xanxerê, o evento realizou-se no parque de eventos da FEMI, um local amplo, de fácil acesso.

Conseguimos estacionar no próprio parque de eventos, com energia elétrica  e segurança. A noite foi bem tranquila. No evento haviam uns 80 carros, alguns originais e ótimo estado de preservação, outros nem tanto, mas cada proprietário tem o direito de propriedade e alteração.

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No domingo após o meio-dia, foram entregues as premiações e logo os donos começaram a retirar seus carros. Decidimos por também seguir viagem, e foi uma escolha acertada, pois havia pouco movimento na estrada. Como era cedo, ainda não haviam os motoristas afoitos, aqueles com pressa de chegar a algum (ou nenhum) lugar.

Precisávamos abastecer e como estávamos na BR 153, perto de Concórdia-SC, optamos por abastecer no posto Mime (Coopercarga). Sempre fomos bem atendidos, o preço é atrativo e, como há bastantes caminhoneiros,  uma consequente rotatividade do combustível.  Seguimos mais um pouco e chegamos a Piratuba-SC, onde encontramos alguns amigos do G7 já estacionados: Mauro e Silvana, Rogério e Cida.   Fizemos um lanche coletivo e depois fomos caminhar um pouco pela cidade.

Passamos alguns dias em Piratuba, caminhamos, olhamos vitrines, fomos até a estação de trem; nosso DVD resolveu parar de funcionar, levamos para consertar mas não teve jeito: tivemos que comprar um novo. Funcionou apenas um dia, depois pifou também e foi bem difícil conseguir a devolução.

Quanto ao camping de Piratuba, o administrador (Sr. Luiz) tem conseguido deixar tudo organizado, limpo, tranquilo. Tem feito várias melhorias (aterro, colocação de brita no locais de estacionamento, melhorias nos sanitários), e o mais importante: tem controlado o acesso à área do camping: apenas os campistas entram, e não mais qualquer um que queira "passear com o carro”. Passamos vários dias e por sorte e boa administração, não tivemos o desprazer de outras vezes (barulho, som alto, bêbados). Tomara que consigam manter tudo em ordem e tranquilidade.

Ao nosso grupinho adicionou-se o Heinz e Rita, e Jaime e Vera. Colocamos nossas conversas em dia, atualizamos as informações de roteiros e encontros. Fizemos uma deliciosa feijoada, com nosso “cozinheiro-mor” Heinz no comando. Cada um trouxe alguma coisa, que no final, fez uma refeição muito saborosa.

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Na quarta-feira eles seguiram para Chapecó, onde seria realizado o encontro do Rodamundo. Nós decidimos ficar mais uns dias, e depois seguir para o Sul. Estamos colocando a leitura em dia, caminhando, conhecendo pessoas interessantes e revendo amigos antigos… Um reencontro especial foi com José e Denise (mhome de Pomerode), pessoas muito cultas, viajadas, com muita história e bagagem pra contar…

No domingo decidimos por seguir viajem para Gramado-RS. A rodovia até Lagoa Vermelha-RS está  razoável: alguns trechos ruins (crateras) outros recém recuperados. A barragem de Machadinho também rendeu bonitas fotos.  Em Vacaria-RS paramos para lanchar no mhome, pois em domingos não há o supermercado com restaurante aberto.

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A viagem foi tranquila e, diferente do anunciado, não choveu nem fez calor demasiado. Em Caxias do Sul tentamos manter contato com os amigos Humberto e Nair, mas sem sucesso. A partir de Caxias a rodovia que estava quase vazia, começou a lotar, muitos veículos e caminhões começando a subir a serra. De Nova Petrópolis a Gramado era quase uma fila constante de carros retornando.

A chegada em Gramado assutou um pouco: Trânsito congestionado para todos os lados, motoristas que não sabiam ao certo onde ir nem qual faixa (esquerda ou direita) pegar. Por sorte, a rua que vai ao campig (e à Canela) estava livre.   Estacionamos no camping, ainda tranquilo, abrimos o toldo, tomamos um bom banho e em seguida começou a chover. Não foi muito forte, mas os relâmpagos assustaram. Soubemos que ao redor (Taquara, Porto Alegre e outros) houveram estragos em função da chuva e ventos fortes.

Começou uma neblina forte, que perdurou ainda na segunda e terça. Até agora não conseguimos passear e ver as belezas da cidade, que está preparada para a Páscoa (Chocofest), mal conseguimos ver do outro lado da rua…

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Estamos torcendo para que melhore o tempo, e consigamos aproveitar nossos dias em Gramado.  Em breve enviaremos o restante da viagem… Abraços e até logo

San&Dan

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domingo, 6 de março de 2011

Viagem fevereiro/2011 (parte 2)

Olá! Continuamos nossa viagem a partir do Granja Hotel Suizo (Nueva Helvécia). Ficamos dois dias, local tranquilo e agradável. No sábado decidimos seguir viagem e, analisando as perspectivas de roteiro e de meteorologia, fomos para Montevidéu.
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A capital do Uruguai tem seu trânsito tranquilo, possui avenidas largas e o tráfego flui facilmente (Montevideu não possui camping). Passeamos pela rambla, tentando encontrar um local para pernoitar (clubes de pescadores), mas nenhum aceitou, afirmando que haviam poucas vagas de estacionamento. Continuamos a passear fomos em uma feira no parque Juan Zorilla de San Martín (isto sim era uma feira), com frutas, verduras, legumes, e uma infinidade de outras coisas.
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Voltamos ao centro de Montevidéu, para tentarmos visitar a feira de antiguidades da Praça da Matriz (frente à catedral), mas haviam poucos feirantes (a chuva da madrugada os assustou) e apenas olhamos. Visitamos a igreja, que teve as obras iniciadas em 1790, impressionando pela sua beleza, decoração e imponência.
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Lanchamos em um dos bares da praça (passavam das 14h) e seguimos nossa caminhada pelo centro, porta da ciudadela, monumento ao Artigas, prédios históricos…
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Com o mhome, passeamos novamente na rambla, pois precisávamos abastecer de combustível e água. Num posto ANCAP, na própria rambla, paramos para fazer as duas coisas e, talvez até nos permitissem estacionar. Darlou perguntou sobre a possibilidade de completarmos o reservatório d’água e o frentista “sumiu”. Outro perguntou o que queríamos e, novamente informamos que queríamos abastecer de água e de combustível. “Sim senhor, mas não temos mangueira”, respondeu.  Após colocamos a água com nossa mangueira, informaram que cobrariam pela água!!  Imaginem! P$U 100 (cerca de R$ 10,00) por uns 50 litros de água!!!  Nunca, em 7 anos viajando com o mhome, os postos nos cobraram pela água.  Então fica nosso aviso: CUIDADO com os postos ANCAP da rambla de Montevidéu! ELES COBRAM PELA ÁGUA ! Temos a nota fiscal que comprova. E, neste posto, os banheiros aparentavam não serem limpos há vários dias…  Após pagar pela água e obter a nota fiscal discriminada, negamo-nos a abastecer de diesel.  Repito: SEMPRE PERGUNTEM ANTES PELO CUSTO DO  ABASTECIMENTO DE ÁGUA.
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Continuamos passeando e, como não conseguimos local seguro e tranquilo, optamos por estacionar em alguma praça. Encontramos uma em frente ao Corpo de Bombeiros, que também fica próxima a rua Tristán Narvaja, local da feira no dia seguinte (domingo). A segurança do local e a proximidade (acesso à pé) à feira compensou o barulho noturno (motos, automóveis, pessoas conversando, ônibus).
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Domigo: dia da Feira Tristán Narvaja.  Não é uma feira comum, nela se podem encontrar qualquer coisa: alimentos (prontos, para fazer, levar, comer); animais (de estimação, para comer, vivos e mortos); roupas e calçados (novos ou usados); móveis, antiguidades, bicicletas, chaves, ferramentas, puxadores, encanamento, flores, automóveis antigos e peças, frutas, verduras, legumes, queijos, livros, revistas, abajures;…pessoas exóticas…enfim, quase tudo. São cerca de 40 quadras e, além de caminhar, é preciso ter disposição e paciência: esbarrar nas pessoas, parar, olhar, perguntar. Conseguimos comprar a preços  módicos, três antigas máquininhas de costurar de brinquedo (fazemos coleção).  Na feira, caminha-se bastante e, perguntar e pechinchar é habitual, pois os vendedores esperam por este intercâmbio.
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Saímos de Montevidéu as 11:30h, em direção ao litoral (talvez Piriápolis…). O trânsito bastante complicado, muito movimento, as três pistas cheias. Ao chegarmos em Atlântida (cidade litorânea) o movimento aumentou (idem afoitos treslucados ao volante) e decidimos  seguir pela Ruta 8,  ir para Minas, onde há o tranquilo camping Arequita.
O movimento nesta estrada era mínimo; eventualmente algum carro. Em Minas tudo tal como outras vezes, sem movimento, poucos comércios abertos (e era domingo). Abastecemos a geladeira, a despensa, combustível (não havíamos abastecido em Montevideu)  e seguimos para o camping. Foi difícil encontrar a rota para o camping, pois quase voltamos ao ver que a estrada não era mais pavimentada!!  Perguntamos a alguns moradores e nos informaram que a Intendência havia retirado o asfalto ruim, e estava refazendo-o.  Chegamos no camping pelas 17h, muitas pessoas saindo (que indica mais tranquilidade).
Estacionamos no setor B, logo na entrada, em frente a um trailer desocupado.  Não há pontos de água por perto portanto fomos lavar as louças fora do mhome;  o banho é quente (aquecimento por caldeira) durante todo o dia, que nos deu mais economia de água.  Um dos problemas são os vasos sanitários: turcos (no chão). Há apenas um vaso normal, o qual é disputadíssimo.
No dia seguinte fizemos merecida faxina no mhome (há dias precisava): limpeza geral, aspirador, lavamos roupas, limpamos calçados, arrumamos as coisas nos devidos lugares. A tarde lemos, caminhamos, fotografamos, visitamos o setor A (mais tranquilo porém isolado, sanitários e limpeza piores). É um dos bons campings que ficamos, mas o problema se repete: os usuários do camping não demonstram cuidado com as instalações, colocam som alto (o que não acontecia outras vezes), jogam lixo em todos e quaisquer lugares.
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Ficamos três dias em Arequita, e na saída, novamente a surpresa: a atendente queria cobrar a mais pelo mhome, depois de discussão, telefonar para a pessoa que nos recebeu, pagamos o valor acertado no início (P$U 90,00 por pessoa por dia; cerca de R$ 8,20 por pessoa/dia).  Aconselhamos sempre documentar os valores na entrada (por escrito).
Seguimos para Treinta y Tres, que fica a uns 170km de Minas, e neste trajeto não existem muitas opções. Rodamos mais de 60km até encontrarmos posto de abastecimento, num vilarejo. No camping de Treinta y Tres tudo continua igual: sem condição de uso. Não há energia elétrica (roubaram os fios,  lâmpadas e tomadas), água apenas em dois pontos, sanitários sujos, falta de pessoal para trabalhar.  Na cidade a cena se repete: sujeira, atendimento ruim, pessoas desocupadas, parece que  todos estão esperando os dias passarem. Situação diferente de viagens anteriores.
Seguimos para Melo, afinal havíamos encontrado um parque com camping da última vez que estivemos lá. Mas começam a acontecer os problemas: os dois centros de atendimento ao turista não existem mais. No parque Rivera fizeram uma reestruturação e não há mais energia elétrica no camping, água só nos banheiros. Ainda não cobram para pernoitar, mas não pareceu nada seguro.  Decidimos ir na cidade, procurar uma praça ou local próximo da polícia ou bombeiros.
Depois de várias informações erradas, dificuldade de trânsito, conseguimos estacionar perto da delegacia de polícia, caminhamos um pouco para ver os “vizinhos” e decidimos pernoitar ali. Durante a noite ficou mais silencioso.
No dia seguinte, fomos para Rio Branco, no camping da Laguna Merin. Tudo tranquilo, camping arrumadinho, apenas os sanitários estão meio descuidados, mas ficamos três dias bem tranquilos, lendo, limpando mhome, repondo o sono perdido.
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Na sexta-feira, saímos de Laguna Merin, fizemos nossa “baixa de permanência” (saída/entrega de documentos) do Uruguai, passeamos e compramos uns vinhos em Rio Branco, e entramos no Brasil novamente. Precisávamos abastecer, mas  em Jaguarão-RS o diesel estava R$ 2,25 !!. Seguimos adiante para abastecer na estrada, entramos na cidade de Arroio Grande, almoçamos no restaurante Baldaratt (comida caseira, por kg). Seguimos viagem, com muito calor.
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As 14h chegamos em Pelotas, procuramos local seguro para estacionar e fomos ao LavLev. Elogios ao serviço: em uma hora nossas roupas estavam lavadas, secas e cheirosas. Passeamos um pouco pela cidade, que preserva casario antigo e famosa por seus doces finos.
Em 27 dias de viagem, nunca havia feito tanto calor, além de a umidade do ar estar alta, o que dificulta a evaporação do suor. Encontramos um primo do Darlou  (Wilson) e combinamos uma pizza mais tarde (deliciosa, feita pela esposa Leone). 
No sábado visitamos a feira do produtor de Pelotas, com muitas frutas, verduras, legumes, doces,.. lembram bem as do Uruguai. As 9:30h saímos de Pelotas, seguindo para Sentinela do Sul (visita ao cemitério; relembrar familiares falecidos) e depois Sertão Santana, na casa da prima Suzy e esposo Kau.  Não bastasse a agradável e afetuosa recepção que sempre recebemos,  avisaram que à noite teríamos uma peixada. Um delicioso jantar.
Quando os visitamos, sempre ganhamos uns quilinhos a mais: churrasco, carreteiro, galinhada, peixada….  Desta vez, para retribuir, eu fiz um macarrão caseiro num dos almoços, e nós quatro saboreamos e aproveitamos o momento…
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Na terça-feira, seguimos viagem, passamos por Porto Alegre, almoçamos em Lajeado, no Unishopping (Galeteria Itália: comida muito saborosa, por kg). Durante  a tarde bastante calor, diminuímos um pouco a velocidade e as 18h chegamos em Carazinho, onde pernoitamos.
Nosso último dia de viagem foi atípico: percorremos os 580 km  faltantes (Carazinho-Toledo) num único dia. Pode parecer pouca distância, mas este trecho é bastante movimentado (principalmente carretas). Muitos trechos com buracos e sem acostamento, além de ser o final da viagem, quando já estamos cansados, contando os metros para a chegada.  Entramos em Bernardo Irigoyen (fronteira Argentina), compramos bons vinhos, azeitonas, palmitos,…  Lanchamos na Delícias do Trigo (ótima qualidade e preço), em Dionísio Cerqueira - SC.
Em resumo: foram 32 dias de viagem, dos quais 25 no Uruguai e 1 na Argentina. Rodamos 4.070km, sendo 1.615km no Uruguai, 771km na Argentina e 1.684km no Brasil.  Gastamos R$ 100,00 por dia em média, lembrando que sempre consideramos todas as despesas, desde a saída de casa até o retorno: combustível, carta verde, pedágios, alimentação, restaurantes, pernoites, sorvetes, lavanderia, manutenção, presentes, etc…..    Pelo mapa a seguir vocês visualizam melhor nosso roteiro:
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A viagem foi tranquila, sem qualquer problema em Aduanas,  estradas ou no mhome. Dos dias que viajamos, uns 5 tivemos chuva, o restante foi com clima ameno, exceto em Pelotas que fez muito calor. Conhecemos pessoas agradáveis, que esperamos reencontar novamente pelas estradas e campings.  Reencontramos pessoas, que rogamos que o Ser Supremo sempre as mantenham iluminadas.
Nosso agradecimento especial ao sr. Carlos Rossin e esposa (Guaviyú – Uy); ao Sr. Luiz Tostes e esposa Luiza; ao primo Wilson e a Leone que nos receberam cordialmente; à prima Suzy e o Kau que novamente nos acolheram muito bem; e, principalmente, à Deus, que nos propiciou dias lindos e indicou os melhores caminhos que deveríamos seguir.
Desejamos que em breve façamos nova viagem e vocês possam aproveitar conosco.  Abraços…
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